40 y nunca casado

Meu tio é maluco!

2020.10.05 13:21 mousse312 Meu tio é maluco!

Meu tio é maluco,mans não um maluco que fica na dele, ele é o cara mais escroto que eu conheço.Eu moro com a minha vó e meu avô e meu tio,minha mãe foi morar na Bahia com meu meio irmão e meu padrasto (Não fui com eles pois as oportunidades de vida e emprego aonde eu moro são melhores para mim).O meu tio tem 43 anos e mora com meus avôs ainda (eu tenho 17), ele nunca colocou um dinheiro na casa para ajudar-los e sempre que faz um favor para eles como limpar o carro deles ele cobra uns 50 reais.
Ontem depois do almoço ele veio falando que eu tinha estragado a tv do meu avô, sendo que até meu avô falou que ela não está estragada pois meu avô passa o dia vendo tv, ai eu falei com meu tio que não tinha necessidade de eu mentir sobre isso...Ele explodiu depois disso,me chamando de mentiroso,vagabundo,cheirador de cocaina (nunca fiz isso na minha vida) e falando que eu fui abandonado pela minha mãe e que eu estava morando de favor com meus avôs (sendo que morei minha vida inteira com meus avôs) ele ameaçou de me bater mas minha vós estava entre a gente, eu falei com ele que eu trabalhava e ajuda financeiramente a casa e que ele que era o vagabundo da historia.
Ele xingou minha mãe no ponto que eu dei um soco na cara dele e ele ficou assustado, meus avôs mandaram ele ir embora de casa e deixar o carro que ele estava usando deles (eles tem 2) meu tio falou que não ia fazer isso e minha vó teve que ficar sentado no banco do motorista para impedir dele entrar, meu vô ligou para a policia e ele pegou o telefone do meu vô da mão dele e falou que ia jogar no telhado.O pior que ele fez foi fazer que caso a minha vó não saisse ele ia contar para meu vô que minha vó tava traindo ele (que é mentira pois os dois estão casados a mais de 40 anos e eles só saem juntos) a sorte é que meu vô ja conhece meu tio e não acredita no que ele fala.
Mas olha isso o cara podia ter acabado com a familia inteira por uma besteira atoa, eu fico indignado com isso porque uma hora ele vai matar meus avôs de tanto problema que ele arruma!

Desculpa o desabafão ai
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2020.09.08 19:39 Malarazz Resultados do censo do /r/futebol 2020

Introdução
Primeiramente, obrigado a todos que responderam o censo! Tivemos 371 respostas esse ano, comparado com 68 em 2018.
Essa thread vai ser enorme. Nela, vou descrever e comentar sobre as estatísticas mais interessantes de cada uma das perguntas, principalmente respectivas aos 13 clubes grandes do Brasil. Quem preferir visualizar sozinho de maneira mais completa pelo google forms, aqui está o link do censo. Já quem gostaria de comparar com o último censo de 2,5 anos atrás, aqui está ele. Lembre-se que o censo foi separado em 4 categorias. Sinta-se à vontade pra pular pra categoria mais interessante (na minha opinião a 3) se não quiser ou não aguentar ler tudo. As perguntas estão numeradas e na mesma ordem que estavam no censo, então vocês também podem pular pra discussão das perguntas que acham mais interessantes.
Parte 1: Perguntas Demográficas
1) Aonde você nasceu? -- De 2018 pra cá, o subreddit ficou bem mais diversificado com esse quesito. Apesar de São Paulo continuar liderando, proporcionalmente o estado caiu muito. 76 (21%) dos usuários nasceram lá, enquanto que 22 (32%) ano passado. Rio Grande do Sul vem em segundo e Rio de Janeiro em terceiro, com 67 e 55 membros respectivamente (18% e 15%).
Curiosamente, apesar de ter metade da população e um futebol menos tradicional, o Paraná tem mais usuários do que Minas Gerais: 34 vs 25 (9% vs 7%). Outro fato bastante curioso são os estrangeiros. Os 4 portugueses nós já esperávamos, até por causa do Jorge Jesus. Mas além deles, 2 usuários nasceram em outro país da América do Sul, 3 na América do Norte, 2 em outro país da Europa, e 1 na Ásia, pra um total de 12 (3%) usuários que são estrangeiros. A proporção esse ano ficou parecida com a do censo passado, quando 2 (3%) dos usuários nasceram fora do Brasil. Fico muito curioso pra saber da vida desses usuários: se vêm de pais brasileiros ou simplesmente falam português e gostam da cultura e/ou futebol brasileiro.
2) Aonde você mora? -- Ranking muito parecido com o de nascimento, porém claro, com mais usuários morando no exterior do que nascendo lá. 30 (8%) usuários moram no exterior, sendo 13 (43% deles) na América do Norte. Essa proporção foi um pouco menor que os 9% de 2018.
3) Qual é o seu gênero -- 8 (2%) usuários são mulheres, enquanto em 2018 eram 2 (3%). Nenhuma surpresa aqui, quando combinamos duas coisas extremamente masculinas (futebol, e reddit para brasileiros).
4) Qual é sua cor ou raça? -- Similar ao censo do /brasil que agora perdi o link, 275 (75%) dos usuários são brancos, 70 (19%) pardos, 12 (3%) negros, 6 (2%) asiáticos, 2 (1%) árabes e 1 indígena. Tanto aqui quanto no gênero a gente vê que a população do /futebol não é nem um pouco representativa da população brasileira em geral.
5) Qual é sua idade? -- Semelhante ao censo passado, a faixa etária mais comum é 23 a 27 anos com 138 (37%) usuários. Em seguida vem 18 a 22 anos com 114 (31%), 28 a 32 anos com 66 (18%) e menos de 18 anos com 25 (7%). Os 2 (1%) usuários mais velhos têm entre 43 a 47 anos.
6) Qual é o seu grau de escolaridade? -- 159 (43%) usuários atualmente cursam o ensino superior. 77 (21%) têm graduação completa, 33 (9%) estão cursando pós-graduação, e 32 (9%) têm pós-graduação completa. Acho que seria bom ter separado mestrado e doutorado nessa questão. Talvez seja uma ideia interessante pro próximo censo.
7) Se você cursou ou está cursando o Ensino Superior, qual é sua área de formação? -- Dos 307 respondentes, 64 (21%) fazem ou fizeram Engenharia, 58 (19%) ciências sociais ou humanas, 47 (15%) ciência da computação ou similares, 35 (11%) administração e negócios e 34 (11%) direito. Essa é um pergunta complicada de analizar porque muitas pessoas escreveram "Other: xx" quando talvez se encaixava numa das opções dadas.
8) Qual é sua situação no mercado de trabalho? -- 146 (40%) usuários apenas estudam, enquanto 94 (26%) estudam e trabalham, 91 (25%) só trabalham e 34 (9%) estão desempregado.
9) Qual é seu status de relacionamento? -- Confirmando um estereótipo do reddit, 256 (69%) usuários estão solteiros. 79 (21%) em um relacionamento estável, 26 (7%) casados e 7 (2%) noivos. Me pergunto qual as porcentagens pra população brasileira em geral pra essa faixa etária. PS: não leiam as respostas manuais.
10) Há quanto tempo você usa o reddit? -- 89 (24%) usuários usam o reddit há mais de 5 anos, enquanto 69 (19%) usam há entre 1 e 2 anos. Apenas 41 (11%) usam há menos de 1 ano, sendo 17 desses (41% dos 41) há menos de 6 meses.
Parte 2: Futebol Como Passatempo
11) Há quanto tempo você acompanha o /futebol? -- Curiosamente, ao contrário da última pergunta, a maioria dos usuários são novos no pedaço. 133 (36%) entre 1 e 2 anos, 90 (24%) entre 6 meses e 1 ano e 73 (20%) há menos de 6 meses. Apenas 39 (11%) estão aqui há mais de 3 anos.
12) Que tipo de usuário você é? -- Aqui a gente vê algo que já é conhecido no reddit afora. A regra de Pareto, 80% do conteúdo é criado por 20% dos usuários.
228 (62%) usuários lêem as threads e/ou comentários mas raramente fazem o próprio, enquanto que 110 (30%) escrevem comentários mas raramente criam threads. Sobram apenas 30 (8%) que criam threads com certa frequência.
13) Como você descobriu o /futebol? -- Essa foi uma das questões mais surpreendentes pra mim. 207 (56%) usuários descobriram o /futebol no /brasil ou em outro lugar do reddit, enquanto que 148 (40%) simplesmente digitaram futebol no reddit torcendo pra existir. Apenas 7 (2%) vieram aqui por indicação de um amigo, enquanto que só 3 (1%) acharam o /futebol pelo google.
Para os veteranos que lembram do golpe ano passado, imagina se a gente tivesse migrado pro /FutebolBR? Ia perder um monte do fluxo de novos usuários.
14) Quantas partidas você costuma assistir por semana? -- 181 (49%) usuários assistem futebol 1 ou 2 vezes por semana, enquanto que 104 (28%) assistem 3 ou 4 vezes por semana e 33 (9%) assistem entre 1 vez por mês e 1 vez por semana. Apenas 19 (5%) usuários assistem 7 vezes ou mais por semana, enquanto que só 6 (2%) nunca ou quase nunca assistem. Uma ideia pro próximo censo seria separar as opções por 1, 2, 3, etc. invés de "1 ou 2".
15) Como você mais costuma assistir as partidas em casa? -- 159 (43%) costumam assistir por streaming, enquanto que 90 (24%) pelo premiere, 63 (17%) por TV a cabo sem ser premiere e 45 (12%) por TV aberta.
16) Você assistiu a quantas partidas no estádio em 2019? -- 178 (48%) usuários não assistiu nenhuma partida no estádio em 2019, o que eu achei bem curioso. 84 (23%) assistiram a 1 uma 2 partidas e 37 (10%) assistiram a 3 ou 4 partidas. Surpreendemente, 40 (11%) assistiram a 9 ou mais partidas ano passado.
17) Você costuma assistir partidas sem ser nem seu time nem seu rival jogando? -- Essa foi uma pergunta meio confusa que acho que precisa ser reformulada no próximo censo. Só não sei pra o que. Ainda assim, 188 (51%) usuários costumam assistir apenas jogo importante, enquanto que 138 (37%) aceitam assistir qualquer tipo de partida mesmo sem ser importante ou do seu time. 34 (9%) não costumam assistir partidas sem ser nem seu time nem seu rival jogando.
18) Você acompanha as ligas nacionais de quais países? (Selecione todas que acompanhar) -- 321 (87%) acompanham o Brasileirão, 231 (63%) a inglesa, 135 (37%) a espanhola e 100 (27%) a alemã. Apenas 57 (15%) acompanham a liga francesa do Neymar, e só 22 (6%) não acompanha nenhuma liga.
Há algumas diferenças interessantes perante ao censo passado. O Brasileirão caiu por 12% (67 ou 99% dos usuários em 2018) e a francesa caiu por 40% (17 ou 25% dos usuários em 2018), enquanto a alemã aumentou em 69% (11 ou 16% dos usuários em 2018). Interessante também os usuários que acompanham as ligas do Japão, da Austrália e da Nova Zelândia.
19) Você costuma assistir campeonatos estaduais? Se sim, quantos jogos? -- 187 (51%) usuários assistem vários jogos, inclusive contra times menores, enquanto que 118 (32%) assistem apenas jogos importantes e 59 (16%) raramente ou nunca assistem, ou só assistem só a final.
20) Se você acompanha campeonatos estaduais, você acompanha os de quais estados? (Selecione todos que acompanhar) -- Pra surpresa de ninguém, o Paulistão é o estadual mais badalado com 191 (55%) usuários acompanhando. Porém, apesar de termos mais gaúchos do que cariocas, o Campeonato Carioca ganha audiência de 162 (47%) usuários enquanto que o Gauchão apenas 106 (31%). Faz sentido, pois tem muita gente de outros estados que torcem pra times cariocas, e também porque simplesmente é um estadual mais competitivo.
Talvez por motivos parecidos, 49 (14%) usuários acompanham o Campeonato Mineiro enquanto que só 28 (8%) acompanham o Paranaense. Apenas 4 estados, Acre, Alagoas, Piauí e Roraima têm seus estaduais completamente ignorados pelo /futebol. Os resultados são parecidos com 2018, porém na época haviam 10 estados com 0 espectadores.
21) Como você acha que devem mudar os estaduais? (Tente selecionar a opção mais próxima da sua ideia) -- Chegamos à primeira pergunta suculenta e polêmica do censo. Apesar de eu ter pedido pra selecionarem uma das opções, muita gente quis detalhar sua ideia, o que efetivamente vira um voto nulo pro censo. Mas tudo bem.
119 (categoria A, 32%) usuários acham que o formato atual tá bom como tá ou deve apenas ser levemente reduzido, enquanto que 89 (categoria B, 24%) acham que times grandes devem entrar direto no mata-mata e 145 (categoria C, 40%) acham que times grandes devem parar de disputar estaduais.
Algo interessante que já era de se esperar foi a correlação entre a frequência que a pessoa assiste estaduais e sua opinião sobre o atual formato. Dos 159 usuários que assistem vários jogos, 43% tem opinião na categoria A, 16% na B e 41% na C. Dos 127 usuários que assistem apenas jogos importantes e/ou clássicos, 27% pertencem à categoria A, 35% à B e 38% à C. Dos 54 usuários que raramente ou nunca assitem, 29% pertencem à categoria A, 17% na B e 54% na C. Nos números deste parágrafo foram ignorados os usuários que “votaram nulo” no censo.
Apesar de fazer sentido na minha cabeça, não pôde ser visto uma correlação entre o entusiasmo do usuário sobre futebol e sua opinião sobre o formato de estaduais (i.e. usuários que assistem 2 ou menos partidas de futebol por semana vs usuários que assistem 3 ou mais partidas por semana).
22) Enquanto continuar existindo estaduais no formato atual, você acha que clubes grandes deveriam disputar com força máxima ou com reservas/sub-23? -- Semelhante à última pergunta, 179 (49%) usuários querem força máxima em clássicos e decisões e sub-23 nos demais, 150 (41%) querem sub-23 sempre e apenas 33 (9%) querem força máxima sempre.
23) Antes da pandemia, você jogava futebol? -- 202 (55%) usuários não costumavam jogar. Até que faz sentido pela demografia (ou estereótipo) do reddit. 61 (17%) usuários jogavam menos de 1 vez por mês, enquanto 45 (12%) 1 vez por semana. Apenas 8 (2%) jogavam 3 vezes por semana ou mais.
24) Você costuma assistir futebol feminino? -- 249 (68%) usuários não assistem, enquanto que 101 (28%) assistem às vezes e apenas 12 (3%) assistem com certa frequência. Além disso, 4 usuários escreveram "somente olimpiadas ou copa do mundo".
25) Além do futebol, qual outro esporte você costuma assistir? (Selecione todos que assistir) -- Esse foi talvez o meu maior erro no censo. O Ayrton Senna tá se revirando no caixão, tadinho. Eu esqueci de incluir Fórmula 1! Num censo pra brasileiros! O esporte que eu vejo meu vô assistir todo domingo! Esqueci o Tênis tambem mas no Brasil esse é esquecível, azar. Em minha defesa eu ainda dei um google "esportes mais assistidos no brasil", mas só apareceu um monte de artigo sobre os esportes mais praticados.
Anyway, essa pergunta me surpreendeu um monte. O grande líder foi e-sports com 143 (39%) usuários dando audiência. Basquete veio em segundo com 131 (36%) e futebol americano em terceiro com 95 (26%), enquanto que 86 (24%) usuários só assistem futebol. Me surpreendeu também que os esportes que eu achava populares no Brasil, luta e vôlei, só tem 56 (15%) e 46 (13%) usuários assistindo, respectivamente. E o futsal que é o mais parecido com o futebol só tem 28 (8%) espectadores. Curiosamente, temos um usuário que assiste xadrez, um curling e um punhobol. Não me pergunta o que é isso. Also, tivemos 4 usuários que selecionaram tanto um esporte quanto “nenhum, só o futebol.” 🔔🔔 Shame 🔔🔔 Shame 🔔🔔 Shame 🔔🔔.
No próximo censo, além de acrescentar Fórmula 1, acho que seria uma boa ideia separar e-sports em CS, LoL, DotA e FIFA/PES. Não sei se esses são o top 5 ou tem mais.
Parte 3: Futebol Como Paixão
26) Qual é o principal clube pro qual você torce? -- Essa pergunta foi bem interessante. Era óbvio que o Flamengo iria ganhar, por ter a maior torcida e tar em ótima fase. 71 (19%) tem o Flamengo como time principal. Mas a grande surpresa pra mim foi o Grêmio aparecer em segundo com 49 (13%), atropelando o Corinthians com seus 35 (10%). Tu pode pensar “faz sentido porque muita gente coloca o Corinthians como segundo time”, mas não, apenas 1 usuário colocou, enquanto 2 colocaram o Grêmio.
Fora isso, temos Inter e São Paulo empatados com 33 (9%), Palmeiras com 24 (7%) e Vasco com 20 (5%). O Atlético-MG com 15 (4%) tem quase o dobro que o Cruzeiro com 8 (2%). Isso pode ser um sintoma da fase horrível do Cruzeiro.
27) Aproximadamente o quão longe você mora do estádio do seu time? -- Outra surpresa, 114 (31%) usuários moram a mais de 500km do estádio do seu time. Apenas 77 (21%) moram a menos de 10km, enquanto que 60 (16%) moram entre 10km e 30km e 38 (10%) moram entre 30km e 100km.
28) Você se considera torcedor de dois clubes brasileiros? -- E aqui temos outra pergunta polêmica, que quer saber não apenas sim ou não como tambem tua opinião. Nessa, a descrição vai ser longa. Daqui em diante vou chamar os usuários que responderam sim de “bitorcedores.”
Superficialmente, apenas 59 (16%) usuários torcem pra dois clubes. 145 (39%) não mas respeitam, 72 (20%) não e nem tem opinião e 91 (25%) não e acham um absurdo. Mas a gente não vai parar na superfície.
Acho que todos nós esperávamos que o Flamengo seria o clube mais popular entre os bitorcedores. E de fato ele foi. Mas eu esperava que seria por uma diferença muito mais gritante. Apenas 12 dos 56 (21%) bitorcedores torcem pro Flamengo. Em segundo lugar vem o São Paulo com 9 (16%), e em seguida, de maneira surpreendemente, Grêmio e Inter empatados com o Corinthians com 7 torcedores cada (13%). Por outro lado, 2 (4%) bitorcedores torcem pro Santos, e 1 (2%) pra cada um de Cruzeiro e Atlético-MG. Segue a tabela completa mais pra baixo, mas antes disso deixa eu explicar ela melhor.
Comparando a quantidade de bitorcedores com o total de torcedores pra cada clube, vemos que a grande maioria (8 dos 13) tem entre 13% e 19% da sua torcida torcendo pra um segundo clube. A maior proporção foi do Athletico, onde 3 dos 11 (27%) torcedores torcem pra um segundo clube. Já as menores foram do Botafogo (0 dos 5) e Atlético-MG (1 dos 16, 6%). São Paulo tem 9 dos seus 38 (24%) torcedores torcendo pra outro time, enquanto o Santos tem 2 dos 8 (25%). Note que o Flamengo, alvo desse stigma, tem uma proporção normal, considerando que 12 dos seus 71 (16%) torcedores torcem pra um segundo time.
Por último, vemos a proporção de usuários por clube que acha um absurdo torcer pra 2 times. O Atlético-MG foi disparado o clube mais intolerante, onde 11 dos seus 16 (69%) torcedores acham um absurdo uma pessoa ter dois clubes do coração. Já o Athletico tem 5 dos seus 11 (45%) torcedores pensando dessa forma, enquanto o Flamengo tem 7 dos 76 (9%) e o São Paulo 3 dos 38 (8%) achando um absurdo torcer pra dois times. A tabela completa com toda essa informação para os 13 grandes aparece abaixo.
Time X Dos usuários que torcem pra 2 times, o número que torce pro time X Dos usuários que torcem pra 2 times, a % que torce pro time X Dos torcedores do time X, a % que torce pra 2 times Dos torcedores do time X, o número que acha um absurdo Dos torcedores do time X, a % que acha um absurdo Número total de torcedores do time X
Athletico 3 5% 27% 5 45% 11
Atlético-MG 1 2% 6% 11 69% 16
Botafogo 0 0% 0% 0 0% 5
Corinthians 7 13% 19% 8 22% 36
Cruzeiro 1 2% 13% 3 38% 8
Flamengo 12 21% 16% 7 9% 76
Fluminense 2 4% 17% 3 25% 12
Grêmio 7 13% 14% 17 33% 51
Inter 7 13% 19% 12 33% 36
Palmeiras 5 9% 19% 3 12% 26
Santos 2 4% 25% 1 13% 8
São Paulo 9 16% 24% 3 8% 38
Vasco 4 7% 16% 7 28% 25
29) Qual é o segundo clube (aquele que fica geograficamente mais longe de você) pro qual você torce? -- Essa pergunta ficou meio confusa porque usuários organizaram de forma diferente o primeiro e o segundo clube. Não sei como reformular ela no próximo censo. Talvez “qual é o segundo clube (aquele que for “maior”) pro qual você torce”?
De qualquer forma, as estatísticas interessantes já aparecem na última pergunta. Aqui, vemos que 275 (77%) usuários não têm segundo clube, enquanto 5 (1%) torcem pra cada um de Flamengo, Vasco, São Paulo e por incrível que pareça, Paysandu. Curiosamente, 3 (1%) escolheram o Milan.
30) Fora o maior rival, qual clube você mais quer ver perder? -- Outra pergunta suculenta sugerida por algum usuário aqui há muito tempo atrás. Essa também vai ter uma discussão enorme, então botem o cinto gurizada.
Superficialmente, pra surpresa de pouca gente, nós vemos o Flamengo sendo o clube mais desprezado do Brasil, com 96 (26%) usuários querendo vê-los perder. Curiosamente, isso é muito maior do que a quantidade de usuários que apenas querem o mal pro rival (60, 16%) e que não querem o mal pra ninguém (36, 10%). O Corinthians é claro vem em segundo com 60 (16%). Palmeiras tem 38 haters (10%) e São Paulo 14 (4%). Pra minha surpresa, apesar de todas suas falcatruas, Cruzeiro tem apenas 11 (3%) e Fluminense só 8 (2%). Meu tio sempre teve a opinião de que o pessoal fora do RS não gosta do Grêmio por considerar ele um time argentino, mas não vemos isso aqui. 0 usuários escolheram ele, enquanto apenas 2 (um torcedor do Caxias e outro do Grêmio) desprezam o Inter.
Mas podemos ir mais fundo. Primeiramente, tal como ilustrado acima, houve muitos usuários que selecionaram o nome do seu rival invés de selecionar “Apenas quero o mal pro meu rival.” Talvez fosse melhor reformular essa pergunta pra “qual clube de outro estado você mais quer ver perder.” Enfim, pra diminuir esse problema com os dados, eu editei cada usuário que escolheu o nome do seu rival para “apenas quero o mal pro meu rival.” Clubes gaúchos, mineiros e paraenses foram fáceis. Para os cariocas, eu considerei o Flamengo como rival de todos os outros três grandes, enquanto que o Vasco e Fluminense são simultaneamente rivais do Flamengo, mas o Botafogo não. Já em SP, o Corinthians, São Paulo e Palmeiras são simultaneamente rivais um do outro, enquanto o Santos ficou sem rival.
Levando em consideração apenas torcidas de tamanho médio (4 ou mais), sobram 351 usuários. As maiores diferenças são no Palmeiras e São Paulo. O primeiro caiu para 27 (8%) usuários que o desprezam, enquanto que o São Paulo caiu para 4 (1%).
Os clubes que mais desprezam o Flamengo são o Santos (6 dos 8, 75%), Atlético-MG (10 dos 15, 67%), e Palmeiras (14 dos 24, 58%). O único clube com muitos torcedores (10 ou mais) que não quer ver o Flamengo perder mais que todos os outros foi o Inter. 8 dos 31 (26%) colorados desprezam o Flamengo, enquanto que 17 (55%) despreza o Corinthians. Isso faz sentido, porque o Corinthians “roubou” um Brasileirão em 2005 enquanto o Flamengo meteu 5 a 0 no Grêmio ano passado.
Dos clubes com poucos torcedores, Ceará (0 dos 5) e Santos (0 dos 8) são os com mais desgosto no coração (0 torcedores “não querem o mal pra ninguém”), enquanto que Cruzeiro é o mais pacífico (3 dos 7, 43%). Dos clubes com muitos torcedores, Atlético-MG (0 dos 15), Athletico-PR (0 dos 11) e Inter (1 dos 31, 3%) são os com maior antipatia por outros clubes, enquanto que o São Paulo (4 dos 37, 11%) é o mais pacífico.
Segue a tabela completa para quem quiser ver. Para ler a tabela: 20% dos 15 torcedores do Atlético-MG, por exemplo, querem o mal apenas pro seu rival, 7% pra cada um de Corinthians e Fluminense e 67% pro Flamengo.
31) Fora o(s) seu(s) clube(s) do coração, com qual clube você mais simpatiza? -- Uma pergunta um pouco diferente da de dois torcedores. Temos usuários que torcem pra dois times e simpatizam com um terceiro. Temos usuários que torcem só pra um time mas simpatizam com outro. E temos usuários que não simpatizam com nenhum - especificamente, 103 (28%).
Dos times com simpatizantes, pra minha surpresa, a Chape ficou apenas em segundo com 22 (6%) usuários. O time mais simpático do /futebol é o Vasco com 26 (7%). O Bahia fecha o pódio com 19 (5%). Fora isso, podemos ver algumas curiosidades ao analizar mais profundamente.
Dos 86 torcedores da dupla grenal, 3 (3%) deles simpatizam com o arquirival, enquanto que 1 vai mais longe e considera o arquirival seu segundo time. Curiosamente, essa pessoa mora em Porto Alegre ou região (i.e., a menos de 10km do estádio). Nenhum dos 24 Cruzeirenses e Atleticanos torce ou sequer simpatiza com o rival. Nenhum dos 20 Coritibanos e Athleticanos torce ou sequer simpatiza com o rival. Dos 5 torcedores do Botafogo, 1 (20%) simpatiza com o Fluminense, enquanto que dos 76 torcedores do Flamengo, 1 simpatiza com o Botafogo. Curiosamente, 2 (3%) torcedores do Flamengo e 1 dos 25 (4%) torcedores do Vasco desprezam o Botafogo acima de todos os outros. Dos 38 torcedores do São Paulo, 3 (8%) simpatizam com o Santos, enquanto que dos 36 torcedores do Corinthians, 1 (3%) simpatiza com o Santos.
32) Você participa de alguma torcida organizada? -- Gostei dessa pergunta. E até fiquei surpreso com os resultados. Temos 9 (2%) usuários do sub que atualmente participam de uma torcida organizada. Além disso, temos 2 (1%) usuários que já participaram delas. Um falou que parou por “questões de tempo, responsabilidades e etc.” enquanto o outro comentou “acho que são importantes no estádio, mas a estrutura e cultura delas é lamentável” (eu gostaria de ouvir mais sobre isso).
Fora isso, 182 (49%) usuários responderam “não, e sou indiferente,” 93 (25%) “não, mas apoio elas,” 59 (16%) “não, e odeio elas” e 20 (5%) “não, mas tenho amigos que participam.” Dos usuários que escreveram sua propria resposta, um colocou “gosto da festa e não gosto da briga,” outro “não, mas sei que a maioria dos seus integrantes não são bandidos infiltrados,” mais um “não, e acho que as vezes atrapalham o futebol, porém algumas fazem um trabalho fenomenal (Fortaleza),” e por último “não participo, gosto da festa que fazem, mas são problemáticas na questão da violência.”
Parte 4: Futebol Como Profissão
33) Você já tentou seriamente virar jogador de futebol profissional? -- Uma pergunta interessante que eu não tinha muitas esperanças de receber um “sim”, mas ainda assim recebemos. 1 usuário conseguiu enquanto 24 (7%) tentaram mas não conseguiram. Outros 22 (6%) tiveram parentes que conseguiram. 318 (86%) simplesmente nunca tentaram.
Outra coisa interessante foram as respostas manuais. Um usuário escreveu “joguei em categorias de base mas nunca tive ambição,” outro “jogo nas categorias sub 17,” e o meu favorito, “não, mas tive um ex-colega que treinou no Internacional e teve chance de ir para o Real Madrid, mas foi tonto e perdeu a chance porque não quis ficar longe da família.” Imagina se o Messi tivesse pensado dessa forma. Imagina se tivesse alguém com ainda mais talento que o Messi mas que pensou dessa forma e o talento nunca floresceu. Perguntas interessantes.
34) Você já tentou ganhar a vida do futebol sem ser jogador, pelo menos por um tempo? Se sim, como? -- Pergunta parecida com a anterior, porém mais ampla. Ainda assim, não gostei dela. Ela teria que separar “tentei e não consegui” de “tentei e consegui,” e talvez “tentei, consegui, e continuo conseguindo.” Mas não tenho nem ideia qual o melhor jeito de fazer isso.
De qualquer forma, 344 (93%) usuários nunca tentaram. Dos 26 que tentaram, 10 (38%) foram como apostador, 5 (19%) como jornalista, 2 (8%) como técnico, 1 (4%) como dirigente e 1 como narrador. Nenhum usuário selecionou Youtuber da lista, mas um escreveu “além de Youtuber, também planejo ser Técnico ou Preparador.” Além disso, um usuário escreveu que já estagiou em medicina do esporte no Athletico, outro “Quadra de Futebol Society,” mais um “Faltou e-Sports aí na lista,” enquanto outro afirmou ser diretor do Criciúma!
Conclusão
Então é isso. Termina mais um censo do /futebol. Espero que vocês tenham achado interessante. Mas lembrem-se que não dá pra extrapolar muito os dados desse censo, e que a população do /futebol não é nada representativa da população de torcedores brasileiros de futebol. Agora pra sair outro censo acho que talvez só em 2022, então aproveitem esse.
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2020.08.13 08:11 noat45 Tu alma gemela siempre te causara problemas

Por hallar la perfecta compatibilidad quizás hemos pasado por alto a valiosas personas en el camino. Kyle Benson nos muestra el valor de la imperfección
Cualquier persona que se encuentre en una relación disfuncional tratara de hacer que su pareja cambie o sea “perfecto” o cambiándose ellos mismos para ser la “perfecta” pareja.
Aquí está la verdad
Dicho esto, a quien sea que elijas amar debes tener en cuenta que también has elegido amar a un conjunto de problemas. No hay candidatos sin problemas y siempre existirán sin importar a quien decidas amar.
Por ejemplo:
Lacey se casó con Andrew quien tiene a ser el alma de las fiestas, sin embargo Lacey quien es tímida, odia esto. Pero si Andrew se hubiese casado con Molly hubieran peleado incluso antes de ir a la fiesta. Esto pasaría porque Andrew tarda demasiado y Molly odia esperar porque ella da por sentado “algo” que pasó en su infancia, haciéndola sensible a eso pero si Molly confronta a Andrew sobre llegar tarde, Andrew puede creer que su queja es una manera de dominarlo algo que rápidamente lo molesta.
Si Andrew se hubiera casado con Leah nunca hubieran llegado a la fiesta en primer lugar, porque estaría peleando debido a la falta de ayuda de Andrew al quehacer doméstico. Esto hace sentir a Leah abandonada, provocando que su estómago se revuelva y Andrew vería la queja de Leah como una manera de dominarlo.
Como no somos perfectos y nuestros compañeros jamás lo serán, nuestra imperfección nos causará 2 tipos de problemas: Problemas tratables y problemas intratables.
Los problemas tratables pueden resolverse de manera simple en una simple charla de 5 minutos que les permita sentirse emocionalmente conectados de nuevo. Este tipo de conflictos alcanzan una solución y rara vez vuelven a aparecer.
Los continuos conflictos de pareja
Conoce a John Gottman, el Mohamed Ali de las relaciones. Por más de 40 años de investigar a matrimonios felices John ha creado una variedad de técnicas y combos que predicen con un 90% de aciertos, el número de parejas que se van a divorciar en los próximos 10 años o no.
Su título como peso pesado de las relaciones, muestra que las parejas felices tienen problemas intratables de manera persistente. En uno de sus libros recalca una idea importante: La idea de que todas las parejas deben resolver todos sus conflictos, es un cuento de hadas.
El instituto Gottman ha demostrado que las relaciones exitosas entienden que el conflicto es inevitable. De hecho el conflicto en las relaciones es normal y funcional inclusive, en algunos casos, acarrea aspectos positivos. Cuando peleamos y discutimos estamos aprendiendo como amar mejor y cuando hacemos un paso atrás el “problema” nos enseña cómo entender mejor a nuestro compañero, como trabajar con el cambio en nuestras relaciones mientras estás evolucionan. Nos recuerda porque elegimos a nuestras parejas y nos permite renovar nuestra relación con el tiempo.
La pelea de nunca acabar
De acuerdo a John Gottman las parejas no estarán de acuerdo en sus problemas intratables en un 69% de las veces volviéndose asuntos de nunca acabar. Estos perpetuos conflictos son productos de las fundamentales diferencias entre parejas tales como diferencias entre personalidades, necesidades y expectativas que son fundamentales para el núcleo definitorio de uno mismo. A pesar de lo mucho que deseemos estos problemas fuera, estos nunca lo harán.
La relación emocionalmente obstruida
Si las parejas no pueden comenzar a hablar sobre los problemas intratables de manera sana, el conflicto hace que la relación se obstruya emocionalmente. Cuando esto pasa los amantes son incapaces de drenar toda esa tensión. No importa saber si el punto del conflicto termina obstruyendo la relación o no. Puede ser sobre lo que sea.
Para un extraño puede parecer un pequeño problema tal como el no limpiar la casa pero en una relación se siente como el monstruo en el armario: aterra abrir la puerta.
Cuando una relación está obstruida, las parejas se sienten rechazadas por su compañero, sienten que no pueden fluir, como si a su pareja no le importara o no quisiera hablar del asunto. De manera irónica entre más ignoren el conflicto más veces volverán a tener la misma conversación una y otra vez similar a un perro persiguiendo su propia cola. Con el tiempo las parejas se vuelven más y más firmes en sus posturas, provocando que las fricciones crezcan llegando a un punto donde no hay posibilidad de un compromiso.
En ese ambiente, las conversaciones se convierten en la tormenta perfecta, no comparten nunca afecto o aprecio solo el viento y la lluvia de la frustración, y si la tormenta dura lo suficiente comenzaran a insultarse de manera mutua. Los pensamientos se vuelven negativos y se vuelven en su contra, cada parte vea a la otra como egoísta y toda esta obstrucción termina quebrando la confianza.
Romper la confianza tiende a empujar a las personas lejos unas de otras y no le tomará mucho tiempo a un terapista de parejas darse cuenta que la posibilidad de infidelidad y divorcio es directamente proporcional a cuan miserable las relaciones son.
Hablar de un problema es como destapar un retrete, libera toda la tensión acumulada. A pesar del disgusto de un problema de nunca acabar, parejas duraderas y felices son capaces de hablar sobre este asunto de manera positiva, con risa, afección e incluso apreciación.
Falta de seguridad = falta de comunicación
Algunas veces estos perpetuos problemas nunca son hablados debido a que una o dos partes no se sienten lo suficientemente seguros para traerlo a colación. A veces debido a experiencias en nuestras pasadas relacione (o incluso de la infancia) y otras veces se debe a que los sentimientos de nuestro compañero son negados por la falta de conexión. Esto puede prevenir a nuestra pareja de ser lo suficientemente vulnerable para abrirse de manera honesta.
Cuando una relación alcanza cierto nivel de seguridad y una parte puede comunicar de manera clara lo que el otro quiere conocer sobre el subyacente significado de la posición del otro, la otra parte finalmente puede abrirse y hablar sobre sus sentimientos, sueños y necesidades.
La meta para cada uno es entender el sueño del otro detrás de la posición del problema, por ejemplo: una parte desearía guardar dinero para viajar durante el retiro pero la otra parte tal vez quiera gastar ese dinero en un viaje exótico en este momento.
Pueden continuar hablando del mismo problema de manera ocasional, mejorando la situación por un corto periodo de tiempo, pero el problema siempre reemergerá. Aquí está la importancia de darse cuenta que cuando eliges a una pareja a largo plazo, estas eligiendo una serie de problemas con los cuales vas a verte envuelto por los siguientes 10, 20 o 50 años.
La meta entera no debería ser resolver cada problema, debería ser trabajar con cada una, en aras de mejorar la relación para entender lo que tu deseas dejar como una serie de problemas intratables para que tú y tu pareja puedan aprender a tolerar e incluso animarse mutuamente.
No deberías sentir la necesidad de cambiar a alguien o a ti mismo para poder amarla (o), no dejes que algunos malentendidos se interpongan en el camino de una sana y otras veces: feliz relación.Tu alma gemela siempre te causara problemas.
Esta fue una traducción original de Thegoodmenproject link: https://goodmenproject.com/featured-content/your-soul-mate-will-always-cause-problems-slake/

Fuente: Gottman, J. M. (1994). What predicts divorce?: The relationship between marital processes and marital outcomes. Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.]
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2020.07.09 19:42 AguaMexica ¿Yo soy el Malo?

Esto sucedió hace algun tiempo, tengo un tío que está "disfrutando de su vida" en un modo de ir a fiestas, salir a tomar, drogándose, y andando teniendo relaciones con chavas de 20 o poco más (él tiene casi 40 años), ya está casado y tiene hijos. Yo tenía 18 años y andaba en las mismas, salía a fiestas y a tomar, andaba de un lado para otro haciendo mis desastres, en una ocasión este tío me comenzó a recriminar que lo que yo estaba haciendo estaba mal, que porque me exponía a muchos peligros (hay que tener en cuenta que el nunca cuidaba a sus hijos y ni les daba atención, simplemente los ignoraba por andar tomando), yo le contesté que estoy en edad de andar saliendo a tomar y de cometer errores, él siguió molestando qué clase de idiota soy y siguió con sus comentarios, termine diciendole que yo estoy disfrutando un poco de mi juventud para no terminar como un adulto con defecto de Piter pan y dándole como ejemplo a mis hijos como se debe inhalar cocaína con una llave (mi primo me dijo que varias veces vio a su papá meterse eso) se molestó y grito muchas tonterías, la demás familia se dio entero de ésto y me quisieron llamar la atención por ser grosero. ¿Soy el Malo por no tolerar los reclamos hipócritas?
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2020.05.25 22:55 GreenDayTodayEver Talvez um pedaço da minha história ajude alguém

Galera, há um tempo eu queria escrever uma série de conselhos que desenvolvi durante a vida, em episódios que vivi. Hoje com quase 40, bem casado, posso talvez dar algumas dicas. Me machuquei muito na vida, mas a vida começou mudar quando entendi certas coisas e principalmente quando comecei a me importar mais com as pessoas sem querer nada em troca.
1 - Ache a sua turma e entenda: vc pertence a ela
Quando eu era criança, sofria bullying na escola, todos meus amigos me chamavam de gordinho, eu não ligava e mostrava o dedo do meio para eles. Era ruim de futebol, mas mesmo assim me enturmava com outra galerinha que gostava de mim, que tinha gostos parecidos e foda-se o resto. Sim. Isso machucava porque as pessoas que eu pensava que eram bacanas, não eram.
2 - As expectativas podem te machucar muito
Sempre fui feio. Para falar a verdade, horrível. Até hoje me olho no espelho e falo: cara como tu é feio pra kct e pergunto para a minha mulher: como vc foi gostar de mim assim? Ela ri e me acha o cara mais lindo do mundo, e isso que me importa. E ela é a mais linda para mim e acabou.
Mas curiosamente eu levei diversos foras quando adolescente. Lembro até hoje quando me apaixonei por uma garota e ela me disse exatamente assim: Cara vc é feio pra caramba, vc só sabe tocar guitarra (eu tinha uns 17) vc acha que será alguém na vida? Eu fiquei sem dizer nada, enfiei a viola no saco, como diz o ditado popular e fui embora para casa chorando que nem um bobo com uma roupa nova da bad boy que tinha acabado de comprar com minha mesada e meses que guardei grana para um Rebook Pump só para ficar bonitão e me declarar para ela. (Edit com esse detalhe)
3 - Cuidado com as pessoas que te humilham por vc ser pobre (ser pobre não é para sempre)
Na cidade pequena onde nasci, eu frequentava uma igreja medíocre que existe até hoje, que tinha pessoas "ricas" da cidade. Até hoje, continua a mesma bosta. Não sabem o que é amor ao próximo e continuam "seletivos". Pessoas daquela "casta" sempre humilharam os mais pobres e classe média. Isso incluiu minha família e eu. Não era pobre necessitado na época, mas minha família era de classe média. Meus colegas viviam dizendo que iam para a Disney etc e contavam e contavam como era lá e me traziam um lápis com uma borracha só, mas eu ficava com vontade... Eu não podia ir, meus pais não tinham como pagar, era tempo de vacas magras e, como se não bastasse, tinham falido.
Todos sem exceção tiravam sarro e me humilhavam de graça. Tinha 1 ou 2 amigos de verdade naquela época dentro daquela MERDA DE IGREJA. Hoje eu sei a REAL definição de igreja. Depois no final vcs entenderão.
4 - Não seja o bobo que compartilha conhecimento de graça
Descobri uma grande vantagem no ensino médio: por conta dos meus problemas eu era vagabundo para estudar mas inteligente. Então, percebia que as menininhas bonitinhas e os carinhas populares queriam material de aula para "copiar" minhas notas de aula, exercícios, tiravam dúvidas. Eu não perdoava, mandava a merda e não compartilhava, porque como adolescente, eu via meu pai falar de sucesso, de coisas que vc deve ou não compartilhar e que as pessoas vem sorrindo para geralmente pedir. Me tornei um cara amargo mas ainda inexperiente na vida e as vezes até imbecil no trato com as pessoas. Só não queria me machucar mais.
5 - Seja o melhor. Sempre há tempo. Mas não humilhe ninguém.
Quando entrei na faculdade decidi que a vagabundagem iria me deixar. Conquistei 5 amigos que eram fodas. A gente era a elite da turma no sentido do conhecimento. Não perdoávamos as outras panelas. Nós éramos os Ramones da computação hahahaha. A gente era foda. Só tirávamos notas fodas. Eu tinha amigos DE VERDADE, perdi dois por câncer já. Uma pena, mas, a gente mostrava que estava ali para estudar. Eu era feio, mas as meninas me amavam porque eu era foda. Eu era inteligente, só tirava 8, 9 e 10. Não me formei com nenhum 5, não tive uma DP e fiquei em exame só uma vez numa baita universidade. Mas minha tristeza com as decepções do passado da adolescência me fizeram ficar esperto com as mulheres.
Tratava todos bem. Ajudava a galera e quanto mais ajudava, eu não sei exatamente o que acontecia mas as coisas davam certo para mim. Ajudava todos.TODOS sem exceção e me tornei menos amargo e mais altruísta. Meu apelido entre os maldosos era o bom samaritano, porque os caras falavam: lá vem o crente que não vai em baladas e é mala. Mas não ficava falando de evangelho nada disso. mas minha vida era levada a sério. Só. Eles percebiam que eu estava ali para tentar mudar de vida e não para perder tempo.
6 - Não tenha vergonha de quem vc é
Eu tinha arrumado um estágio no segundo ano da faculdade já. Mas eu teria que ir de carro ... falei para meu pai: e agora pai? fodeu? Eu era quebrado... ele comprou um corcel 2 para mim, velho. Todo ferrado. Demos uma reformada no bicho mais ou menos porque meu pai não tinha dinheiro para comprar um carro melhor. Eu chegava para estudar no inverno de corcelzão vermelho hahahahaha com insulfilme g5 (única coisa que eu tive grana para colocar para não pegar sol na cara) e um rádio pionerr que um amigo da faculdade me deu... e parava ao lado do carro do meu melhor amigo que tinha uma caminhonete da Dodge vermelha que dava para comprar uns 20 carros iguais o meu. E esse cara, grande amigo meu, foi um anjo que Deus colocou na minha vida. Ele falava assim: cara, vc é demais cara, vc é o irmão que não tive, cara vc é foda, vem de corcel todo dia, pega pista, porra cara vc é corajoso (tudo era necessidade) e ele era bom de coração demais para mim.
A gente fazia nossos churras, eu me lembro uma vez que cheguei em um dia de inverno tom o vidro aberto, ouvindo Ramones dentro do corcel ahahahahah e a galera ficava hahahahaha tipo: porra quem é esse cara idiota, nossa que besta, de corcel aqui na faculdade? Credo... essa faculdade tá perdendo o nível.
7 - As oportunidades certas na hora certa
No segundo ano da faculdade, conheci minha esposa! claro tínhamos só 20 anos hahahaha. Minhas notas melhoraram ela me jogou para cima. Foi a melhor coisa que me aconteceu. Conheci ela e começamos a namorar. A minha vida ficou boa e eu estava assim meio ansioso, mas, deixei a vida rolar. Resumo? hoje estamos há 18 anos juntos :-) hahahahahah lembro até hoje quando ela pegou na minha mão dentro do corcel e falou: vc é tão gatinho e inteligente hahahahah (gente eu sou mais feio que o corcel hahahaha), mas, foi assim demais e lembro de cada detalhe.
Conselho: não tenha medo, as coisas acontecem na hora certa. Acredite.
8 - Sendo correto, tudo dá certo
Eu e meus amigos não colamos durante a graduação inteira. Nunca.
Foi tudo uma beleza, todos nós nos formamos! Todos nós demos certo na vida. Todos nós queríamos o bem das pessoas, todos nós estamos casados com as namoradas que conhecemos na época de faculdade e todos nós tivemos ou temos empresa, todos nós JÁ PASSAMOS POR MUITO SUFOCO (nem tudo foi fácil). Um dos meus amigos foi assaltado, tomou um tiro e está vivo. É... galera... vários sufocos.
Com exceção de 2 que tiveram câncer que infelizmente fazem falta pra caramba para nós. O resto está bem, a gente se apoia a gente se importa e a gente sempre faz o bem a quem puder.
9 - Não ligue o foda-se em situação nenhuma - importe-se
Eu mudei bastante minha personalidade por conta dos traumas de infância e passei a querer o bem de todo mundo sem nada em troca e sem medo de me machucar. Porque entendi: pessoas que vem para nos causar mal, estão causando mal a si mesmas. Eu vi muito cara da cidade onde nasci passar necessidades e era o popular da escola, o bonzão. Uma pena. A vida muda, a vida escolhe quem presentear.
Passamos perrengues juntos. Perdemos pessoas queridas, mas éramos fodas juntos. Um ajudava o outro, estávamos ali. Ninguém abandonava ninguém. Até hoje, somos confidentes. Uns estão melhor que outros financeiramente (mas nós mesmos sabemos que isso não importa porque ninguém mudou), mas somos todos iguais e nos ajudamos sempre. Já teve um amigo nosso que perdeu emprego agora na quarentena e estamos sustentando ele e a família. É isso que somos. Unidos, uma família de verdade.
10 - Seja você e tenha seus amigos como Porto Seguro
Seja você. Se vc quer usar jaqueta do Ramones ao invés de dobrar a manga da camiseta porque está na moda para os homens, use a jaqueta. Esqueça a moda se não se importa. Seja você. As pessoas gostarão de vc pela sua autenticidade, pela seu jeito de viver. Por vc ser você! Aproxime-se de quem gosta de vc. Essas pessoas serão um porto seguro. Porque vc será autentico confiável e principalmente AMIGO. não quele coleguinha sem conversas profundas, sem conselhos e sem se importar. Nossa eu tenho tantos coleguinhas galera... é um porre... o cara dá bom dia reclama da vida, quando acontece uma coisa boa na vida dele ele não te conta. hahahahaha. Coleguinhas que querem só encher seu saco e acham que vc é uma cesta de lixo. Coisa boa não conta, mas desgraça é todo dia. É um porre.
Ame quem te ama! Procure amar as pessoas também e desenvolver laços de amizades verdadeiros. Isso demora anos, mas vale a pena.
Continuo sendo cristão, mas não naquela igreja seletiva e podre. Numa igreja que realmente faz a diferença. Todos eles Continuam com suas religiões, mas isso não importa porque nos respeitamos e somos muito amigos. Porque a amizade é verdadeira e nos importamos e convivemos bem com nossas diferenças.
Finalmente...
Enfim galera, espero que essa experiência tenha motivado vc a ser uma pessoa humana, que tenha um grupo de amigos e que se importe. Que vc não se sinta menor por conta das suas dificuldades, ou se "está pobre" vc não é pobre, vc está pobre, mas isso não é para sempre. Tenha o grupo CERTO de amigos e pessoas que gostam de vc e vc não precisará buscar "aceitação" de ninguém. Existe muita gente boa no mundo galera! Minha vida até os 18 foi uma bosta. Mas, da faculdade em diante graças a Deus muita coisa mudou! Mas eu mudei também, larguei a tristeza e parti em direção ao: fazer, ser, se importar, fazer o bem e não ligar para quem nos faz mal e pronto!
Espero ter ajudado.
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2020.05.20 15:31 Serious-Reply Preciso de amigos(as)

Preciso fazer novas amizades!
Alguém aí com idade próxima, de bem com a vida queira fazer amizades? Pessoas com mais experiência de vida, tenho quase 40, sou heterossexual, casado e estou sentindo falta de amigos(as) de verdade. Assim dividir experiências, aprendizado, desabafos e levar para a vida real mesmo.
Me isolei muito ao longo dos anos e não sei socializar direito. Sou até extrovertido e tudo mais, mas preciso melhorar em muitas coisas. Confundi "coleguismo" com "amizade", colegas de trabalho tentei fazer amizade e nunca consegui direito porque sempre quebrei a cara com pessoas por confiar demais e estou meio chateado.
É só. Um abraço a todos
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2020.02.25 03:45 joga-fora-123 Demorei a aceitar minha depressão

Quero dizer, ainda não sei se é depressão. Comecei a ir em uma psicóloga, depois de evitar durante tantos anos. Eu não sou jovem como a maioria daqui, tenho quase 40. Demorei muito, pois sempre achei que me resolvia sozinho. Mas de uns 6 meses pra cá a coisa piorou de tal forma que tenho chorado por uma música ou por um filme. Eu nunca fui um cara sentimental, pouco me emocionava, mas tá foda. E junte isso ao fato de eu ser casado. Meu casamento tá horrível. Minha esposa foi sozinha no carnaval hoje. Me sinto um estorvo, meus dias têm sido terríveis, sempre tentei levar na normalidade, mas não consigo mais. Eu tenho cargo de liderança. Falo com pessoas. Falo com pessoas em português. Inglês. Espanhol. Fim do dia me sinto sem energia alguma, sem vontade de fazer nada, um lixo. Não consigo nem prestar atenção a um filme, escutar uma música, jogar um jogo. O que tem me mantido com o mínimo de sanidade é exercício físico, mas mesmo isso tá difícil. Sem contar os pensamentos suicidas, a vontade de jogar meu carro na vala e ver o que acontece. Ou pular da sacada do meu apartamento, que tá até pago. Eu não tenho do que reclamar: ganho bem, tenho meu apto, carro, não tenho problemas financeiros. Tenho uma família que me aceita. Me sinto terrível por me sentir assim, mesmo não tendo o porque. Sempre fui assim. Esse sentimento de culpa e de morte e tristeza me acompanha a vida inteira, em altos e baixos. Tem épocas que me sinto bem, que não tenho medo das pessoas e nem nada. É ótimo. Outras épocas de mal-humor e ser um ser humano terrível. Mas eu não quero mais isso, não sei se vou fugir disso, se sou assim e essa é a minha sina. Só quero tentar mudar. Primeiro passo é me aceitar. Só minha esposa sabe da psicóloga. Tenho que contar pra meus pais, mas não consegui ainda. Agora não sei os passos seguintes. Só sei que hoje me sinto mal, como me senti ontem e antes de ontem. Não consegui conceber a ideia de sair de casa. Só saí pra comprar um cerveja, que por acaso é o que me faz escrever esse texto chato e confuso. Foda. Mas espero melhorar.
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2020.02.08 06:05 old-viking Os 45 erros de Democracia em Vertigem - o documentira de Petra Costa

Encontrei esse ótimo artigo em inglês sobre as mentiras do filme Democracia em Vertigem, de Petra Costa no site ideiasradicais.com.br e resolvi traduzi-lo. Em seguida, acrescentei algumas pinceladas e voilà! Os links estão no texto. Vamos lá:
Quem mora no Brasil e assiste ao documentário The Edge of Democracy, dirigido e narrado por Petra Costa, percebe que trata-se de um documentário com fortes narrativas partidárias. Em mais de duas horas, a maior parte do filme pode ser resumida em omissões, falsidades ou teorias da conspiração sobre a política brasileira.
Alguns bons exemplos disso são as cenas em que Petra e sua mãe endeusam Dilma e Lula, a ponto de chamar Lula de “Escultor cujo material é argila humana”.
Mas o filme cumpre seus objetivos de ignorar fatos, dados e evidências para vender ao mundo nada além das opiniões do Partido dos Trabalhadores sobre o processo de impeachment, a prisão de Lula e a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.
Aqui listamos 45 erros, omissões e mentiras do filme.
1. Ignora a dimensão dos protestos de impeachment contra Dilma
Houve muitos protestos contra o governo de Dilma Rousseff, sendo cinco deles notáveis. O protesto de 13 de março de 2016 foi o maior ato político da história do país, superando até o Diretas Já. Mas o documentário mostra apenas alguns manifestantes mais reacionários e oculta a escala real dos atos e o quanto sua remoção do cargo foi desejada pela população.
2. “Ninguém esperava uma prisão tão rápida. Todos foram pegos de surpresa".
O documentário diz que “o caso dele [Lula] chegou ao tribunal de apelações mais rapidamente do que qualquer outro caso da Lava-Jato”, mas isso não é verdade. Uma revisão feita pelo economista Carlos Goés mostrou que a duração do processo, do tribunal de julgamento ao tribunal de apelações, não foi atípica. "Mesmo se analisarmos apenas os processos contra o acusado no âmbito da Lava-Jato, não se pode dizer que houve algo de extraordinário nos procedimentos de Lula", disse Goés.
3. “Dos 443 congressistas, apenas 2 eram da classe trabalhadora”
Petra diz que Lula decidiu recorrer à política quando viu que apenas 2 dos 443 congressistas eram da classe trabalhadora. Confiando cegamente na palavra de Lula (um método repetido em todo o filme), ela não verificou que nunca houve 443 congressistas em ambas as casas, de forma que a afirmação é provavelmente mentirosa. De fato, desde o fim do regime militar e a redação da presente Constituição o número de congressistas nunca mudou; continuou fixo até hoje: 594.
4. "O PT representava a esperança de que as terríveis injustiças do país fossem finalmente resolvidas"
Um estudo realizado pelo Banco Mundial de Riqueza e Renda apontou que a desigualdade de renda não diminuiu entre 2001 e 2015. O crescimento econômico do país teve pouco impacto na redução da desigualdade, pois beneficiou apenas os 10% mais ricos, de acordo com o relatório.
5. “[Com Lula] As taxas de desemprego atingiram o menor número da história”
Uma tese de 2017 do economista Rafael Baccioti mostrou que as taxas de desemprego registradas no Brasil nos anos 50, 70 e 80 eram menores do que as dos mandatos de Lula, situando-se entre 2% e 3%.
6. O escândalo de Mensalão é mencionado, mas sua relevância é completamente ignorada
No julgamento do Processo Penal n. 470 pelo Supremo Tribunal, ficou claro que o Mensalão era um esquema centrado no desvio de fundos públicos para comprar apoio de congressistas. Tudo isso para permitir a aprovação de projetos de interesse do governo Lula a toque de caixa. O Mensalão foi um esquema diabólico que visava colocar o Congresso Nacional de joelhos perante Lula para que ele pudesse executar seu ambicioso projeto de poder.
7. Dilma perdeu seu prestígio porque vociferou contra bancos e taxas de juros
Quando Dilma assumiu o cargo, no início de 2011, a taxa SELIC - o equivalente brasileiro ao Federal Funds Rade - estava abaixo de 8,75%. No final daquele ano, subiu para 12,5% e depois caiu para 7,25%. O Plano não funcionou e as taxas de juros voltaram a subir, atingindo mais de 14% e só diminuíram novamente quando a equipe econômica de Temer assumiu. Dilma fez discursos contra rentistas, mas seu governo foi o que mais os favoreceu.
8. "Quotas racistas"
A produção mostra um manifestante que pede a remoção de Dilma do cargo, dizendo que o PT (Partido dos Trabalhadores) havia instituído "cotas racistas" - referindo-se às políticas de ação afirmativa estabelecidas nas universidades públicas na última década. Mas, de acordo com uma pesquisa de opinião pública de 2013, 62% da população brasileira mostrava-se a favor de todos os três tipos de ação afirmativa de acesso à universidade pública: raça, estudantes de escolas públicas e baixa renda. Com relação apenas à alunos de escolas públicas e de baixa renda, a aprovação sobe ao patamar de 77%.
9. O Bolsa Família foi criado por Lula
Ao falar sobre os mandatos de Lula, Petra sugere que as políticas que ajudaram os mais pobres eram exclusivas dos anos do PT, ignorando que os programas de redistribuição de renda começaram muito antes. Em 2001, o próprio Lula criticou o programa Bolsa Escola, chamando-o de "uma ninharia".
10. Michel Temer era um traidor desde o início de seu mandato como vice-presidente
Quando as marchas contra Dilma estavam acontecendo no início de 2015, Michel Temer escreveu em sua conta no Twitter: “Um processo de impeachment é impensável, criaria uma crise institucional. Não há uma base legal nem política para isso.” Naquele ano foi ele quem assumiu a articulação política para o governo e a executou bem, como afirmou o representante Orlando Silva, um dos ex-vice-líderes do governo de Dilma na Câmara.
11. “Dilma tirou posições do PMDB”
Segundo o filme, a rebelião de Temer ocorreu porque Dilma tentou restringir a interferência do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) em seu governo. Mas isso não é verdade. Em 12 de março de 2016, ele conseguiu evitar que seu partido rompesse laços com o governo. Quatro dias depois, a presidente Dilma Rousseff nomeou Mauro Lopes para o Ministério da Aviação Civil, na tentativa de criar uma divisão dentro do partido de Temer.
12. Ignora a crise econômica
Por alguma razão, Petra não achou uma boa ideia esclarecer que as políticas econômicas do PT levaram a mais longa crise econômica do Brasil e a mais de 10 milhões de desempregados. Somente após a primeira meia hora do filme é que a recessão é levemente mencionada, sem nenhum comentário sobre seu tamanho ou consequências.
13. Petrobras foi espionada pelo FBI
Documentos vazados em 2013 indicam que o governo dos EUA espionou a Petrobras. Embora essa seja uma acusação séria, é um salto lógico usá-la para argumentar que o país desejava o impeachment para, de alguma forma, assumir o controle da empresa.
14. “Moro: o homem treinado nos Estados Unidos”
O ex-juiz e atual ministro da Justiça participou do Programa Internacional de Liderança de Visitantes em 2007, o mesmo que a ex-presidente Dilma Rousseff participou em 1992.
15. “Aécio Neves não aceitou os resultados”
O documentário diz que Aécio Neves, o maior oponente de Dilma na corrida presidencial de 2014, não aceitou os resultados da votação e foi por isso que entrou no Tribunal Superior Eleitoral contra Dilma e Temer. Mas o próprio Aécio admitiu que fez isso apenas para irritar o Partido dos Trabalhadores e Dilma. Ele não acreditava nas ações do próprio partido.
16. “Aécio defendeu o impeachment”
Quando os pedidos de impeachment começaram a se acumular, Aécio Neves rejeitou a ideia. Ele só abraçou o movimento em 2016, quando participou dos protestos em São Paulo e foi assediado por manifestantes.
17. “Grupos de direita usaram algoritmos de mídia social”
Estudos recentes mostram que a influência dos algoritmos de mídia social na radicalização política dos eleitores foi supervalorizada. Fora isso, os grupos de direita e de esquerda usaram as mesmas táticas para expressar seus pontos de vista.
18. A crise internacional versus más políticas
O documentário afirma que, após “um declínio global nos preços das commodities e uma série de erros econômicos, o país entrou em recessão”. Mas um relatório do FMI revelou que 183 dos 192 países examinados registraram um crescimento econômico superior ao do Brasil entre 2015 e 2016. Segundo o economista Marcel Balassiano, mais de 90% dos países do mundo cresceram mais que o Brasil entre 2011 e 2018 .
19. Dilma foi responsável por todos os problemas do país
Para Petra, quem era a favor do processo de impeachment "acreditava que a presidente era culpada por todos os problemas do país", mas não menciona provas ou pesquisas. Trata-se apenas da opinião pessoal dela (Petra). Um estudo realizado por Reinaldo Gomes, professor de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluiu que cerca de 90% do desempenho econômico negativo durante o mandato de Dilma pode ser atribuído a "erros nacionais", ou seja, podem ser atribuídos à maneira como as políticas do país foram conduzidas.
20. Fraude fiscal é pior que corrupção
Dilma foi acusada por violar leis de responsabilidade orçamentária e fiscal, algo que seu governo chamou de "pedalada fiscal" na tentativa de diminuir sua magnitude e conseqüência. O filme subestimou, mas o economista Carlos Goés explicou a seriedade dessas fraudes. Dilma começou, inclusive, a andar de bicicleta, a fim de que a população acreditasse que “as pedaladas da Dilma” fossem no sentido literal e não um eufemismo para fraude fiscal.
21. Omite o julgamento do Tribunal de Contas Federal
O processo de impeachment foi fundamentado no julgamento do Tribunal de Contas da União, que rejeitou as contas do orçamento do governo em outubro de 2015 devido a fraudes fiscais. Nada disso é mencionado no documentário.
22. “Precisamos de uma comissão internacional”
"Por que eles não criaram uma Comissão Internacional com especialistas em orçamento público e pediram um relatório oficial?" - pergunta Lula no filme. A resposta é simples: é exatamente por isso que existe o Tribunal de Contas Federal, que rejeitou as contas.
23. Quando começou a queda de Dilma?
Para o ex-deputado Jean Wyllys, começou no Dia do Trabalho de 2013, quando a presidente fez um discurso dizendo que os ricos, banqueiros e rentistas seriam os que “pagariam pela crise”. No entanto, esse discurso foi sobre mudanças nas tabelas de imposto de renda e reajuste dos valores do Bolsa Família. Não faz sentido acreditar que o empresariado fabricaria balanços de suas próprias empresas, muitas delas em estado falimentar, com o único objetivo de prejudicar a imagem da presidente.
24. Discurso inaugural de Temer
O filme foi editado de forma a sugerir que Temer estava atacando princípios seculares do estado, declarando que seu governo seria "um ato religioso". O que ele disse foi “o que queremos fazer agora, com o Brasil, é um ato religioso, é um ato de reconexão entre toda a sociedade e os valores fundamentais de nosso país”. Ele se referia a necessidade de reunir a população, dividida e polarizada, após o processo de impeachment.
25. O acordo selado entre Romero Jucá e Sérgio Machado
No áudio vazado entre Romero Jucá e Sérgio Machado, o ex-senador Jucá disse que seria mais fácil mudar o presidente e estancar o sangramento, para criar um pacto nacional. Petra afirmou que essa foi a motivação por trás do processo de impeachment. Mas ela, maliciosamente, omitiu a parte em que Machado disse: “Eu acho que as únicas saídas [para Dilma] são remoção ou renúncia. A remoção é a opção mais suave. Michel poderia construir um governo baseado na união nacional, um grande acordo, protegeria Lula, protegeria todos ”
Petra não menciona que este "grande acordo" também serviu para proteger o Partido dos Trabalhadores.
26. O maior arrependimento de Lula
Quando Petra pergunta a Lula se ele se arrependeu de algo, ele lamenta não ter enviado ao Congresso um projeto de lei para "regular a mídia". No entanto, em 2004, seu governo enviou ao Congresso um projeto de lei para a criação de um Conselho que teria o poder de punir jornalistas. Felizmente a proposta foi rejeitada.
27. Liberdade de imprensa sob os governos do PT
Lula se gabou de "ter feito o que eles fizeram" sobre a liberdade de imprensa, mas não foi realmente assim. Em 2004, Lula solicitou uma revogação de visto para o jornalista americano Larry Rohter, porque ele escreveu que o ex-presidente tinha um problema com a bebida.
Quando lhe disseram que era inconstitucional expulsar o jornalista, por ser casado com um cidadão brasileiro, sua resposta foi: “foda-se da constituição”.
28. Congresso trabalhando livremente sob os governos do PT
Ele também se gabou dos governos do PT deixarem o "Congresso trabalhar livremente". Mas foi sob seu governo que o Mensalão aconteceu, um esquema para comprar apoio no Congresso e garantir que Lula aprovasse os projetos que quisesse.
29. Quais foram as acusações contra Lula?
O documentário afirma que, após dois anos de investigação, a "acusação real" foi que "Lula havia recebido um apartamento de uma construtora". Só isso! Ignorando os muitos outros casos contra ele, alguns dos quais ele foi considerado inocente. Lula foi condenado por corrupção em dois veredictos diferentes e atualmente está sendo acusado em outros seis casos.
30. Marisa morreu 4 meses depois de também ser acusada
O filme sugere que a esposa de Lula, Marisa Letícia, morreu como resultado da perseguição contra ele e sua família. Porém, o que não é dito durante a cena é que o próprio Lula a culpou pelos cheques de aluguel não pagos de um apartamento que os investigadores afirmam ser apenas a fachada de um esquema para adquirir o imóvel com dinheiro da Odebrecht.
31. Lula era o principal candidato nas pesquisas, mas…
Em 2018, Lula era o principal candidato à presidência, mas também tinha os maiores números de rejeição entre todos os candidatos, 31% (empatado com Jair Bolsonaro). Uma vitória potencial não seria tão fácil.
32. Operação Lava-Jato vs. crise econômica
Em uma de suas audiências, Lula perguntou a Sergio Moro se ele “sentia-se responsável pela Operação Lava-Jato ter arruinado a indústria da construção civil do país”. Trata-se de outra narrativa partidária já que estudos mostraram que o combate à corrupção ajuda a economia e os negócios de qualquer país.
33. Motivos bizarros de votação dos congressistas
O documentário mostra muitos congressistas dando razões esdrúxulas para seus votos pelo impeachment, em nada relacionados às acusações contra Dilma, sugerindo que o processo foi injusto. Mas um processo de impeachment é também uma ferramenta política. Os votos no processo de impeachment do ex-presidente Collor, por exemplo, foram semelhantes.
34. A condução coercitiva de Lula aconteceu em prol de sua própria segurança.
O filme critica a condução coercitiva de Lula em um determinado depoimento, já que ele nunca tinha se negado a depor voluntariamente à Polícia Federal. Sérgio Moro, porém, justificou a ação alegando a necessidade da condução coercitiva para evitar maiores perturbações e turbulências, que haviam ocorrido em atos jurídicos anteriores.
35. O vazamento do telefonema entre Dilma e Lula (o caso Bessias)
O documentário detalha o conteúdo da conversa telefônica e foca na ilegalidade do vazamento feito por Sergio Moro. A gravação da conversa foi posteriormente anulada como prova pelo juiz da Suprema Corte Teori Zavascki, por ter sido interceptada poucos minutos após a expedição do cancelamento do grampo pelo Juiz Moro. Tanto Lula quanto Dilma foram processados mais tarde pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, por obstrução de Justiça, mas foram absolvidos.
36. A conversa entre Temer e Joesley
O documentário editou maliciosamente um diálogo para sugerir que o ex-presidente Temer apoiou uma possível obstrução da Justiça pelo empresário Joesley Batista, a fim de não ser denunciado por Eduardo Cunha. Temer foi absolvido em 2019 porque os promotores consideraram a prova "frágil".
37. O Congresso mudou de posição: Temer não deveria ser investigado!
O documentário critica o fato de que os congressistas que se dizem favoráveis ao combate à corrupção protegeram Michel Temer das investigações. Mas, na realidade, as investigações não pararam depois que seu mandato terminou. Temer chegou a ficar preso por alguns dias.
38. "Temer fez tudo o que eles queriam, vendendo reservas de petróleo para empresas estrangeiras"
Em algum momento, é mencionada uma mudança no modelo de concessão de grandes reservas de petróleo na costa do Brasil. Era um acordo de compartilhamento de produção e se tornou uma concessão. Mas, desde 2015, muitos ministros de Dilma eram favoráveis à mudança. Tanto o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, quanto o ministro das Finanças, Joaquim Levy, advogaram por mudanças na lei.
39. “Temer fez tudo o que eles queriam, enfraquecendo as leis que proibiam o trabalho escravo”
Em 2017, a Justiça do Trabalho editou uma portaria que tentava impedir o abuso de poder e atos arbitrários por inspetores do trabalho. Isso aconteceu porque mais de 90% dos casos de trabalho escravo foram absolvidos. O filme não mostra que, por causa de uma decisão da juíza da Suprema Corte, Rosa Weber, a portaria nunca entrou em vigor.
40. “Temer fez tudo o que eles queriam, aprovando medidas de austeridade que minariam os pobres”
As medidas de austeridade começaram com Dilma Rousseff logo após sua reeleição em 2014 e se intensificaram em 2015, ano em que 87% dos programas sociais existentes sofreram cortes.
41. Omitir o tamanho e a dimensão dos protestos contra Michel Temer
Segundo estimativas da polícia, os protestos contra Dilma em todo o país reuniram 2,4 milhões de pessoas em 15 de março de 2015 e 3,6 milhões em 13 de março de 2016. Os protestos contra Temer em setembro de 2016 reuniram apenas 48.000 pessoas.
42. Sérgio Moro retirou Lula da eleição presidencial
Um jornalista disse que foi a prisão de Lula promulgada por Moro que o removeu da disputa presidencial. A verdade é que, no Brasil, a suspensão dos direitos políticos ocorre após a condenação em um tribunal colegiado, como determina a Lei da Ficha Limpa, sancionada pelo próprio Lula.
43. E quanto à tentativa de assassinato ao Bolsonaro?
A produção fala sobre a polarização e o enfraquecimento da democracia brasileira, ignorando a facada que o presidente Bolsonaro sofreu, durante a campanha presidencial.
44. Um passado subterrâneo falso para seus pais
O documentário conta um pouco da história da família de Petra e os retrata como ativistas políticos que se desmobilizaram durante a ditadura militar. Mas, de acordo com uma resenha do livro “O tempo do Poeira: História e memórias do jornal e movimento estudantil da UEL nos anos 1970”, do jornalista Astier Basílio, “todo ano, os pais de Petra visitavam a família na capital do estado, Belo Horizonte. Era, portanto, um esconderijo que permitia uma folga.
45. A mãe do diretor não está ausente nas empresas familiares
A mãe de Petra, Marilia Andrade, não é uma figura neutra, distante do negócio de construção da família, como o filme tenta pintá-la. Pelo contrário, ela é uma das acionistas da Andrade Gutierrez, empresa profundamente envolvida nos escândalos de corrupção, e ainda com participação ativa nas empresas, segundo Astier Basílio.
Confira nosso artigo explicando as principais mentiras deste filme aqui.
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2020.01.09 15:09 exsoldierakechi Algumas dicas que podem ajudar a conseguir ou manter um emprego.

Aviso post longo! Edit: Obrigado pelos silver ninja!
Colegas do reddit, tinha feito esse post na bolha mas como alguns comentaram pedindo pra trazer pra cá no tópico que fiz sobre a recepção deles lá ( https://www.reddit.com/brasilivre/comments/em3aas/a_bolha_%C3%A9_foda_mesmo_achei_que_era_exagero_mas/ ) Resolvi refazer o post aqui.
Talvez eu troque algumas palavras pois apaguei o post lá de desgosto, mas a idéia é postar aqui e talvez ajudar um ou outro que esteja precisando, as vezes dá uma força extra, vou adicionar alguns pontos que não adicionei antes que podem ajudar.
Lembrando que não sou do RH, trabalho direto na produção e faço a seleção de novos funcionários ou passo direto pra direção quando precisa ter alguma demissão, meu cargo é o intermediário entre um gerente e um diretor, a empresa tem cerca de 100 funcionários e não é nenhuma multinacional. Também acompanho contratações de pessoal pro administrativo ou dou sugestões e afins, então acompanho alguns casos. Boa parte das empresas que não são gigantes não tem um "RH" pra fazer contratações, afinal quem sabe a necessidade real da produção e o perfil necessário é quem tá todo dia no chão de fábrica.
Também vou comentar alguns empregos que você pode conseguir com pouco/nenhum investimento que podem dar retorno e tem uma demanda alta no mercado.
Alguns desses pontos pra você pode parecer discriminação, ou reclamação gratuita, mas eu não vim dizer que tá certo ou errado, só como é pela experiência nesse e em outros trabalhos.Bora lá!
Procurando emprego:
-Se você se formou depois dos 17 anos no ensino médio, é jovem e está procurando emprego, saiba que algumas portas já se fecharam pois isso pode ser mal visto por alguns patrões como preguiça ou falta de interesse, lembra quando os pais mandavam estudar? pois é. Então se você é jovem ou adolescente, corre atrás e vá estudar! Meu patrão mesmo já diz "se não quis nem estudar, quanto mais trabalhar pra valer".
-Acorde cedo. Se esforce e mantenha apresentável, vá em empresas e lugares que ninguém foi, mesmo que um pouco mais afastado. descubra onde é o polo industrial mais próximo da sua casa/cidade, vá até lá e veja quais são as opções. As vezes você pode dar sorte. Já tivemos muitos jovens que nem olhamos o curriculo com remela na cara as 11 da manhã e todo desleixado de chinelo entregando curriculo. Sei que tá dificil e desmotiva alguns, mas não desmotivar é o que te torna diferente e faz ser visivel a diferença só de olhar pra você.
-Tenha boas referências. Considerando a era que estamos é quase certeza que seu facebook vai ser visto. Nenhum empresa quer um funcionário que posta conteúdo racista e agressivo, um detalhe particular que minha empresa se encaixa é que ela corta automaticamente quem posta que bebe demais domingo a noite. Pois já tivemos vários problemas com funcionários faltando segunda feira por estar "com dor de cabeça".
-Empregos com insalubridade. Algumas pessoas podem ter receios mas boa parte deles tem uma demanda alta por novos funcionários e seguindo todas normas de segurança, você não vai ter risco algum ou quase nulo. Além do adicional que pode variar de 10 a 40%. Vale lembrar que isso não se aplica a todas as vagas.
-Saiba com quem falar. Observe a empresa, quando for entregar um currículo abra o site dela no celular, da pra ter noção do tamanho só de ver as fotos ou se a mesma nem tiver um site. Se for uma empresa pequena, tente falar diretamente com alguém responsável, seja simpático mas não force a barra, pois as pessoas costumam estar ocupadas, mas com sorte elas tem ali 1~2 minutos pra falar com você. Não esqueça de agradecer pela pessoa pegar o currículo ao menos olhando ela nos olhos e não aquele "bigado" já saindo andando.Isso é muito mais fácil em coisas do tipo mecânica, eletricista, borracharias e outros comércios com trabalho mais puxado, pois costumam ter poucos funcionários e geralmente é só o dono e mais um ou dois.
-Olhe o crachá das pessoas. Caso entregue um currículo ou qualquer coisa do tipo pra uma recepcionista, porteiro ou afins, olhe o crachá da pessoa se possível e diga "bom dia, fulano", "obrigado fulano" e "conto com você fulano" quando se despedir. Isso cria um vínculo mesmo que leve e a pessoa vai se lembrar melhor. Além do psicológico do "conto com você" dar uma motivação extra involuntária. Tratar as pessoas como pessoas e não como uniformes ajuda bastante.
-Pegue empregos indesejáveis. As vezes você se formou em algo como ciência da computação mas só tem emprego vago no McDonalds? Paciência, emprego é emprego, e as contas não perguntam de onde vem o dinheiro mas tem que ser pagas de qualquer forma. Não é humilhação servir os outros, e é algo que até mesmo diretores de empresa tem que fazer as vezes.
-Está dificil, mas não impossível. Você procurou em todos lugares? tem disponibilidade pra ir pra longe? foi em LITERALMENTE todos os lugares possíveis? Ficou de olho naquele Subway ou Burguer King que acabou de inaugurar? viu algum canteiro de obras mais informal ou alguém construindo uma casa num bairro afastado? Vale a pena dar uma conferida, o que você tem a perder?
-Seja oportunista da forma certa. Pode parecer pesado mas infelizmente se alguém sai, outro precisa entrar. Se alguém perder o emprego existe uma boa chance de a vaga dessa pessoa estar disponível. As vezes não era o perfil dela, ou ela arranjou algo melhor. Vale a pena falar com a pessoa se tiver a abertura pra isso.,meu cunhado arranjou um trabalho de garçom após ir na despedida de um amigo que foi morar no exterior dessa forma.
Dicas pro currículo:
-Adicione o campo de estado civil e idade. As vezes uma empresa pode querer um perfil de funcionário específico. Minha empresa contratou um jovem essa semana pois precisavamos de pessoas dispostas a aprender um trabalho do zero que não da pra aprender em cursos por aí. Então não podiamos pegar ninguém mais velho pra não trazer vícios de outros empregos. Por outro lado, pra uma função de maior confiança, a contratação foi de um pai de família pois por ele ter dependentes, ele arriscaria menos tomar decisões que pudessem causar uma demissão. Se está certo ou errado eu não sei, mas eu sei que na hora de desempatar são coisas que contam.
-Se você não tem vícios, escreva "Sem Vícios". Mas não faça isso se você bebe/fuma/usa drogas, pois quando descoberto pode causar vários problemas. Algumas empresas que trabalhei tem isso como um diferencial na hora de desempatar. Minha empresa por exemplo trabalha com produtos inflamáveis então se você fuma, seu "intervalo" pra isso acaba sendo maior por precisar sair das dependências dela pra isso por exemplo.
-Não encha linguiça. Aqueles campos que o povo adiciona objetivos, seja direto e claro. Não fique com textinho "Garanto desempenhar minhas funções com dedicação e bla bla bla" Porquê não adiciona em nada e 90% dos casos sabemos que você nem lê aquilo, quanto mais nós.
-Saiba destacar seus pontos fortes. Se você tem horários flexível, consegue trabalhar sob pressão, pontualidade e afins, adicione em um campo com seus talentos. Não force a barra pra não parecer exagerado, apenas 2 ou 3 pontos que você enxerga em você. Um dos maiores diferenciais em alguns empregos em empresas um pouco maiores que pode colocar é "facilidade em observar soluções pra problemas comuns" caso você de fato consiga fazer isso (e não seja pau no cu com isso caso contratado, saiba falar).
-Muitos empregos curtos em sequência sem crescimento mancham seu currículo. Como vão contratar alguém que ficou 6 meses em cada lugar, 4 lugares diferentes seguidos, em empregos "de entrada/mínimos"? Se você não conseguiu manter um emprego além do período necessário pra coleta de benefícios do governo, em alguns lugares isso pode afetar. Me lembro de ver um currículo uma vez e dizer "caraca, esse cara tem muito experiência" e o dono só comentar "ele tem é pouca estabilidade... olha a data de entrada e saída de cada lugar que trabalhou e o tempo de intervalo entre eles." Cada caso é um caso mas isso pode influenciar.
-Se você está disposto a trabalhar fora da sua área, marque isso no currículo. E omita algumas qualificações que não adicionam muito, dito isso;
-Tenha 2 currículos diferentes. Um pra sua área de formação/pretenção e um pra uso geral. No de uso geral você não vai adicionar "domínio de javascript" por exemplo pois um chefe de padaria não vai nem saber que porra é essa e vai achar que você é um universitário super caro e não alguém desesperado. Saiba quando e onde entregar cada currículo.
-Sempre tenha um currículo quando possível. Nunca se sabe quando você vai dar um rolê no shopping com alguém e vai ver um "procura-se". Não é vergonha aproveitar uma chance, e se estiver com um namorado(a)/marido/esposa/etc , ela deveria dar total apoio pra você aproveitar uma parada rápida. Está com mochila/bolsa? Curriculo dentro.
-Se você tem filhos, adicione "Casado, com filhos". Isso aumenta em alguns casos a questão da confiança de você querer manter o emprego, e em um eventual corte (como já ocorreu em um emprego anterior) o patrão falou "já que vamos cortar, corta quem não tem filhos antes..." Já me disseram que isso é ilegal mas independente disso, PODE acontecer.
-Mantenha o currículo em bom estado, sem amassados, com escrita decente, fonte clara (Arial ou Verdana) e sem firulas demais.
-Se inscreva em agências regionais e sites,mas não se prenda a eles.
-Quanto mais tempo você fica parado, mais dificil é arrumar trabalho, tenha isso em mente e não desista, não é impossível.
Dicas pra entrevista
-Não se atrase. E não adianta reclamar que o entrevistador atrasou ou como isso é injusto. Ele também tá errado mas ele já ta com o dele garantido. E você nunca sabe o motivo pelo atraso. Eu mesmo já atrasei uma entrevista em 40 minutos pra resolver um problema urgente de um cliente que trouxe uma economia de 300 mil pra ele. Você vale 300 mil pra empresa? O candidato perdeu a vaga por surtar com o atraso.
-Se vista adequadamente, fale adequadamente, seja simpático e sincero. Não force ou seja falso só seja você mesmo. Uma dica é falar como se estivesse falando com um professor que está corrigindo sua prova. Ele não tem motivos pra ter raiva de você mas ele espera seu melhor pois ele quer você ali, se tudo começar a sair uma merda, ele não vai ter interesse.
-Não dê respostas prontas pra perguntas prontas, não tente aumentar histórias, ser inconveniente ou enrolar o cara. pra cada entrevista que você vai o entrevistador faz 10x mais e vai te bater por simples experiência. Não diga que sabe algo que não sabe.
-As vezes ele não vai com sua cara, e não vai te contratar, as vezes por bons ou maus motivos. Mantenha a porta aberta e seja educado ainda assim, e "te ligamos" não é um não disfarçado sempre. As vezes a pessoa tem mais de uma boa opção e precisa analisar as opções.
-Se prepare. pesquise a empresa, o site, leia relatos em sites como Glassdoor e LinkedIn, saiba sobre o lugar que vai trabalhar. Você vai passar ao menos 1/3 do seu dia lá dentro.
Dicas após contratado:
-Não se atrase, não falte, não enrole, faça seu trabalho. Não tente ser esperto, não vacila!
-Não é porque existe "atestado médico" que a direção é troxa e não sabe que você está abusando. Use com bom senso pra não ficar queimado.
-As vezes você vai fazer coisas que não são da sua área. Isso faz parte e muitas vezes não é ideal, mas 5 minutos a mais no fim do dia quando você vê seu chefe carregando algum material urgente ou precisando imprimir alguma coisa e levar em outro setor urgente não vão te custar nada e dão destaque. Só não pode ser algo diário, mas em exceções é o que faz a diferença.
-Aprenda sobre o trabalho dos outros. Se você tem flexibilidade pra andar por outros setores, falar com funcionários (falar, não enrolar), observe o trabalho, pergunte como faz, se mostre interessado. Ajude o setor que empacota a fechar caixas, passa durex, da uma força. São esses funcionários que fazem a diferença. Vale lembrar que isso não se aplica a todas vagas ou lugares. Na empresa onde trabalho a moça que entrou com salário de 700 reais como recepcionista 15 anos atrás hoje é a administradora geral que cuida de todo escritório, RH e financeiro, e tem salário de mais de 6000 só com uma graduação de adm, e um dos pontos que ela sempre comentou foi "no final do dia eu anotava tudo que fiz no dia em um caderno e tudo que ia ter pendente no dia seguinte, assim eu sempre sabia o que precisava e um dia tinha uma informação crítica aqui que passou despercebido por uma das vendedoras. Fui promovida na hora".
-Nunca dê 100% de si, dê 90%. Assim quando a empresa passar por uma correria, ou aperto, você pode dar 100% sem se desgastar e pode fazer a diferença.
-Aproveite as oportunidades de horas extras quando puder. Além do dinheiro extra, você se mostra alguém comprometido.
-Não fique pendurado no celular, enrolando no banheiro, ou fazendo coisas que claramente você perde tempo. Ninguém é burro de não perceber a longo prazo. Caso tenha necessidade disso por emergência ou dor de barriga, discretamente comente com um superior ou alguém responsável como "nossa, comi alguma coisa que pesou, seloco" ou algo do tipo. Ou se está esperando o contato de alguém importante.
-Siga as regras. Não roube materiais da empresa pois você vai se queimar nela e em várias oportunidades futuras. Não assedie os/as colegas de trabalho, não importa o quão bonito/a ele/a seja. Mantenha o profissionalismo (E se a empresa autoriza relacionamento entre funcionários E for reciproco, mantenha fora do local de trabalho).Não grite por mais que seu chefe grite ou aja igual babaca, mantenha o nível, saiba respeitar e exija respeito.
Dicas de bons empregos pra se procurar:
-Professor de Inglês : boa parte do reddit ao menos tem um inglês razoável. Se você consegue falar bem e explicar a um nível aceitável, Escolas de inglês SEMPRE estão procurando professores. E eles vão te treinar totalmente sobre como fazer isso. Escolas mais fuleiras (como a DataByte ou Microlins) costumam pagar entre 10 e 15 reais a hora, e em minha entrevista ele estava tão desesperado que não tinha ninguém pra fazer a entrevista em inglês e só pediu pra ler 2 paginas de um livro e já era. Em escolas intermediárias (PBF, CNA, etc) o salário pode ser de 12~18 reais por hora (alguns sendo registrado por dias, como empregos convencionais) e a entrevista geralmente é um teste escrito e uma curta conversa. Em escolas de mais nome (Cultura Inglesa, Wizard-onde trabalhei-) O salário inicial é na faixa de 18~19 reais a hora, após 6 meses se dedicando é normal te darem turmas pra cargas de até 100~120 horas mensais caso você tenha interesse. Isso sem experiência anterior, sem certificado ou requisitos absurdos, só saber falar e explicar, e eles ainda te dão curso/treinamento completo caso precise sobre postura em sala, liderança e afins. Quando saí de lá após 4 anos já tinha salário de 26 reais a hora, MUITOS contatos com ex alunos, colegas e pessoas legais e ajudou muito no crescimento profissional. Nada mal pra um emprego que não exigiu experiência, todo semestre tinha 2~3 contratações e um ambiente extremamente aconchegante e animado de trabalho(porém puxado). Muitos colegas tiveram seu primeiro emprego lá e acabaram pegando amor pelo trabalho e hoje são excelentes professores. Faça um simulado de TOEIC online e se você acertou 60~70%, muito provavelmente você já tem o nível necessário pra dar aula, ao menos da língua. Além de desenvolver MUITO meu vocabulário com detalhes novos, eu e outros professores não tinhamos problema algum em tirar duvidas bobas ou formas de explicar pra colegas menos experientes.
-Lanchonetes de fast food: Não preciso nem dizer pois é o emprego de entrada, quase sempre tem vagas, mas é um trabalho miserável, porém da pra pagar as contas.
-Aux de Enfermagem: Involve um custo inicial pra estudar, mas tem muita oferta de trabalho em UPAS (eles terceirizam alguns funcionários pela rotatividade alta), é um trabalho DOENTE de puxado mas rende um salário bom geralmente em escala 12/36. Além de te dar experiência invejavel pra area da saúde. Vale a pena se você não sabe o que quer da vida e tem vontade de entrar nessa área.
Técnico em Química: Isso depende muito da região mas minha empressa é dessa área, e sofremos MUITO, MUITO MESMO com a falta tanto de profissionais qualificados quanto de gente começando na área. Já tivemos funcionarios com seus 19 anos, que oferecemos pra PAGAR os estudos pra ele subir de cargo da expedição pro laboratório e ele não quis por "ser complicado", não é um curso fácil mas não é um bixo de sete cabeças. A técnica mais antiga aqui tem salário de 5000 reais e não tem faculdade. Inclusive vale analisar que alguns cargos da area simplesmente não tem um curso preparatório e precisam ser aprendidos em campo e com o tempo, então tudo nessa area tem uma boa perspectiva de carreira.
Empregos "Trades": Encanador, Eletricista, Mecânico e afins de qualidade sempre estão em falta. E muitos deles estão abertos a ter um "aprendiz", se você as vezes tem seus 15~16 anos, e conhece algum daqueles pequenos de bairro, ofereça pra ficar 2~3 horas depois da aula alguns dias só pra aprender como é, são empregos que pagam bem e tem falta de bons profissionais. Além de abrir uma porta pro futuro.
Bom é isso ai, espero que seja útil pra alguns de vocês, qualquer duvida posso tentar responder aqui e desejo boa sorte na caçada de 2020!
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2020.01.04 03:14 altovaliriano O Leão na teia da Aranha

Texto original: https://warsandpoliticsoficeandfire.wordpress.com/2016/02/05/heirs-in-the-shadows-the-young-lion/
Autores: GoodQueenAly; @BryndenBFish
Título original: Heirs in the Shadows - The Young Lion

Introdução

Tyrek Lannister pode ser considerado pelos leitores pouco mais que um personagem terciário em As Crônicas de Gelo e Fogo. A avaliação não é irracional: nem mesmo mencionado pelo nome no primeiro livro, aparecendo apenas duas vezes antes de seu misterioso desaparecimento na revolta violenta em Porto Real em A Fúria dos Reis , o jovem Tyrek merece pouco mais do que uma nota de rodapé entre seus parentes Lannister mais proeminentes, muito menos no grande elenco de personagens. Caso notado, ele pode ser lembrado apenas como uma vítima, no mesmo plano que seu primo Willem: um infeliz peão das ambições dinásticas de Lannister, um inocente assassinado pelo povo revoltado da capital.
No entanto, Tyrek desapareceu tão completamente - e tão misteriosamente - que, afinal, seu "simples" desaparecimento pode não ser tão simples. Em vez de ser um dos muitos corpos retirados das ruas nos dias e semanas após o tumulto, Tyrek pode estar vivo e bem (ou pelo menos relativamente bem). Ainda mais, Tyrek pode estar esperando para fazer um reaparecimento dramático em Westeros, enquanto é instruído e preparado por um improvável "aliado". Quem iria querer o jovem primo Lannister e o que poderia estar reservado para ele no futuro?
[...]

Apresentando o Peão

Tyrek Lannister nasceu por volta de 286 dC, o único filho de Sor Tygett Lannister e sua esposa Darlessa Marbrand. Sor Tygett era o terceiro filho de Lorde Tytos Lannister, um irmão mais novo do futuro Lorde Tywin e Sor Kevan. Como os dois irmãos mais velhos de Tygett se casaram e tiveram filhos antes do nascimento de Tyrek, não houve grande pressão sobre esse terceiro filho para se casar e procriar também (embora ainda não saibamos quando Tygett e Darlessa se casaram).
Em uma família mais pobre, Tygett poderia ter sido levado para a Muralha, a Fé ou a Cidadela para reduzir os estoques familiares, mas os Lannisters eram ricos o suficiente para sustentar as famílias dos filhos mais novos. Tygett também não teve que abaixar os olhos para encontrar sua noiva: Darlessa era uma Marbrand, uma casa vassala respeitável dos Lannisters (e parente da mãe de Tygett, Jeyne Marbrand).
Na época em que o bebê Tyrek nasceu, ele era possivelmente o nono na fila de Casterly Rock (dependendo se seus primos Martyn e Willem Lannister e Joffrey Baratheon já haviam nascido e se o pai de Tyrek já havia morrido). Ainda que outros pretendentes tenham enfrentado probabilidades menores (Aegon V pode ter sido o décimo primeiro na fila no momento de seu nascimento), a possibilidade de um recém nascido sentar-se no assento dos Reis do Rochedo parecia muito improvável.
Ainda assim, o jovem Tyrek não teve nenhuma sorte. Como Lannister (e especialmente Lannister do Rochedo), neto da linha masculina de Lorde Tytos, Tyrek nunca teria falta de dinheiro ou influência. De fato, sendo a rainha uma Lannister (e havendo um herdeiro “meio”-Lannister da idade de Tyrek), carregar o nome de "Lannister" faria com que até um membro da família de status relativamente baixo como Tyrek ganhasse importância.
Seu pai, Tygett, recebeu alguns elogios durante a Guerra dos Reis Ninepenny: embora muito jovem - possivelmente até mais jovem do que Tyrek quando desapareceu - Tygett matou um homem em sua primeira batalha e depois matou um cavaleiro da Companhia Dourada. Portanto, Tyrek descendia de uma safra de boa qualidade das Terras Ocidentais e, pelo menos, poderia ter esperado se casar com uma donzela nascida nas Terras Ocidentais quando tivesse mais idade.
A rainha Cersei, no entanto, tentaria elevar seu jovem primo Lannister ainda mais do que ele poderia ter imaginado:
Não conseguiu deixar de reparar nos dois escudeiros: rapazes bonitos, loiros e bem constituídos. Um tinha a idade de Sansa, com longos cachos dourados; o outro teria talvez uns quinze anos, cabelos cor de areia, um fio de bigode e os olhos verdeesmeralda da rainha.
– Aqueles rapazes – Ned lhe perguntou– são Lannister?
Robert assentiu, limpando as lágrimas dos olhos.
– Primos. Filhos do irmão de Lorde Tywin. Um dos mortos. Ou talvez o vivo, agora que penso nisso. Não me lembro. Minha esposa vem de uma família muito grande, Ned.
Uma família muito ambiciosa, Ned pensou. (AGOT, Eddard VII)
Ned foi perspicaz em sua conclusão: a rainha Lannister teve bastante iniciativa no aprofundamento das relações dos Lannister na corte (uma característica que mais tarde ela criticaria na noiva de seus filhos, Margaery Tyrell). Consequentemente, Cersei convenceu o rei Robert a nomear o jovem Tyrek seu escudeiro, junto com o primo de ambos, Lancel (o filho mais velho de Kevan Lannister).
Não se sabe quando Tyrek começou a servir o rei, embora provavelmente não tenha sido mais de alguns anos (se muito) antes do início de A Guerra dos Tronos. Para efeito de comparação, os dois Walders em Winterfell começaram a servir Ramsay Bolton por volta dos oito ou nove e Edric Dayne a Beric Dondarrion aos dez. Assim, Tyrek deveria estar com Robert há cerca de três anos antes da morte do rei, no máximo.
Quanto mais alto o cavaleiro ou senhor, maior seria a honra de ser escudeiro (a razão pela qual, entre outras concessões, Walder Frey exigiu que seu filho Olyvar se tornasse escudeiro do então Lorde Robb Stark), e nenhuma honra maior poderia ser concedida a um menino Westerosi que ser escudeiro do próprio rei.
A nomeação como escudeiro do rei poderia ser o começo de uma carreira na corte para Tyrek, semelhante ao começo cortês do tio Tywin como um pagem para Aegon V. O príncipe Rhaegar, afinal, transformou seus escudeiros, Myles Mooton e Richard Lonmouth, em firmes aliados e amigos. Se Tyrek provasse ser um espadachim tão talentoso quanto seu pai, poderia se tornar o mestre de armas da Fortaleza Vermelha (uma posição que Tywin realmente tentou, mas falhou, em garantir para Tygett). Com um primo na Guarda Real, uma capa branca poderia até estar no futuro de Tyrek (de fato, uma colocação na Guarda Real poderia ter servido para remover cuidadosamente um excesso de Lannisters do Rochedo). Dyanne Dayne pode ter assegurado um casamento real devido à sua nomeação para a corte da rainha Mariah Martell. Um noivado com a princesa Myrcella provavelmente era impossível para um mero primo Lannister, mas na corte Tyrek não careceria de conexões poderosas - enquanto os Lannister permanecerem no poder.
No entanto, também pode ter havido um lado mais sombrio em Tyrek ter se tornado escurdeiro - um não explorado nos livros, mas que, no entanto, é importante considerar à luz do possível papel de Tyrek no futuro. Espera-se que escudeiros sigam seus cavaleiros em todos os lugares, e o exemplo de Justin Massey demonstra que Robert poderia levar seus escudeiros a lugares estranhos:
Massey quer a princesa selvagem também. Ele certa vez serviu meu irmão Robert como escudeiro e adquiriu o seu apetite por carne feminina. (ADWD, Jon IV)
Esse "apetite por carne feminina" quase certamente incluía os bordéis de Porto Real que Robert visitava com alguma frequência. Tyrek era um pouco jovem demais para participar da maneira que Stannis disse que Justin Massey fazia (ou mesmo da maneira que Lancel poderia ter feito, se incentivado por Robert), mas ele não teria que passar tempo com nenhuma prostituta para observar algo muito mais perigoso que os adúlterios do rei.
Os leitores sabem que Robert tinha pelo menos um bastardo de uma prostituta de Porto Real: a bebê Barra, nascido de uma jovem prostituta de Chataya. A bebê, como todos os bastardos conhecidos de Robert, tinha o cabelo preto de seus antecedentes Baratheon - um fato que Mindinho não deixou de notar, o fez levar Eddard para ver a bebê e revelar a conspiração incestuosa dos Lannister.
Certamente, seria demais supor que Tyrek, um garoto de 12 anos, tivesse descoberto que os verdadeiros filhos bastardos de Robert tinham aparência de Baratheon, e que seus primos em primeiro grau eram, na verdade, bastardos nascidos do incesto de Lannisters. No entanto, Tyrek talvez tenha visto demais, mesmo que ele próprio não tivesse juntado as peças do quebra-cabeça. O escudeiro mais jovem do rei provavelmente viu em primeira mão os filhos bastardos de cabelos pretos do rei (com nove bastardos não registrados do rei, parece provável que pelo menos um outro além de Barra e Gendry tenha nascido onde o rei passava a maior parte do tempo: a capital) e, presumivelmente, era amigo de confiança e companheiro dos filhos de aparência Lannister da rainha. Se esse conhecimento fosse posto a disposição de um indivíduo mais ardiloso do que o inocente Tyrek, o garoto poderia se tornar uma testemunha útil na derrubada do regime de Baratheon-Lannister.
No entanto, Tyrek não precisaria servir Robert como escudeiro (ou segui-lo em suas aventuras lascivas) por muito tempo. Em 298 dC, Robert morreu – aparentemente de um acidente de caça, mas de fato por um meio-assassinato criado por Cersei para impedir a descoberta de seu incesto. O veículo que ela usou foi o primo de Tyrek e também escudeiro, Lancel Lannister.
Aparentemente, Tyrek não acompanhou o rei em sua última caçada, mas ele pode ter ouvido trechos da trama via Lancel. Seu status duplamente íntimo - como primo em primeiro grau e companheiro escudeiro (os dois parecem ter sido os únicos escudeiros de Robert no momento de sua morte) - dão a Tyrek maior potencial de conhecer os fatos por trás do assassinato de Robert - fatos que também serviriam para derrubar Linha real de Cersei.
Naquele momento, Tyrek era simplesmente um antigo escudeiro real, então alocado na corte de Joffrey sem qualquer objetivo maior. Os eventos, no entanto, logo perturbariam a existência relativamente pacífica de Tyrek e o empurrariam para uma tempestade de caos político - e ambição secreta.

Um Desaparecimento Estranho

Para acrescentar a todo o mistério que cerca seu desaparecimento, em A Fúria dos Reis, Tyrek é visto apenas uma vez:
Lorde Gyles tossia, enquanto o pobre primo Tyrek vestia sua capa de noivo de pele de esquilo e veludo. Desde seu casamento com a pequena Senhora Ermesande, três dias antes, os outros escudeiros tinham começado a chamá-lo de “Ama de Leite”, perguntando-lhe que tipo de cueiros sua noiva usara na noite de núpcias. (ACOK, Tyrion VI)
Longe de ser a noiva filha de um glamuroso cortesão que Tyrek esperava que sua posição de corte lhe desse - ou mesmo da donzela das Terras Ocidentais que ele poderia ter antecipado em circunstâncias normais - o "primo pobre" de Tyrion fora casado com Ermesande Hayford. Dinasticamente, a combinação foi agradável: a Casa Hayford era uma respeitável dinastia das Terras da Coroa, com pelo menos uma casa de cavaleiros juramentada. Sua atual dama, Ermesande, era a última de sua linhagem, o que significa que as terras e rendas de Hayford seriam graciosamente transferidas para os Lannisters.
Infelizmente para Tyrek, Ermesande também era um bebê. O novo lorde de Hayford teria que esperar até os vinte e poucos anos para contemplar a consumação de seu casamento. No entanto, se era pessoalmente humilhante ser casado com uma garota ainda não desmamada, Tyrek não tinha instância para reclamar. Ele, como todos os seus contatos Lannister, era um peão em um grande jogo de política dinástica e se casaria na forma que pudesse trazer maior vantagem à Casa Lannister.
Tyrek, no entanto, não viu sua noiva infantil amadurecer. Em 299 dC, Tyrion arranjou o casamento da prima de Tyrek, Myrcella, com o príncipe Trystane Martell, de Dorne. A corte fez um evento para acompanhar Myrcella até as docas para vê-la partir para Lançassolar, e Tyrek - como primo da princesa e também representante dos interesses de Lannister - juntou-se à família real, cortesãos, guardas reais e até o Alto Septão na procissão. Um homem na corte, no entanto, estava visivelmente ausente: o mestre dos sussurros, Varys.
A cidade estava em um clima nefasto. A Guerra dos Cinco Reis havia isolado a Capital dos tradicionais celeiros de Westeros. Com as Terras Fluviais em chamas e a Campinas firmemente apoiando de Renly Baratheon no ínico, Porto Real teve que confiar em Rosby e Stokeworth para trazer suprimentos, e as restrições resultaram em fome entre as classes mais pobres da cidade. O que o jovem rei Joffrey não possuía em charme e tato político, mais do que compensava em crueldade. Tyrion, sua Mão, foi responsabilizado pela má sorte após a morte de Robert, odiado por sua retaliação contra Janos Slynt e Pycelle e por seus seguidores mercenários e selvagens. Rumores sobre o incesto dos Lannister e a corrupção real em geral já haviam se espalhado pelas ruas; o ar saturado precisava apenas da faísca certa para explodir.
Quando explodiu, a fúria foi horrível de se ver. Sor Aron Santagar, o mestre de armas da Fortaleza Vermelha, foi espancado até a morte por quatro homens, enquanto Sor Preston Greenfield, da Guarda Real, foi retalhado e esfaqueado tão brutalmente que sua armadura branca ficou manchada de vermelho e marrom. O Alto Septão fora arrancado de sua liteira e despedaçado por membros da multidão, e a Senhora Lollys Stokeworth fora estuprada nas ruas por vários homens. Nove Mantos Dourado foram mortos pela multidão, enquanto mais 40 da Patrulha da Cidade foram feridos nos combates; o número de plebeus mortos não foi registrado, mas provavelmente foi muito maior.
Não foi registrado entre os mortos, porém, o jovem Tyrek Lannister. Presumivelmente, "Ama de Leite" estava na "longa comitiva de outros cortesãos" atrás da liteira do Alto Septão, formada no final da procissão real. Esse posicionamento explicaria por que foi Horas Redwyne, também naquele grupo, quem informou que Tyrek não havia retornado. Tyrion, assumindo o comando logo após o tumulto, ordenou a Jacelyn Bywater, seu novo Comandante da Patrulha da Cidade, que encontrasse seu primo desaparecido:
Tyrek continuava desaparecido, tal como a coroa de cristais do Alto Septão. Nove homens de manto dourado tinham sido mortos, e havia quarenta feridos. Ninguém se incomodara em contar quantos haviam morrido entre a multidão.
– Quero Tyrek, vivo ou morto – Tyrion disse secamente quando Bywater se calou. – Ele não passa de um garoto. Filho do meu falecido tio Tygett. O pai sempre foi bom para mim. (ACOK, Tyrion IX)
Com a confusão e o caos do tumulto, não surpreende que Tyrek Lannister tenha se perdido. Sua aparência óbvia de Lannister e sua associação com a família real pode ter tornado Tyrek um alvo fácil para os manifestantes. Se ele fosse tratado com tanta brutalidade quanto Sor Preston ou Sor Aron, seu corpo poderia nunca ter sido encontrado entre os muitos mortos.
No entanto, o que é insatisfatório nessa explicação simples é o foco que o desaparecimento de Tyrek é dado por vários livros, muito depois que os incêndios na Baixada das Pulgas foram extintos. Em três momentos distintos, Tyrek e o mistério de seu desaparecimento após o tumulto são expressamente mencionados, muito embora nenhum personagens presentes pareça ser capaz de determinar o destino do pobre escudeiro.
O primeiro momento ocorre durante A Tormenta de Espadas. Tyrion, tentando uma reunião com seu pai (a nova Mão), encontra Sor Addam Marbrand na escada. Um cavaleiro bastante talentoso e amigo de infância de Jaime Lannister, Addam havia sido nomeado o novo comandante da Patrulha da Cidade, mas sua primeira tarefa provou ser um fracasso:
– Você vem dos aposentos de meu pai? – perguntou.
– Venho. Temo não tê-lo deixado no melhor dos humores. Lorde Tywin acha que quatro mil e quatrocentos guardas são mais do que suficientes para encontrar um escudeiro perdido, mas seu primo Tyrek continua desaparecido.
Tyrek era filho do falecido tio Tygett, um rapaz de treze anos. Desaparecera no tumulto, não muito tempo depois de se casar com a Senhora Ermesande, um bebê de peito que calhava ser a última herdeira sobrevivente da Casa Hayford. E provavelmente a primeira noiva na história dos Sete Reinos a enviuvar antes de ser desmamada.
– Também não fui capaz de encontrá-lo – confessou Tyrion. (ASOS, Tyrion I)
Pode ou não ser verdade que Sor Addam enviou todos os quatro mil guardas da cidade à procura do jovem Tyrek, mas o tamanho de sua força-tarefa em potencial só fez com que o fracasso em encontrar essa relação Lannister fosse maior – e mais intrigante. Sor Addam é um comandante respeitado, mas ninguém na capital era capaz de revelar maiores informações sobre o paradeiro de Tyrek, ou mesmo mais detalhes sobre o que aconteceu com o escudeiro Lannister durante o tumulto - um fato tornado mais notável em face da autoridade emanada por Addam. Lorde Tywin Lannister manifestou sua intenção de encontrar seu sobrinho, porém nem mesmo a mágica de seu nome conseguiu extrair mais uma gota de informação daqueles que poderiam saber sobre Tyrek.
É verdade que, durante a rebelião de Robert, Jon Connington não conseguiu extrair informações do povo de Septo de Pedra: ele havia oferecido subornos e ameaçado com punições, mas as pessoas se recusavam a revelar onde Robert Baratheon estava escondido na cidade. No entanto, lorde Tywin tinha uma reputação muito mais pavorosa do que Lorde Jon.
]Tywin não tinha vergonha de anunciar sua brutal extinção dos Reynes e Tarbecks por seu desafio aos Lannisters; alguns dos portorrealenses podem até se lembrar do Saque no fim da rebelião de Robert, quando os homens de Tywin mataram crianças na rua e estupraram mulheres em suas casas. Se os portorrealenses mentissem agora e fossem flagrados na mentira mais tarde, a retribuição que Tywin traria sobre eles e seus vizinhos seria implacável.
Então, por que ninguém deu a menor dica sobre o que aconteceu com Tyrek? Não há rumor de que ele teria sido morto (embora Bronn considerasse essa como a opção mais provável); em vez disso, Tyrek parece ter simplesmente sumido.
Mais tarde, o próprio Tywin enfatizou seu desejo de encontrar o filho de seu irmão em uma reunião do pequeno conselho:
– Dragões e lulas-gigantes não me interessam, independentemente de quantas cabeças tenham – disse Lorde Tywin. – Seus informantes terão por acaso encontrado algum rastro do filho de meu irmão?
– Infelizmente, nosso bem-amado Tyrek desapareceu por completo, pobre e bravo rapaz. – Varys parecia perto de rebentar em lágrimas. (ASOS, Tyrion III)
Pode-se questionar por que Tywin procuraria informações de Varys. Se milhares de policiais não puderam extrair o paradeiro de Tyrek daqueles que testemunharam o caos do tumulto, a próxima fonte de informação era naturalmente Varys e sua extensa rede de espionagem. O mestre dos sussurros pode não ser tão onisciente quanto muitos acreditam que ele é, mas seu catálogo de informantes é vasto e suas habilidades na coleta de informações são bem afiadas e praticamente inigualáveis.
Os plebeus podem relutar em admitir a oficiais sob a autoridade de Lorde Tywin que viram Tyrek assassinado e seu corpo destruído ou despejado no Água Negra, mas declarações casuais feitas em ambientes mais informais podem ser facilmente captadas por um agente da Varys e entregues ao mestre de sussurros. Era assunto oficial da coroa desde imediatamente após o tumulto encontrar Tyrek Lannister; era, ostensivamente, a responsabilidade premente de Varys coletar qualquer informação sobre esse ponto.
No entanto, embora Varys ostensivamente não tenha recebido informações, sua conduta nessa cena deve ser analisada. Não foi a primeira vez que Varys exibiu teatralmente uma tristeza dramática diante de um Lannister. Em A Fúria dos Reis, Tyrion organizou a prisão de Janos Slynt e seu exílio na Muralha, muito embora Slynt tivesse se recusado a revelar quem o havia ordenado a perseguir os assassinatos do bebê Barra e sua mãe. Após a cena com Slynt, Tyrion teve a seguinte conversa com Varys:
– [...] Foi a minha irmã. Foi isso que o Ah... tão... leal Lorde Janos se recusou a dizer. Cersei enviou os homens de manto dourado àquele bordel.
Varys sufocou um riso nervoso. Então, ele sempre soubera.
– Não me havia contado essa parte – Tyrion disse, acusadoramente.
– A sua querida irmã – Varys respondeu, tão desgostoso que parecia perto das lágrimas. – É duro contar isso a um homem, senhor. Tive receio de como receberia a notícia. É capaz de me perdoar? (ACOK, Tyrion II)
Mais uma vez, Varys conhecia um segredo que a Mão Lannister não conhecia. Encurralado para revelar a verdade ou passar uma mentira plausível, Varys optou por lágrimas dramáticas para transmitir uma sensação de pesar real à situação em ambos os casos. Suas habilidades na pantomima não haviam desvanecido, apesar de seus anos fora da profissão: como um pantomimeiro perfeito, Varys estava utilizando uma distração em sua demonstração de tristeza para desviar as atenções do público das questões prementes reais apresentadas a ele.
O truque não funcionou em nenhum dos dois homens - Tyrion insistiu em maior transparência do mestre dos sussurros, e Tywin estava pronto para "expressar a sua óbvia insatisfação" antes de ser desviado por Kevan - mas o fato de Varys usar a mesma tática duas vezes, diante de público similar, pode sugerir que Varys está mais uma vez privando os Lannisters de um segredo e que ele sabe exatamente o que aconteceu com o jovem Tyrek.
A conversa de Marbrand com Tyrion, no entanto, não seria a última vez que o herdeiro de Cinzamarca comentaria o caso do desaparecimento de Tyrek. Ao partir da capital, Jaime Lannister levou seu amigo de infância consigo. Permanecendo como convidados em Hayford - o assento brevemente ocupado por Tyrek - Addam falou o seguinte sobre a situação:
– Eu mesmo liderei uma busca, por ordens de Lorde Tywin – interveio Addam Marbrand enquanto tirava as espinhas de seu peixe –, mas não descobri mais do que o Bywater antes de mim. O rapaz foi visto pela última vez a cavalo, quando a força da turba quebrou a formação de homens de manto dourado. Depois disso... Bem, sua montaria foi encontrada, mas o cavaleiro não. O mais provável é terem-no derrubado e matado. Mas, se foi assim, onde está o corpo? A multidão deixou os outros cadáveres no local, por que não o dele? (AFFC, Jaime III)
Addam Marbrand levanta um ponto importante. Os corpos de Santagar e Greenfield foram descobertos mais tarde - mutilados, quase a ponto de não serem reconhecidos, mas identificáveis ​​-, sendo que a multidão não faz nenhuma tentativa de descartar os dois, que eram obviamente funcionários da corte. Certamente, o castigo pelo assassinato de um Lannister, primo em primeiro grau do rei (assumindo que a multidão soubesse quem Tyrek era), seria terrível. No entanto, o assassinato alguém de nascimento nobre como Santagar, ou um cavaleiro da Guarda Real, provavelmente também levaria terríveis punições.
As multidões de tumultos estavam em um estado caótico, mais em busca de sangue do que em fazer cálculos frios sobre suas vítimas, e com Tyrek não teria sido diferente. Por que apenas o corpo de Tyrek seria descartado de maneira tão completa que não restava nenhum vestígio dele?
Lyle Crakehall, outro homem do oeste na companhia de Jaime, fez a seguinte observação:
– Ele teria sido mais valioso vivo – sugeriu Varrão Forte. – Qualquer Lannister traria um robusto resgate. (AFFC, Jaime III)
O pensamento, no entanto, foi rápida e efetivamente descartado por Marbrand:
– Sem dúvida – concordou Marbrand –, e no entanto nunca houve um pedido de resgate. O rapaz simplesmente desapareceu. (AFFC, Jaime III)
Mais uma vez, Marbrand foi direto ao cerne da questão. Bronn havia observado anteriormente a oferta de Varys de uma “bolsa gorda” pela devolução de Tyrek, e sem dúvida Marbrand também acreditava que o eunuco mestre de espionagem tornara pública a oferta. Havia muitas oportunidades para os portorrealenses ganharem dinheiro com o desaparecimento de Tyrek, mantendo-o como refém quando a revolta estourou ou, posteriormente, alegando conhecimento do destino de Tyrek (talvez colocando a culpa pelo assassinato em vizinhos detestados).
No entanto, não havia um pingo de informação que pudesse revelar o que aconteceu com o escudeiro Tyrek. Uma gorda bolsa Lannister raramente falhara em soltar línguas antes, mas mesmo assim os rumores do destino de Tyrek não puderam ser arrancados dos habitantes da Baixada das Pulgas.
No comentário de Marbrand, Jaime fez sua própria conclusão - que os portorrealenses, tendo matado Tyrek, jogaram seu corpo no rio por medo da ira de Tywin - mas isso é insatisfatório, mesmo para o próprio Jaime. Por um lado, Tywin não estava na capital na época do tumulto e não retornaria até a Batalha do Água Negra. Na verdade, os portorrealenses poderiam temer o retorno de Lorde Lannister, mas o corpo de Tyrek teria que ser destruído durante o tumulto (uma vez que Tyrion enviou uma equipe de busca para ele logo ao retornar à Fortaleza Vermelha), fazendo do medo de Tywin uma motivação improvável.
Aprofundando-se na questão, Jaime avaliou o que Tyrek poderia representar:
Mas, mais tarde, sozinho no quarto de torre que lhe fora oferecido para a noite, Jaime deu por si com dúvidas. Tyrek servira o Rei Robert como escudeiro, ao lado de Lancel. O conhecimento podia ser mais valioso do que o ouro, mais mortífero do que um punhal. Foi em Varys que pensou então, sorrindo e cheirando a lavanda. O eunuco tinha agentes e informantes por toda a cidade. Seria coisa simples arranjar as coisas de forma que Tyrek fosse capturado durante a confusão... desde que soubesse de antemão que era provável que a turba entrasse em tumulto. E Varys sabia de tudo, ou pelo menos era isso que gostava de nos fazer acreditar. Mas não deu nenhum aviso a Cersei sobre esse tumulto. Nem desceu aos navios para se despedir de Myrcella. (AFFC, Jaime III)
Pode parecer óbvio demais que o destino de Tyrek nos seja transmitido através dos pensamentos internos de Jaime. Jaime certamente tem todos os fatos sobre o Tyrek aqui, mas o importante a se notar é que Jaime falha em juntar as peças. Ele sabe que Tyrek era um escudeiro, sabe que Lancel também era escudeiro, sabe que Lancel efetuou o plano de assassinato de Cersei, sabe que Varys poderia ter arrebatado Tyrek - mas depois para de pensar no assunto.
O monólogo interno de Jaime pode ser comparado à chance de Arya ouvir a trama entre Varys e Illyrio nos porões da Fortaleza Vermelha em A Guerra dos Tronos. De certa forma, é muito coincidente e direto - os leitores conseguem obter um ponto de vista dos dois conspiradores astutos discutindo abertamente seus planos acerca dos Targaryens exilados - mas porque Arya é apenas uma criança, não uma ladina, seu relatório da conversa é confusa e gentilmente descartada por Eddard. Jaime pode adivinhar que Tyrek pode ser útil, mas o modo como Varys poderia usá-lo está além do desejo ou habilidade analíticos de Jaime.
A evidência não resulta em uma conclusão simples. Todos os membros desaparecidos da comitiva real haviam sido devolvidos à Fortaleza Vermelha ou tiveram seus corpos encontrados - exceto Tyrek. Uma busca realizada após o tumulto não conseguiu encontrar mais do que o palafrém de Tyrek. Uma enorme força-tarefa da Patrulha da Cidade não fez nada para dissipar o mistério em torno do desaparecimento do garoto. Varys, o especialista em espionagem, parece ter deliberadamente ocultado informações que recebeu sobre Tyrek. Para onde o garoto poderia ter ido?
Pode ser que Tyrek não tenha sido assassinado nas ruas da Baixada das Pulgas – mas que ele esteja, de fato, vivo e escondido, sob os cuidados de Varys.

O Leão na teia da Aranha

O fato de Varys ter usado o motim em Porto Real para seqüestrar o jovem Tyrek parece uma conclusão possível, até mesmo provável. É improvável que Varys tenha planejado todo o tumulto em Porto Real - as pessoas estavam com fome e raiva o suficiente para não necessitarem de preparação -, mas uma instigação sutil poderia levar os portorrealenses a se aglomerarem nos pontos desejados, dentro dos quais Varys ou seu agente na multidão poderiam arrebatar Tyrek e o colocar sob custódia da Aranha.
Se ele era de fato o mentor por trás do tumulto, Varys havia improvisado uma hábil pantomima. A mulher com a criança morta que interrompeu a procissão real fora colocada na curva de uma rua morro acima; a comitiva real não apenas se moveria devagar, mas o fim da comitiva ficaria fora de vista. É provável que a mulher e o homem que jogaram sujeira em Joffrey tenham sido plantados, colocada em posição de detonar o conhecido pavio curto de Joffrey.
A mulher que se encaixa no gosto de Varys pelo teatral; e o atirador de estrume também parece obra dele, uma vez que a sujeira foi jogada de cima de um telhado. Previsivelmente, Joffrey enviou seu "cão" para a multidão para mutilar as pessoas obedientemente e assim, como era de se eseperar, a multidão de pessoas famintas e espumando tomou a brutalidade de Sandor Clegane como incentivo para retaliar. Plantando cuidadosamente seus agentes, Varys poderia garantir que o tumulto começasse na frente do desfile real, permitindo que o rei de repente corresse perigo a fim de distrair o sequestro de Tyrek na parte de trás da procissão e antes da curva do Caminho Lamacento.
O que Varys iria querer com Tyrek? Primeiro, Tyrek tem uma forte direito de sangue a Rochedo Casterly. Embora esteja agora distante do lugar em que nasceu, Tyrek saltou algumas posições desde então. Lorde Tywin está morto, Jaime inelegível por conta de seu manto branco e Tyrion, um regicida condenado e um traidor, está há dois continentes de distância de seu assento ancestral. Cersei, a Dama de Casterly Rock, está esperando para ser julgada por incesto, adultério e regicídio; ela provavelmente terá sucesso no julgamento, mas seu domínio sobre a coroa permanece tênue. Depois de Cersei e seus filhos viria Kevan Lannister, mas Sor Kevan foi recentemente assassinado - por ninguém menos que o próprio Varys. O filho de Kevan, Lancel, se tornou religioso após a Batalha do Água Negra, renunciou ao assento em Darry para se juntar aos Filhos do Guerreiro, ao passo que Willem foi assassinado por Rickard Karstark; seu irmão gêmeo Martyn e o pequeno Janei permanecem vivos, embora o paradeiro deles seja desconhecido. O próximo reclamante seria o próprio Tyrek.
Varys precisa de um herdeiro Lannister, para estabelecer uma nova ordem política em Westeros. Por quase duas décadas, Varys e Illyrio criaram o jovem Aegon como o príncipe ideal, futuro Senhor dos Sete Reinos, um salvador glorioso para resgatar o reino do caos. A invasão estrangeira, no entanto, pode ser apenas uma parte dessa nova conquista de Aegon: qualquer conquistador bem-sucedido (especialmente um sem dragões) exige o apoio da nobreza local para não apenas derrotar seus inimigos, mas estabelecer um regime viável para o futuro.
Dorne parece preparado para apoiar o principezinho “Targaryen”: posando como filho de Elia Martell, Aegon parece pronto para incitar muitos dorneses, já inquietos, a agir contra a odiada dinastia Lannister. O próximo e ousado investimento de Aegon em Porto Real garantirá sua posição como conquistador das Terras da Tempestade, e pelo menos dois poderosos senhores da Cmapina - e um número incerto de "amigos" - parecem prontos para se juntar à sua causa.
Para o resto dos Sete Reinos, no entanto, Varys precisará formular um plano de ataque diplomático. Tyrek, um Lannister do Rochedo, um legítimo Lorde leão (assim que algumas peças forem arrancadas do tabuleiro), pode servir como um fantoche útil para ganhar as Terras Ocidentais para o futuro Aegon VI.
É claro que, para sentar o jovem Aegon no Trono dos Reis Dragão, Varys precisa derrubar o rei-criança Tommen (e se desfazer da princesa Myrcella). A hoste que o príncipe de Varys estava liderando nas Terras da Tempestade será um forte punho de aço para defender seu ponto de vista, mas Varys também precisa da luva de seda de embasamento legal para arrancar a coroa de Tommen de seus cachos dourados.
A tática mais óbvia (e verdadeira) seria provar que Tommen e Myrcella eram bastardos nascidos do incesto, sem qualquer pretensão ao Trono de Ferro, assim como qualquer outro westerosi. Sua bastardia já era um boato comum em todo o reino, graças a Stannis, mas para encerrar a discussão, Varys precisava de alguém que pudesse oferecer provas.
Tyrek esteve com o rei, possivelmente o acompanhou a bordéis e viu seus bastardos de cabelos pretos como Barra. Além disso, Tyrek poderia testemunhar o papel que Lancel desempenhou ao provocar a morte de Robert, minando ainda mais a posição de Cersei. Cuidadosamente treinado por Varys, Tyrek poderia prestar testemunho que arrebataria a herança de seus primos, abrindo caminho para Aegon restabelecer a dinastia Targaryen.
Então, uma vez que Tommen e Myrcella fossem denunciados como bastardos, Tyrek permanece como a escolha ideal para ser nomeado Senhor de Casterly Rock por seu agradecido novo rei Aegon VI (Martyn e Janei apresentariam um desafio dinástico, mas considerando que Varys não tinha escrúpulos em assassinar o pai deles [Kevan], parece improvável que ele permita que esses pretendentes rivais também vivam). Desconectado dos escândalos dos Lannister em Porto Real, Tyrek é um candidato atraente para governar o oeste e se tornar parte da nova ordem westerosi de Aegon.

Conclusão

Em 1999, George RR Martin ofereceu esta breve e tentadora opinião sobre Tyrek Lannister:
RMBoye: Pergunta simples, de verdade - será que vamos descobrir o que aconteceu com o "Ama de Leite", Tyrek?
George_RR_Martin: Sim, você vai. Tento não deixar muitas pontas soltas. Mas às vezes é preciso aguardar.
Talvez os comentários dele devam ser feitos com mais do que um grão de sal; afinal, na mesma entrevista, ele insistiu que o crescimento dos livros pararia no sexto. Talvez já tenhamos visto Tyrek, no jovem bonito, com a bolsa de dragões de ouro, que Arya nota ter morrido na Casa de Preto e Branco. Talvez a Navalha de Occam esteja correta aqui: que Tyrek foi morto no tumulto sangrento e que os manifestantes jogaram seu corpo no rio para evitar o castigo severo que os Lannisters e a coroa provavelmente lhes causariam.
No entanto, o assassinato por um plebeu desconhecido, ou uma morte inexplicável na catedral de um culto de assassinos, parece uma revelação ruim para a qual o autor precisaria aconselhar termos paciência. De fato, parece mais provável que Tyrek esteja de fato vivo e que Varys tenha os meios, motivos e oportunidades para arrancá-lo da capital e segurá-lo para seus próprios usos.
Somente Os Ventos do Inverno servirá para mostrar se Tyrek retornará com o suposto Aegon VI e ocupará seu lugar em Rochedo Casterly. No entanto, o mistério absoluto em torno do desaparecimento de Tyrek continua alimentando especulações, e os leitores podem tentar prever como é que esse escudeiro de menor importância dos Lannister retornará à narrativa de modo grandioso.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.12.28 03:48 altovaliriano Vento Cinzento está vivo

Link: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/4dhyal/spoilers_extended_mother_he_said_grey_wind/
Autor: alaric1224
Título Original: "Mother," he said, "Grey Wind . . ."

Muitos acreditam que o lobo gigante de Robb, Vento Cinzento, morreu com Robb no casamento vermelho. No entanto, afirmo que essa é apenas uma das interpretações possíveis e que o GRRM, na verdade, deixou várias pistas de que Vento Cinzento ainda vive.
Primeiro, precisamos analisar por que achamos que Vento Cinzento está morto. Existem quatro fontes principais.
  1. Bran acha que Vento Cinzento pode estar morto.
  2. Jon acha que Vento Cinzento está morto.
  3. Salladhor Saan nos conta o que os plebeus estão dizendo sobre a cabeça de Vento Cinzento ter sido costurada ao corpo de Robb.
  4. Merrett Frey responde perguntas sobre a cabeça ter sido costurada ao corpo de Robb.
Bran e Jon pensam que Vento Cinzento está morto, mas isso se dá em grande parte porque outras pessoas disseram a eles e de suas próprias interpretações do que seus lobos gigantes vêem. Notadamente, nem Fantasma nem Verão pensam que Vento Cinzento esteja morto. Isso é especialmente significativo porque sabemos que eles podem sentir seus próprios irmãos e irmãs. De fato, da perspectiva de Fantasma e Verão, parece que eles não sentiram a morte de Vento Cinzento do mesmo modo que sentiram a morte de Lady. São apenas os humanos que combinam os rumores que ouviram e as percepções dos lobos gigantes para chegar a uma conclusão.
É aqui que é importante ressaltar que algo não se torna verdade apenas porque um personagem POV pensa que é.
Sim, Bran pensa:
O sonho que tivera... o sonho que Verão tivera... Não, não devo pensar no sonho. Nem sequer o tinha contado aos Reed, embora pelo menos Meera parecesse sentir que havia algo errado. Se nunca falasse dele, talvez pudesse esquecer que o sonhara, e então não teria acontecido, e Robb e Vento Cinzento ainda estariam...
(ASOS, Bran IV)
Notadamente, esses são os pensamentos de Bran depois de se lembrar de um sonho que Verão teve. Um sonho que é visivelmente omitido da história (e do leitor).
E Jon pensa:
Fantasma sabe que Vento Cinzento morreu. Robb tinha morrido nas Gêmeas, traído por homens que acreditava serem seus amigos, e seu lobo havia perecido com ele.
(ADWD, Jon I)
Mas isso deixa de fora o que ele realmente percebeu quando era Fantasma, que é abordado neste excelente post por lady_gwynhyfvar do famoso da Radio Westeros.
De um post em seu blog:
Quando Jon pensa que "Fantasma sabe que Vento Cinzento morreu", mais adiante neste capítulo, ele está aceitando a direção errada dos pensamentos do lobo branco sobre seus companheiros de matilha no sonho de lobo, pois isso confirma o que ele acha que sabe em seus momentos de vigília. Temos indícios o suficientes de outros pontos de vista para acreditar no contrário. Considere esse pensamento de Bran em Verão:
Eram seus agora. Eram sua matilha. Não, o garoto sussurrou, nós temos outra matilha. Lady está morta e talvez Vento Cinzento também, mas Cão Felpudo, Nymeria e Fantasma ainda estão em algum lugar. Lembra do Fantasma? (ADWD, Bran I)
E há isso em ADwD, Jon I:
Antes eles eram seis, cinco choramingando cegos na neve, ao lado do cadáver da mãe, sugando o leite gelado de seus duros mamilos mortos, enquanto ele se arrastava sozinho. Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir.
“Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir” é ambíguo. Isso poderia significar "restavam quatro, e ele não podia mais sentir um desses quatro", mas também poderia significar "restavam quatro, e outro que ele não podia mais sentir". Acho que a segunda interpretação é a correta, caso contrário, teríamos que identificar qual dos quatro ele não conseguia sentir. Ele está claramente consciente de si mesmo, Nymeria e Cão Felpudo neste capítulo. Então, isso deve significar que ele não pode sentir Verão, certo?
Nas noites sem estrelas, o grande penhasco ficava negro como uma rocha, a escuridão elevando-se sobre o mundo inteiro, mas, quando a lua saía, ele brilhava pálido e frio como um córrego congelado. A pele do lobo era grossa e peluda, mas quando o vento soprava sob o gelo, nenhum pelo conseguia afastar a sensação de frio. Do outro lado, o vento estava ainda mais frio, o lobo sentia. Era onde seu irmão estava, o irmão cinzento que cheirava a verão.
(ADWD, Jon I)
Então, ele sente Cão Felpudo, Nymeria, Verão e ele mesmo... "Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir". Em outras palavras, ele sabe que Lady está morta, mas ele simplesmente não consegue sentir Vento Cinzento.
Finalmente, é importante observar que, apenas porque um personagem POV pensa algo, não o torna verdadeiro. Por exemplo, Cersei pensa esse pensamento, que sabemos ser falso:
Dentro da torre, a fumaça dos archotes irritou-lhe os olhos, mas Cersei não chorou, como o pai não teria chorado. Sou o único verdadeiro filho que ele teve.
Notadamente, se Bran, o warg mais poderoso entre seus irmãos, não sabe que Vento Cinzento está morto, então como podemos saber que Vento Cinzento está morto?
Salladhor Saan e Merrett Frey confirmaram que Vento Cinzento está morto, não? Sim, sobre isso ... Salladhor Saan:
Por um momento, pareceu que o rei não tinha ouvido. Stannis não mostrou qualquer prazer com a notícia, nem ira, nem incredulidade, nem mesmo alívio. Encarou a sua Mesa Pintada com os dentes cerrados com força.
– Tem certeza? – perguntou.
– Não estou vendo o corpo, não, Vossa Realdade – disse Salladhor Saan. – Mas na cidade, os leões pavoneiam-se e dançam. O povo está chamando de o Casamento Vermelho. Juram que Lorde Frey cortou a cabeça do rapaz, costurou a cabeça do lobo gigante dele no lugar e pregou uma coroa sobre as orelhas. A senhora mãe dele tambémfoi morta e atirada nua ao rio.
(ASOS, Davos V)
E onde Salladhor conseguiu suas informações? Porque os plebeus sempre são precisos em suas histórias, certo?
O povo diz que o último ano do verão é sempre o mais quente. Não é bem assim, mas muitas vezes parece que é, não é verdade? (AGOT, Eddard V)
O povo diz que foi o fantasma do Rei Renly, mas homens mais sensatos sabem quem foi. (ACOK, Tyrion XV)
O vidro de dragão é feito por dragões, como o povo gosta de dizer? (ASOS Samwell II)
Em Valdocaso os plebeus ainda amam Lorde Denys, apesar da desgraça que lhes trouxe. É à Senhora Serala, sua esposa de Myr, que atribuem a culpa. Chamam-na a Serpente de Renda. Se ao menos Lorde Darklyn tivesse se casado com uma Staunton ou uma Stokeworth... bem, sabe como os plebeus gostam de falar. A Serpente de Renda encheu os ouvidos do marido com veneno de Myr, eles dizem, até que Lorde Denys se ergueu contra seu rei e o tornou cativo. (AFFC Brienne II)
Isso foi antes de morrer – o jovem Sor Arwood Frey disse. – O povo diz que a morte o mudou. Pode matá-lo, mas ele não permanece morto. Como se luta com um homem assim? E também há o Cão de Caça. Ele matou vinte homens em Salinas. (AFFC, Jaime IV)
Bem ... os plebeus não estão sempre errados. Mas eu não confiaria nos relatos deles deles como definitivos em nada.
Merrett Frey:
[...] o lobo gigante do Stark matou quatro de nossos lobeiros e arrancou o braço do mestre dos canis de seu ombro, mesmo depois de o enchermos de dardos...
– E por isso costurou a cabeça dele ao pescoço de Robb Stark depois que os dois estavam mortos – disse o do manto amarelo.
– Foi o meu pai que fez isso. Tudo o que eu fiz foi beber. Não mataria um homem por beber. [...]
(ASOS, Epílogo)
Por ter estado lá, ele deve se lembrar com precisão, certo?
Ah, exceto pela parte em que ele estava babando bêbado na época e provavelmente não se lembra de nada muito claramente.
Grande-Jon já estava para lá de bêbado. O filho de Lorde Walder, Merrett, estava competindo com ele, taça atrás de taça, mas Sor Whalen Frey desmaiou tentando acompanhar os dois. Catelyn teria preferido que Lorde Umber tivesse achado por bem permanecer sóbrio, mas dizer ao Grande-Jon para não beber era como lhe pedir para não respirar durante algumas horas.
(ASOS, Catelyn VII)
E você leia atentamente, verá que Merrett não disse que viu isso acontecer. O que Merrett viu foi Vento Cinzento livre e matando pessoas, apesar de estar cheio de dardos. Foi Limo quem sugeriu que a cabeça do lobo havia sidocosturada em Robb. E a resposta de Merrett? "Foi o meu pai que fez isso. Tudo o que eu fiz foi beber."
Então, Salladhor Saan sabe que isso acontece porque os plebeus dizem que aconteceu. E Merrett Frey estava lá, mas bebeu o suficiente para que seu irmão desmaiasse de bêbado. E ele não mencionou a costura da cabeça. Foi acusado disso e depois transferiu a culpa para o pai (que obviamente não fez isso por conta da idade avançada).
Finalmente, temos dois pontos de vista em ADWD que interagem com um grande número de Freys. Aqueles Freys, que estavam no Casamento Vermelho e não estavam bêbados, contam muitos contos, mas nenhum deles menciona uma cabeça de lobo sendo costurada no corpo de Robb. Isso não significa que não aconteceu, mas questiona quem diz que aconteceu.
Então, a cabeça de um lobo foi realmente costurada no corpo de Robb? Talvez. A cabeça de Vento Cinzento foi costurada no corpo de Robb? Umm ... não, isso é, provavelmente, logisticamente impossível.
O pescoço do homem comum tem 16 polegadas de circunferência. O pescoço médio do pastor alemão tem 18 polegadas de circunferência e é provavelmente comparável ao de um lobo cinza comum. Você poderia costurar a cabeça de um lobo no corpo de um homem e sabemos que há uma matilha gigante de lobos na área graças a Nymeria.
Por outro lado, Vento Cinzento é um lobo gigante. Qual é o tamanho do pescoço de um lobo gigante?
Meio enterrada na neve manchada de sangue, uma forma enorme atolava-se na morte. Em sua desgrenhada pelagem cinzenta formara-se gelo, e um tênue cheiro de putrefação impregnava-a como perfume de mulher. Bran viu de relance os olhos cegos repletos de vermes, uma grande boca cheia de dentes amarelados. Mas foi o tamanho da coisa que o fez ficar de boca aberta. Era maior que seu pônei, com o dobro do tamanho do maior cão de caça do canil de seu pai.
– Não é aberração nenhuma – disse Jon calmamente. – Isso é uma loba gigante. Esses animais crescem mais do que os da outra espécie.
(AGOT, Bran I)
Maior que um pônei e duas vezes o tamanho do maior cão do canil? Bem, se o pescoço tem o dobro do tamanho dos cães de caça maiores, podemos dizer com segurança que tem mais de 36 polegadas de circunferência - boa sorte costurando isso no corpo de um homem grande. Talvez devêssemos fazer a comparação do pônei. A circunferência média do pescoço de um pônei é de 40 polegadas... Mesmo se aceitarmos, argumentando que Gray Wind não estava completamente crescido como sua mãe, sua cabeça ainda é grande demais para caber no corpo de Robb. Se uma cabeça foi costurada no corpo de Robb, era a cabeça de um lobo normal, não a de Vento Cinzento.
Portanto, vimos que não temos relatos reais em primeira mão do que aconteceu, exceto o de Merrett, que provavelmente não é super preciso e que confirma que Vento Cinzento foi libertado. Também temos uma segundo relato de Walder Rivers e Edwyn Frey. Essas são os únicos relatos diretos que temos do que aconteceu com Vento Cinzento.
– [...] Diga-me, Sor Raynald Westerling conta-se entre esses cativos?
– O cavaleiro das conchas? – Edwyn fez uma expressão de desprezo. – Esse pode ser encontrado alimentando os peixes no fundo do Ramo Verde.
– Ele estava no pátio quando nossos homens foram abater o lobo gigante – disse Walder Rivers.– Whalen exigiu-lhe a espada, e ele a entregou com bastante docilidade, mas quando os besteiros começaram a encher o lobo de flechas, pegou no machado de Whalen e libertou o monstro da rede que lhe tinham atirado. Whalen diz que recebeu um dardo no ombro e outro nas tripas, mas ainda conseguiu chegar ao adarve e se atirar no rio.
(AFFC, Jaime VII)
Então, sabemos que Raynald foi capaz de lutar e fugir, pelo menos até certo ponto, e que ele foi capaz de libertar Vento Cinzento. Então, GRRM nos diz que não sabemos se Reynald foi morto. Se não sabemos se eles foram capazes de matar Raynald, como saberemos que eles foram capazes de matar Vento Cinzento?
– Deixou uma trilha de sangue nos degraus – Edwyn acrescentou.
– Encontraram seu cadáver mais tarde? – Jaime quis saber.
– Encontramos mil cadáveres mais tarde. Depois de passarem alguns dias no rio, ficam todos muito parecidos uns com os outros.
(AFFC, Jaime VII)
Nota-se que ele não diz que eles encontraram um cadáver usando o brasão dos Westerling, que ele afirma conhecer. "O Cavaleiro das Conchas?" Seu conhecimento do brasão também implica que Raynald usava o brasão, o que o tornou bem conhecido pelos outros. É improvável que Edwyn estivesse familiarizado com os brasões de casas menores do Ocidente. Eles encontraram corpos, mas aparentemente nenhum ostentava o símbolo conhecido do cavaleiro das conchas. Isso significa que Raynald provavelmente está vivo, ou pelo menos que seu corpo nunca foi encontrado. Se Raynald está vivo, Vento Cinzento provavelmente também está vivo. Eu acho que teria sido mais fácil para Vento Cinzento escapar do que Raynald. Afinal, Vento Cinzento foi nomeado por ser muito rápido:
Robb chamara seu lobo de Vento Cinzento, porque ele corria muito depressa. (AGOT, Bran II)
Como muitos respondem a quaisquer teorias apresentadas aqui ou em outros lugares, “qual seria a função narrativa da história/enredo da sobrevivência de Vento Cinzento?” Bem, muitos falaram sobre o significado de Sansa e Arya perderem seus lobos e, assim, se separarem de sua "matilha". O simbolismo é óbvio. E para Arya, enquanto ela está longe de sua "matilha", Nymeria ainda está viva e ligada à família, ela pode encontrar o caminho de volta e se reunir com sua loba gigante. Pobre Sansa - ela não tem uma loba para recuperar…
Notavelmente, muitas teorias sobre Sansa teorizam que, depois de perder Lady, ela simbolicamente deixou de ser uma Stark e que sua história acabará por torná-la uma Stark novamente. Que melhor maneira de voltar ao grupo do que recuperar um lobo gigante….
Ele os enfeitiçou, pensou Alayne naquela noite, enquanto, na cama, ouvia o vento uivar junto às suas janelas. Não saberia dizer de onde a suspeita viera, mas uma vez que lhe atravessou a mente não a deixou dormir. Virou-se e se remexeu, roendo a ideia como um cão faria com um velho osso. Por fim, levantou-se e se vestiu, deixando Gretchel com seus sonhos.
(AFFC, Alayne I)
Além disso:
Havia gelo sob seus pés e pedras quebradas só à espera para torcerem um tornozelo, e o vento uivava ferozmente. Soa como um lobo, Sansa pensou. Um lobo fantasma, tão grande quanto as montanhas.
(AFFC, Alayne II)
Olá, Vento Cinzento! E ao entrar na pele de simbolicamente, ela poderá sentir a presença de Robb ainda lá. Afinal, suas últimas palavras ecoam a última palavra de Jon. "Vento Cinzento ..." "Fantasma".
EXTRA 1: Evidência de que a Muralha não impede o aviso ou os lobos-diretos de se sentirem:
Em A Fúria dos Reis, Jon está ao norte da Muralha com Qhorin Meia-Mão quando ele tem este sonho:
Havia cinco onde devia haver seis, e estavam espalhados, todos separados uns dos outros. Sentiu uma profunda sensação de vazio, de incompletude. A floresta era vasta e fria, e eles eram tão pequenos, tão perdidos. Os irmãos estavam longe, em algum lugar, e a irmã também, mas tinha perdido seus rastros. Sentou-se nos quartos traseiros e levantou a cabeça para o céu que escurecia, e seu choro ecoou pela floresta, um som longo, solitário e lamentoso. Enquanto o som morria, aguçou as orelhas, à escuta de uma resposta, mas o único ruído foi o suspiro da neve soprada pelo vento.
Jon?
O chamado veio de suas costas, mais baixo do que um sussurro, mas forte. Pode um grito ser silencioso? Virou a cabeça, em busca do irmão, de um vislumbre de uma silhueta esguia e cinzenta em movimento sob as árvores, mas nada havia, só…
Um represeiro.
Parecia ter brotado da rocha sólida, com as raízes brancas contorcendo-se de uma miríade de fissuras e rachaduras finas como fios de cabelo. A árvore era fina comparada com outros represeiros que tinha visto antes, pouco mais do que um broto, mas crescia diante de seus olhos, com os galhos engrossando à medida que se estendiam para o céu. Com prudência, deu a volta no tronco branco e liso até encontrar o rosto. Olhos vermelhos olhavam-no. Eram olhos ferozes, mas satisfeitos por vê-lo. O represeiro tinha o semblante do irmão. Teria o irmão sempre tido três olhos?
(ACOK, Jon VII)
Pela maneira como é descrito, parece que isso é veio do Bran pós-Corvo de Sangue, mas esse não é o caso. Afinal, como vimos em A Fúria dos Reis:
Ali, na escuridão frígida e úmida da tumba, seu terceiro olho finalmente abrira-se. Conseguia alcançar Verão sempre que quisesse, e uma vez tinha até mesmo tocado Fantasma e falado com Jon.
(ACOK, Bran VII)
Bran estava em Winterfell, Jon e Fantasma estavam ao norte da Muralha, e Bran estendeu a mão e tocou Fantasma e conversou com Jon. A parede não bloqueia a detecção dos outros lobos.
Além disso, em A Tormenta de Espadas, Fantasma está ao norte da Muralha e Verão não, mas é isso que Verão pensa:
Mas às vezes conseguia senti-los, como se ainda estivessem com ele, escondidos de sua vista apenas por um pedregulho ou um pequeno bosque. Não era capaz de cheirá-los, nem de ouvir seus uivos noturnos, mas sentia a presença deles atrás de si... todos menos a irmã que tinham perdido.
(ASOS, Bran I)
Então isso novamente parece indicar que Verão podia sentir Fantasma, mesmo quando ele estava ao norte da Muralha.
Finalmente, a Muralha não era uma barreira para Varamyr entrar na pele da águia de Orell:
O troca-peles tinha um rosto cinzento, ombros redondos e era calvo, um homem que mais parecia um rato com olhos de lobisomem.
– Depois de um cavalo se habituar à sela, qualquer homem pode montá-lo – disse ele em voz baixa. – Depois de um animal se juntar a um homem, qualquer troca-peles pode entrar nele e montá-lo. Orell estava definhando dentro de suas penas, por isso fiquei com a águia. Mas a junção funciona nos dois sentidos, warg. Orell agora vive dentro de mim, murmurando como o odeia. E eu posso pairar por cima da Muralha e ver com olhos de águia.
– É assim que sabemos – disse Mance. – Sabemos como vocês eram poucos quando detiveram a tartaruga. Sabemos quantos vieram de Atalaialeste. Sabemos como seus suprimentos minguaram. Piche, óleo, flechas, lanças. Até a escada desapareceu, e aquela gaiola só pode içar uns poucos. Nós sabemos. E agora você sabe que sabemos.
(ASOS, Jon X)
Não acho que a Muralha bloqueie a mudança de pele ou impeça os lobos gigantes de sentirem uns aos outros.
EXTRA 2: Por que Vento Cinzento não pode ser detectado?
Eu acho que há várias possibilidades que explicam Vento Cinzento não ser sentido. Estas são as três que considero mais fortes:
  1. Vento Cinzento agora é especial entre os irmãos lobos gigantes, já que ele não tem mais seu ser humano. Isso pode interromper a conexão que lhes permite sentir um ao outro.
  2. Se Robb entrou na segunda vida em Vento Cinzento, pode ser que Fantasma não o sentisse mais como irmão - ele agora é um ser composto (Robb + Vento Cinzento) em vez de um ser autônomo.
  3. A capacidade de sentir um ao outro depende da força de vida dos irmãos. Mesmo que tenha sobrevivido, Vento Cinzento ficou gravemente ferido e pode estar à beira da morte, sem força vital suficiente para que seus irmãos o sintam.
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2019.12.21 03:23 jvcscasio Ariadne, a cidade da rainha dragão

Essa é mais uma cidade do meu mundo homebrew de Parabellum. Espero que vocês consigam tirar ideias interessantes daqui.

Ariadne

Visão

Uma formação rochosa em forma de taça se eleva sobre um pequeno planalto rodeado de várias colinas cobertas de casas negras. Essas casas feitas de lama e ossos de wyvern são obscurecidas pela longa sombra projetada pela principal formação rochosa. Uma pequena escada liga as colinas a um pequeno platô e uma rampa leva ao topo da formação. A sombra faz com que a cidade abaixo fique em constante escuridão, então as pessoas usam o feitiço Chama Contínua dentro de lanternas azuis e rosas para iluminar as ruas, e a maior parte da cidade é atingida por "chuva", que na realidade é a água da parte superior caindo na cidade.

História

A rainha do dragão, Hwang-geum Tongchija, nasceu no topo dessa estranha formação rochosa no início de Parabellum. Ela é um dos primeiros seres a existir. Para acabar com sua solidão, ela criou cinco dragões metálicos para manter sua companhia e, quando viram a necessidade de acumular riqueza, decidiram criar criaturas para trabalhar para eles, Hwang-geum criou os kobolds, enquanto os outros dragões metálicos criaram os dragões.
Corrupção
O envenenamento por chumbo da rainha dragão está criando um campo mágico que chega longe da cidade e está mudando a natureza dracônica. Dragonborns que sentem culpa pelos erros que cometeram e dragonbrons com alinhamentos malignos estão começando a se tornar corruptos e a perder suas escalas metálicas por cromáticas. Há 25% de chance de que, ao entrar na cidade, um dragão cromático apareça. Role um d6 para decidir a cor do dragão: 1 - Preto, 2 - Azul, 3 - Verde, 4 - Vermelho, 5 - Branco, 6 - Sombra. Escolha uma "idade" para o dragão recém-nascido de acordo com o nível do seu grupo.
Sociedade
Ariadne é uma cidade de três níveis e governada por dragões metálicos, pois os dragões cromáticos ainda estão por vir à vida. A rainha do dragão, Hwang-geum Tongchija, governa junto com um conselho, cujos membros juntos têm o mesmo poder que ela. Os dragões vivem em um platô acima da cidade dracônica, alheios à maioria das transgressões entre sua criação, os draconatos.
Os dragonborns vivem no nível mais baixo da cidade, construindo casas sobre as colinas abaixo do platô, onde as casas mais altas são de propriedade dos cidadãos mais ricos e poderosos. Eles têm que pagar tributos aos dragões na forma de tesouros que compram, roubam ou conquistam. Alguns draconatos se tornaram proficientes em fazer jóias para esses fins. Os draconatos nunca encontram seus senhores, em vez disso, o tesouro é coletado e entregue a um grupo especial de draconianos que vivem nos castelos que bloqueiam a entrada do platô. A maioria dos dragonborns fala apenas dracônico, e aqueles que falam em comum costumam ter um ensino superior. A maioria das tábuas mágicas são escritas em comum e estão fora do alcance da maioria das pessoas comuns.
Terrasys
Terrasys (Terraforming systen) é um satélite que orbita Parabellum, pairando acima de Ariadne por volta das 16h. Os kobolds reaproveitaram a tecnologia para escanear a superfície em busca de criminosos procurados.
O sistema foi originalmente criado por seres humanos como um meio de encontrar fontes de carbono e transformá-las em gás com um feixe poderoso. No entanto, os kobolds inventivos encontraram esse sistema em Ariadne e assumiram o controle do raio, mirando em seus inimigos. Quem tem controle sobre o terminal no terceiro nível pode fazer um teste de inteligência CD 22 para comandar o satélite para atacar um ponto específico do mundo (desde que o satélite esteja sobre aquele local). O feixe causa 55 (10d10) de dano de fogo e 21 (6d6) de força.
Kobolds
Os kobolds no terceiro nível descobriram dados antigos sobre Tiamat e se tornaram cultistas da rainha do dragão diabólica. O plano deles é envenenar a rainha Hwang-geum, para que ela enlouqueça e depois prossiga com um ritual de sacrifício para transformá-la no avatar de Tiamat. O ritual inclui envenenamento por chumbo de um dragão de ouro até que ele enlouqueça e, em seguida, faça-o devorar cinco dragões metálicos, depois cantar uma invocação para Tiamat enquanto o dragão de ouro banha-se em sangue de dragão.
Sanjeog
Sanjeog é um grupo de criminosos que roubam tesouros dos viajantes e os usam para pagar os impostos e viver melhor do que em comparação com seus compatriotas que trabalham duro. Seu esconderijo é uma série de túneis sob a maior colina, com a única entrada secreta dentro de sua padaria, chamada Miànbao, de propriedade do mestre padeiro Miànbao Ji. O líder deles é Lupi An-ui, um veterano half-dragon azul que viaja com uma varinha de bolas de fogo pronta para disparar. Ele tem um acordo com o kobold chamado Fangpi, de quem compra itens mágicos em troca de parte do saque.
Yi Jí Zhànshì
Os Zhànshì são um grupo revolucionário que planeja derrubar os kobolds, seu plano atual é tentar contrabandear alguém para dentro do conselho no terceiro andar com histórias de como as pessoas estão vivendo mal, na esperança de que o conselho aprenda sobre suas vidas duras e decida mudar. O líder deles, Gemìng Hónsè, é um veterano nascido do dragão de ouro e acredita corretamente que os kobolds estão filtrando as informações que o conselho recebe para impedir que alterem a estrutura social que mantém os kobolds no poder. No entanto, ele está preocupado que algumas de suas escamas douradas estejam caindo e sendo substituídas por escamas vermelhas, a razão desconhecida por trás disso é que Gemìng está sendo corrompido pela culpa de matar uma criança durante um ataque rebelde a uma caravana kobold.

Primeiro nível - Diyiji

O primeiro nível, chamado Diyiji, é composto por várias colinas de diferentes tamanhos e centenas de casas, feitas com ossos de grandes animais e lama negra seca e colocadas sobre essas colinas de maneira desorganizada. A sobra da comida que os dragões comem é jogada nos níveis mais baixos, deixando a cidade com o aspecto de um aterro sanitário.
Os jogadores podem conhecer algumas personalidades notáveis ​​deste nível, como:
Gemìng Hóngsè, o líder dos revolucionários Zhànshì, passando seu tempo livre na biblioteca lendo tabuletas de guerra.
Miànbao Ji, o padeiro mestre da cidade, responsável por alimentar as centenas de habitantes da cidade, com pão muito abaixo do preço normal (graças ao patrocínio do grupo criminoso Sanjeog).
Nosugja Namja, um plebeu sem teto commoner com 1 hp que enlouqueceu depois de beber água venenosa de uma fonte na floresta de cerberus, ele sempre pede dinheiro e, se receber alguma coisa, joga o dinheiro na pessoa dizendo que não vai aceitar desrespeito dos outros.
Agmaui Yeoja é um guarda da cidade que passa seu tempo livre no DRAG no pub da cidade. Ele é um espião secreto dos revolucionários Zhànshì.
Ming, um commoner dragonborn de cobre que deseja fugir da cidade e viver uma vida de crime, mas não pôde se juntar ao Sanjeog por sua falta de discrição e incapacidade de mentir.
Locais no primeiro nível:
A A.G. é uma enorme fábrica onde 96% das dragas trabalham, recebendo 1% das jóias produzidas por elas como pagamento (apenas o suficiente para cobrir os impostos exigidos pelos kobolds). Uma gigante senzala com mesas compridas, onde milhares de pedras preciosas e barras de ouro são derretidas com sopro de dragão, batidas e moldadas em jóias pelos trabalhadores mal pagos. Jaebeol é o dono do lugar, dragonborn branco, mas ele não é encontrado em nenhum lugar, pois na maioria das vezes ele está viajando pelo mundo com o dinheiro que ganha.
O albergue Hoseutel é o único local disponível para os viajantes dormirem e está cheio dos clientes estranhos. Cada quarto custa 1 peça de ouro por dia, por pessoa e tem o mínimo necessário para ser considerado um albergue. Os alimentos podem ser pedidos separadamente e sempre são servidos frios e encharcados. Entre as pessoas que ficam aqui estão um druida anão chamado Qazam de Apollinaris que vende todas as poções incomuns no DMG, um mago githyanki chamado Inigida procurando o book of vile darkness que ele acredita ter caído neste mundo, e um halfling plebeu chamado Viśrānti viajando ao redor do mundo.
A padaria Miànbao é o esconderijo secreto do grupo criminoso Sanjeog, que rouba dinheiro dos viajantes draconatos e estrangeiros para obter itens mágicos, entre outras coisas, dos kobolds no terceiro nível. Acessar o esconderijo exige que um nascido do dragão diga a senha para Miànbao Ji, que é "pão sem ovo". Os personagens que passam algum tempo na padaria terão vislumbres de alguns membros entrando nos fundos da loja dizendo coisas como "Eu vim pelo pão sem ovo" e "Posso comprar um pão sem ovo, chefe?"
O pub Nun-ui Yong é um pub degradado feito com o que parece ser ossos de dragão e madeira escura. Os buracos no teto fazem com que a água da chuva caia sobre os clientes enquanto eles bebem cerveja e sakê doce. Sendo o único pub de verdade na cidade, a maioria das pessoas não se importa com a qualidade da comida ou com as condições do local, desde que obtenham o que pediram.
A delegacia é onde menores criminosos são mantidos antes de serem julgados. Gyeongchal é o chefe corrupto da polícia, um draconato branco prateado, com um belt of dwarvenkind que ele recentemente recebeu de Sanjeog e gloves of snaring missiles que lhe permitem reduzir ataques de armas à distância em 1d10 + seu modificador de destreza. Se os personagens são pegos por algum crime, como roubo ou assassinato, eles passam 1d4 + 2 horas esperando por um julgamento, onde Gyeongchal decide que eles são culpados e colocam seus nomes para extermínio por Terrasys, pois ele realmente não se importa o suficiente para manter criminosos trancados aumentando seu trabalho. É mais fácil envia-los para serem alvejados pela luz mágica nos céus.
As escadas do segundo nível são longas e grandes, feitas de ossos e lama que levam as pessoas ao segundo nível, um platô de 100 pés. acima da colina mais alta.
Silheomsil é um laboratório escondido na base do platô, veja mais abaixo.
Taiteuhan Maejang é o mercado da cidade, centenas de dragonborn passam o dia lotando as quatro ruas que compõem o que é apelidado de mercado de terra. Dezenas de vendedores ambulantes colocam seus itens sobre mesas de madeira e osso, gritando um com o outro e chamando os clientes a experimentarem frutas ou carne. As pessoas vendem e usam drogas abertamente nessas ruas e não é incomum ver alguém desmaiado sendo assaltado. Os membros da Sanjeog ganham dinheiro nesse mercado vendendo itens mágicos incomuns e raros que não desejam mais.
Missões no primeiro nível:
Picada de mosquito
Os agentes de Sanjeog descobriram que um item mágico chamado “Mordida de Mosquito” (adaga que cura 1d4 com 3 cargas diárias) está na posse de um viajante gith noble que está passando pela cidade procurando comprar drogas. O githzerai, que leva o nome de Nullak Azarzig, é atacado quando os PCs passam pelo mercado. Ele lhes dá 400gp se eles o protegerem e salvarem sua adaga. Se eles não fizerem nada, no dia seguinte a adaga estará disponível para compra no mercado. O grupo de atacantes consiste em três bandits draconatos de cobre e um bandit captain dragonborn.
Criança perdida
Eomeoni é uma plebéia draconata de cobre, cujo filho fugiu para o segundo nível. Ela está disposta a dividir com três dias em rações (toda a comida que ela possui) em troca de seu filho. A criança, Adeul, pode ser encontrada no segundo nível dentro de 1d4 horas e está disposta a voltar com os personagens, se eles forem amigáveis.
O oblex
Sasil é um draconato de ouro noble que vive em uma das colinas mais altas da cidade. Ela está preocupada com sua criada draconata de cobre, que está agindo de forma estranha. Ela pergunta se alguém pode falar com a empregada e investigar. A empregada, chamada Gajeongbu, está angustiada depois de descobrir o marido de seu chefe, um draconato de prata chamado Geojis foi substituído por um Oblex adulto, embora a empregada não saiba o que é um oblex, ela sabe que o draconato cheira e fala de maneira estranha. Ao ser descoberto, o oblex mata e assume o lugar de Sasil, tenta demitir os heróis além de consumir a criada.
Porta estranha
Um draconato desabrigado, cujo nome há muito esquecido, diz que viu uma porta na base da pedra do terceiro nível. Se os personagens investigarem com ele, encontrarão a porta do laboratório Silheomsil.
Ajude os Stormcloaks
Banlangun é um draconato de prata do grupo Zhànshì que está tentando levar uma caixa de alimentos altamente calóricos de Apollinaris para Ariadne, para alimentar os pobres em sua região de controle, mas a caravana foi atacada por um wyvern a caminho e perdeu a comida. Ele paga aos personagens que ajudam com qualquer arma +1.
Ajude a padaria
A padaria Miànbao está contratando pessoas suspeitas para espancar dois jovens bandidos que não pagaram pelo "pão". Os jovens drogados são dois draconatos de cobre chamados Malih e Wana e podem ser encontrados usando drogas em uma casa abandonada.

Segundo nível - Dierji

O segundo nível, chamado Dierji, é o local reservado para os dragões menores que ainda são considerados superiores aos draconatos. É uma milha de largura e duas milhas de comprimento. Para atingir esse nível, você precisa subir as escadas do segundo nível ou voar 100 pés da colina mais alta da cidade. Das escadas, os personagens encontram uma estrada dourada que leva aos portões do terceiro nível, enquanto nesta estrada, os personagens não são atacados por nenhuma criatura do segundo andar.
Aqui drakes, wyverns e pseudodragon vivem em uma floresta de árvores esparsas e chão rochoso, com a maioria dos alimentos sendo os restos dos banquetes dos dragões no nível mais alto.
O grande monte coberto de plantas e musgo visto no meio deste andar é uma tartaruga-dragão criada tristemente por Partum Lapis longe da água. Incapaz de deixar o platô, a tartaruga-dragão descansa, aguardando algumas mudanças e permite que ela voe para longe ou se teleporte para o oceano, o nome da tartaruga-dragão é Olaedoen San. Para cada hora que se move por esse nível, role para a tabela de encontros aleatórios:
d100 Encontro : ---: : ------------ 1 - 25 Nada. 26 - 40 1d4 + 2 guarda azul drakes. 41 - 55 1d4 - 1 wyverns (min. 1). 56 - 70 1d6 pseudodragões. 71 - 99 1d4 preto guarda drakes liderar por 1 guarda vermelho drake. 100 Olaedoen San
Para alcançar o terceiro nível, os personagens devem andar pela estrada dourada, uma caminhada de uma hora feita pelos kobolds para esgotar quem tentar alcançá-los. Deixar a trilha reduz a viagem para 20 minutos, mas as câmeras na floresta registram os rostos dos personagens e enviam para a Terrasys. Observar a câmera antes de ser gravada exige um teste de Sabedoria (percepção) CD 18.

Terceiro nível - Shenji

O terceiro nível, chamado Shenji, é o lar dos verdadeiros dragões metálicos. Elas vivem em êxtase ignorante, recebendo tesouros e comida dos kobolds, que lentamente envenenam a rainha em um monstro maligno ganancioso, para seu ritual. Esse envenenamento faz com que ela às vezes aja como seu equivalente maligno.
O plano kobold
Trinta kobolds moram no terceiro andar, comandados por Lashi, um artífice kobold de pele vermelha com um arco curto +1. O plano deles é fazer com que a rainha do dragão Hwang-geum devore seus subordinados durante um eclipse duplo (quando as duas luas cruzam o sol ao mesmo tempo). Fangpi, um warlock kobold de pele vermelha, com uma capa de banco de montanhas, é o responsável para o ritual e o veneno alimentar, ele nunca sai da sala do trono. Chuwanwei é um inventor kobold de pele azul com um anel de proteção e uma inteligência de 23, que é o único capaz de comandar a Terrasys, usando um computador antigo que ela consertou usando livros encontrados no laboratório.
Os jogadores podem encontrar alguns dragões neste nível:
Huang Tóng é uma dragão de bronze adulta faladora e curiosa, ela rapidamente aprende novos idiomas e gosta de perguntar sobre a cultura local. Ela tem muito medo de ir contra a rainha e voará para longe em caso de briga.
Qīng Tóng é uma dragão de bronze adulta, animada e contente, que gosta de assumir a raça da pessoa com quem está falando. Ela pode ser convencida a vir para o lado dos jogadores, se eles parecerem curiosos e aventureiros.
Long Tóng é uma dragão de cobre adulta sempre cercada por fairy dragons que ela chama de filhos, eles adoram brincar com outros dragões e kobolds. Ela tentará parar qualquer briga que aconteça, até a morte.
Yín Dàshī é uma dragão prateada adulta preguiçosa, que passa a maior parte do tempo dormindo e contemplando sua reflexão sobre as jóias que possui. Ela é leal à rainha do dragão e a defenderá a todo custo.
Jīn Tàiyáng é uma dragão de ouro adulta estudiosa, mas cautelosa, ela finge comer a comida que os kobolds lhe trazem, mas à noite ela caça pássaros para se alimentar. Ela é magra e fraca, mas já suspeita das tramas dos kobolds. Se ela conseguir uma desculpa para deixar o palácio e investigar, ela irá. Ela é a única pessoa que ajudaria os personagens com qualquer coisa que eles precisassem sem precisar convencer o necessário.
Hwang-geum é a rainha do dragão de Ariadne, ela foi envenenada pelos kobolds e seu corpo mostra sinais de corrupção. Em vez de ficar completamente coberta de ouro, Hwang-geum tem uma energia escura fluindo sob suas escamas, o que é visível para quem olha atentamente para seu corpo ou à vista de todos quando olha para seus olhos. Suas escamas de ouro também estão se tornando cromáticas, com cores diferentes crescendo em lugares diferentes. Ela se comporta como um dragão de ouro na maioria das vezes, no entanto, quanto mais tempo uma conversa é, mais impaciente ela se torna e mais violenta.
Hwang-geum é uma dragão de ouro adulto com o seguinte ataque de sopro no lugar do sopro de fogo: ___ > Respiração por plasma (custa 3 ações). Hwang-geum respira uma explosão de plasma quente em um cone de 90 pés. Cada criatura nessa área deve fazer um teste de resistência de Destreza CD 21, recebendo 72 (16d8) de dano de fogo em um teste que falhou, ou metade do dano em um teste de sucesso. Todo objeto de metal em contato com a respiração começa a brilhar em brasa. Qualquer criatura em contato físico com esses objetos recebe 9 (2d8) de dano de fogo. Se uma criatura estiver segurando ou usando os objetos e sofrer o dano, a criatura deve ter sucesso em um teste de resistência à Constituição ou soltar o objeto, se puder. Se não soltar o objeto, ela tem desvantagem nas jogadas de ataque e nos testes de habilidade até o início do seu próximo turno. Se os kobolds conseguem corromper Hwang-geum, ela se torna uma Tiamat Falha.
Locais no terceiro nível:
Os túneis de entrada são uma série de intricados corredores esculpidos e guardados por kobolds para impedir que alguém veja os dragões sem permissão. A movimentação pelos túneis garante encontrar pelo menos uma patrulha de 2d6 kobolds e 1d4 kobold inventores.
A sala do trono é conectada ao laboratório pelo elevador e conectada à parte externa através dos túneis de entrada. Três dragões estão sempre aqui, conversando frivolamente sobre filosofia e vida, às vezes discutindo fervorosamente a ética, o bem e o mal. No entanto, uma vez por mês, Hwang-geum chega ao trono, e todos sentam-se em silêncio enquanto a rainha faz discursos incoerentes sobre traição e conspiração, após o qual ela volta ao seu covil para comer e ter delirantes discursos por si mesma, planejando e descobrindo coisas que não são reais.
Fonte mágica Esta fonte mágica brilha uma luz amarela brilhante sobre os jardins, pois cria 1d4 gramas de ouro a cada hora.
O covil do conselho é um jardim gigantesco onde o conselho mora, cada dragão tem um lugar favorito, Huang dorme sobre uma enorme árvore nas margens do jardim, Qing construiu casas de diferentes raças para viver, e cada dia ela dorme parecendo um diferente Por um lado, Longa vida entre as flores e dorme em um monte perto da floresta, Yín dorme o dia todo no seu tesouro perto de Hwang-geum e Jīn quase nunca dorme, em vez de voar para o primeiro nível e ouvir a conversa nas ruas.
O Great Wyrm Lair é uma antena parabólica que se comunica com a Terrasys, que também serve como o covil de Hwang-geum. O prato tem 1.000 pés de amplitude está cheio de tesouros dos impostos que os draconatos pagam, todo mês seu tesouro aumenta enormemente, mas sua ganância nunca acaba. Um personagem pode acessar o controle direto dos Terrasys na base da antena parabólica com três verificações bem-sucedidas de inteligência DC 20 usadas para compreender e assuma o controle do satélite, cada verificação executa uma ação.
Tesouro: 42.000 peças de ouro, 3.300 peças de platina, uma cota de malha +1, uma espada vorpal, um caixão de criança em ouro puro (7500gp), espada longa dourada com bainha de platina (7500gp), 5000gp em escamas douradas, um trono de cristal feito por elfos de Granicus (5000gp), um mármore brilhante feito de éter puro (4000gp), a cabeça com joias do primeiro gigante nascido neste mundo (4000gp), uma corrente de ouro (2000gp), uma harpa de Granicus (2000gp), um escudo de bronze com um diamante no centro (500gp).

Lab Silheomsil

Entrada
Para entrar pela primeira porta, os caracteres devem passar por uma verificação de Inteligência DC20 (investigação) que permite que eles encontrem um botão oculto ainda funcionando. A porta no final da entrada só abrirá quando todos estiverem do lado de fora. O salão bombeia a sala cheia de ar e abre a segunda porta do vestiário.
O vestiário está cheio de roupas rasgadas e podres, a maioria ainda dentro dos guarda-roupas de metal. Os personagens podem avançar para o segundo andar por escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar. Um espectro de uma cientista morta chamada Moriana Bohn percorre este andar, atacando à primeira vista.
Armazenamento
O armazenamento contém dezenas de caixas de madeira cheias de pedras e sujeira que costumavam ser estudadas pelos cientistas deste laboratório.
Um personagem que investiga a sala encontra documentos detalhando estudos sobre a terraformação de um planeta chamado Marte, sobre a quantidade de oxigênio e hidrogênio no solo e as plantas para um poderoso sistema de aquecimento a ser colocado em um satélite. Os personagens podem avançar para o terceiro andar através de escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
Laboratório
Um único computador está quebrado no chão e as escadas para o quarto nível estão enterradas sob toneladas de pedras. Sobre os papéis de mesa de metal, cheios de cálculos para o satélite, estão sob o corpo de um cientista, que segura uma faixa de intelecto. Interagir com o corpo desperta o fantasma do cientista, que acredita que os personagens estão tentando roubar sua pesquisa. Na vida, seu nome era Edd Murray e ele é tão implacável na morte quanto na vida, quando lançava estagiários no deserto do planeta marciano com apenas um tanque de oxigênio se eles não obtivessem os resultados que ele esperava. Os personagens podem entrar no elevador neste andar e rastejar através de um buraco no teto para alcançar o quarto andar.
Sala de jantar
Comida podre por trezentos anos repousa sobre a mesa central, enquanto um fogão a gás enche a sala com gás explosivo. Qualquer feitiço ou faísca de fogo criado dentro desta sala explode a sala inteira, fazendo com que todos dentro sofram 2d6 de dano de fogo e a sala fique sem ar por três minutos. Duas sombras atacam bons caracteres alinhados assim que chegam à mesa. Os personagens podem avançar para o quinto andar através de escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
Quartos de dormir
Os corpos de três cientistas estão no chão, ainda em suas camas. Dois deles eram casados, e o marido agora é um Allip depois de um sonho ter vislumbres do futuro, o fim dos seres humanos e o nascimento da magia. Ele tenta colocar na mente do personagem visões de humanos tocando um meteorito e depois se tornando ladrões. Os personagens podem avançar para o sexto andar por escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
2 quartos
Cinco cientistas voltaram à vida como zumbis irracionais e vagam pelo chão tentando comer qualquer coisa que possam ver. Os personagens podem avançar para o sétimo andar através de escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
Centro de Controle
Um laptop em funcionamento neste andar é administrado por Ling Yao, um artífice kobold. Um grande datacenter registra tudo, de posições a rostos de criminosos procurados. Ling insere criminosos aqui para permitir que os Terrasys os eliminem.
Ele é acompanhado por sua torre, dez guardas kobold e um veterano kobold. O datacenter tem um AC de 20 e 200 pontos de vida. Uma vez destruído, o Terrasys é incapaz de atingir qualquer pessoa específica. Os personagens podem usar e modificar dados no computador com três testes de inteligência bem-sucedidos do DC 20. Os personagens podem alcançar o nível da sala do conselho através do poço do elevador.
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2019.12.16 09:08 assistabacurau Como sair de uma história de traição?

Criei uma conta pra falar desse problema e gostaria muito que fosse lido todo esse livro que escrevi.
TL/DR: Traí minha esposa e acabamos nos afastando por um tempo. Minha amante não gostava de mim mas fazia uma luta de ego pra se ver como prioridade na minha vida e por sorte enxerguei isso rápido (apesar de sofrer muito). Voltei pra minha esposa mesmo com a ctz que não gostava dela, mas a mulher que eu gostava não teria como estar com ela então segui a vida. Comecei a ter um caso com uma pessoa que eu teria até vergonha de ser visto ao lado dela, mas temos uma enorme conexão sexual. Não sei oq fz. . Sou casado há 15 anos, tenho uma filha de 10 e criei como pai uma entrada que hoje tem 21. Digamos que por anos fui aquele marido meio submisso que só trabalhava e quando queria propor uma viagem, minha entrada escolhia ou minha esposa. Eu só participava do pagamento. Por muitas vezes eu sentia que não estava em família, que por minha entrada não me respeitar como pai e minha esposa não fazer questão (pra não parecer que estou tentando tomar o lugar do pai dela que faleceu), minha filha começou à imitar as atitudes da irmã e eu não tinha voz ativa. Minha esposa saiu do trabalho, que não rendia muito, e eu sozinho me virava pra bancar a vida de 3 pessoas nos mais altos padrões luxuosos. Me vi varias vezes desesperado pq não conseguiria clientes pra fechar as contas do mês e enquanto isso minha esposa que não trabalha, pretendendo contratar mais uma empregada pra nossa casa, pq as amigas delas toda tinham duas faxineiras e uma cozinheira. Minha enteada na sua fase adolescente sendo um lixo humano, minha filha cada dia mais mimada, a ponto de gritar comigo por besteira. . Minha esposa percebeu minha estafa mental e resolveu me presentear no natal de 2017 com uma semana num retiro espiritual. Resumindo: não me ajudou em nada mas conheci uma pessoa que comecei a me envolver. Porém eu não sabia como me afastar da minha vida de casado e iniciar um relacionamento com uma pessoa 15 anos mais nova. Foi tudo muito rápido e no fim de 2018, após uma briga, contei o acontecido pra minha esposa e nos “separamos”. Passei um mês na casa da minha mãe e numa vida perfeita com minha, até então, namorada. Porém decidi com minha esposa que por conta da nossa filha faríamos uma separação gradual, não contaríamos do término, primeiro eu iria me ausentar de casa aos poucos, ela passaria uns dias comigo outros com a mãe e aí contaríamos. . Eis que minha namorada, que compreendo por ser mais nova e mais imatura, odiou isso e resolveu tirar satisfação com minha esposa, sem me falar, foi na casa que morávamos exigir coisas. Não gostei e me afastei um pouco, momento que minha esposa se mostrou entender os erros dela e voltamos. Não foi perfeito e fiquei muito tempo sofrendo por minha “namorada”. Passou... Não amo minha esposa, pra mim ela é uma amiga e basicamente eu estava na situação de “a mulher que gosto é imatura e infelizmente não posso estar com ela sem machucar outras pessoas que amo (minha filha) e respeito (minha esposa)”. . Tudo chato e normal como sempre, eis que um dia minha esposa foi pra um encontro com as amigas do colégio e eu fui no almoço de aniversário de um primo, foi na casa dele e só tinham familiares nossos... umas 15 pessoas no máximo e todas da família, minha mãe e meus irmãos estavam e tudo bem. A sobrinha da esposa dele (vamos chamar de chata), tem 26 anos. Nunca tive qualquer tipo de sentimento ou atração por ela, achava até meio inconveniente e mal educada as vezes mas ela era bem irrelevante. Na hora que eu estava saindo da casa dele, peguei o elevador com ela e por educação (torcendo pra ela não aceitar) perguntei se ela queria carona até algum local e ela aceitou. A gente foi parar no apartamento dela. Claramente não sou alguém que faz o tipo dela e muito menos ela o meu, essa coisa toda aconteceu pq eu tava bebado e ela dopada de droga (segundo ela, ela não consegue estar em eventos sociais sem se entupir de maconha e uma dose baixa de lsd), tanto em personalidade tanto fisicamente, ela é o tipo de pessoa que eu repudio e imagina que o inverso também é verdadeiro. O foda é que por mais que não sinta um pingo de sentimento, é a única pessoa que parece que quer estar transando comigo, não é como minha esposa que mal se mexe e meio que só faz por uma obrigação, ou minha namorada que parecia que gostava do fato de eu “me esforçar” por ela ser nova (fodase sou desse tipo de cara) e isso alimentava o ego dela... essa “chata” não, ela quer estar ali e eu sinto isso, apesar de quando me vê pessoalmente em ocasiões sociais, ela age como se eu não existisse, como se pra ela eu só fosse algo sexual e nossa antipatia fora da cama se mantivesse. Ela se quer fica sem graça com minha esposa por perto, ela se quer me olha estranho ou parece ter conexão comigo. Já fazem 6 meses isso e nunca comemos algo juntos, eu sou o cara romântico e que gosta de coisas luxuosas e de proporcionar isso pra pessoa se sentir especial, ela nunca me deu essa abertura, chego na casa dela, transamos, dormimos, acordamos e ela sempre “tem um lugar urgente pra ir” e eu vou embora antes que ela volte. Eu não sei se quero entrar nisso, eu não sei se quero sair, eu não sei se sou um canalha ou se isso é a minha maneira de aturar meu casamento de merda que não tenho coragem de terminar. Não me vejo num futuro com ela, muito menos me vejo como o parceiro dela, mas não me vejo deixando essa porra de sexo incrível que só ela proporciona. Eu me sinto um virgem todas as vezes... e ela não é um padrão de mulher fatal ou super gostosa, é só uma mina magrinha flácida, que eu desconfiava ser lésbica (usa só moletom e jeans), feministazinha, nerd, drogada e irritante. . Sinto um pouco de culpa pelo meu casamento mas acho que minha esposa nunca gostou de mim e sim da segurança financeira que dou além de ter aceito a filha dela, as duas são pessoas de opiniões fortes e complicadas... hoje vejo que durante nosso relacionamento eu só servi de substituto pro homem que ela sempre amou (o falecido pai da filha). Tanto que ela admitiu os erros dela no nosso casamento, voltamos e ela é o mesmo lixo, só não me afeto tanto. . É um textão mas eu queria ajuda, nem sei que rumo tomar nessa merda. . Entendam também que estou num contexto familiar conservador e tradicional, sou bisneto de um ex prefeito de SP, filho de um diretor de uma das faculdades da USP e de uma escritora famosa. Imaginem a pressão de se manter um casamento numa família onde até o momento só houveram 3 separações nos últimos 40 anos.
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2019.11.08 17:29 morientesbr 17 dicas para você se destacar no mercado imobiliário

17 dicas para você se destacar no mercado imobiliário
Confira:
1. Se mantenha sempre à frente de seus concorrentes
Se manter atualizado não é mais um diferencial, sabemos que hoje só sobrevive tendo bons ganhos e oportunidades aqueles profissionais que se atualizam, que estudam e estão sempre buscando formas de inovar em sua área de atuação.
Assim como os profissionais do mercado imobiliário estão mudando, os consumidores também já estão lá na frente.
Quer uma prova disso? O gráfico abaixo ilustra o comportamento do consumidor de imóveis na internet, isso tudo antes mesmo de considerar falar com a imobiliária:

https://preview.redd.it/cu0p6qxhohx31.png?width=600&format=png&auto=webp&s=1838e97c370a3517540c64b99ad259b3e8ed3f10
Fonte: Think Real Estate With Google
E você como profissional precisa estar tão preparado quanto o seu cliente, esse será o grande trunfo frente ao seu concorrente! Um excelente Corretor de imóveis entende a jornada de compra do seu cliente e vê as tendências do mercado imobiliário antes de todo mundo, vou te dar uma dado importante:
30% dos consumidores compram nos 3 primeiros meses, porém outros 30% compram depois de 18 meses, os outros 40% estão no meio do caminho – Esses dados são do VivaReal.
Ter os conhecimentos necessários sobre o comportamento do seu cliente pode e vai te lançar à frente do seu concorrente, fique atento.
Separamos um vídeo muito bacana do evento dedicado ao nosso mercado que o Google promoveu há alguns anos, porém que alguns temas continuam muito atuais. Veja abaixo uma das palestras que aconteceu no Think Real Estate With Google:
2. Defina um nicho de mercado
É mais fácil conseguir conquistar os seus clientes e destacar-se diante da concorrência se você definir, para a sua imobiliária, um nicho de mercado. Pode ser a atuação somente com imóveis de alto padrão, a venda e o aluguel de bens mais populares ou você pode fazer uma segmentação por região. O que importa é descobrir onde encontrar mais clientes para a sua empresa.
Fazer isso também ajudará os seus colaboradores a ter um conhecimento mais aprofundado, tanto dos clientes quanto do mercado em que a sua imobiliária se insere, focando no público certo. Essa especialização poderá fazer toda a diferença na personalização do atendimento ao cliente, tornando seus profissionais uma referência na área escolhida.
3. Aprofunde o conhecimento sobre seus clientes
Somente um conhecimento aprofundado sobre os desejos e as necessidades dos clientes será capaz de levar uma negociação ao sucesso. Os corretores devem saber quais são as suas expectativas para que possam oferecer os imóveis que mais se aproximam a elas.
A dica, para isso, é saber ouvir, deixando de lado a ansiedade para a venda e tornando-se mais sensível e empático diante do que o cliente está expondo. Ajude a qualificar o cliente, transformando as dúvidas e indecisões em possibilidades de compra nas condições que o atendem. Por fim, é preciso que os colaboradores da imobiliária saibam vencer as inseguranças do cliente para inspirá-lo a assinar o contrato.
4. Fique atento aos resultados sempre.
Bernardo Hees, Diretor executivo da Kraft Heinz diz que existem dois tipos de profissionais: Os que batem as metas e os que explicam o motivo pelo qual não batem as metas, esse segundo porém são sempre os melhores em argumentos e fazem PowerPoint e cálculos para explicar o motivo, porém isso é irrelevante, pois a meta não foi batida.
Não faça parte do segundo grupo de profissionais, o mercado imobiliário carece de bons profissionais, com as qualificações necessárias para vendas, negociação e conhecimento de novas tecnologias. Fique sempre atento aos seus resultados – a melhor estratégia, hoje, é focar!
O mercado imobiliário em 2019 estará super aquecido e você precisa estar realmente focado e preparado para ter os resultados que você deseja, prova disso é o otimismo do setor. Há alguns meses saiu uma matéria no Estadão, onde Elie Horn, fundador e presidente do conselho de administração da Cyrela, comenta sobre o Boom no mercado que está por vir em 2019, depois de uma fase difícil para a construção civil.
Então para 2019 tenha foco no que é importante, se qualifique para atingir resultados cada vez melhores e fique sempre muito atento a novas tecnologias que facilitarão a sua vida como Corretor de Imóveis, na dica 5 vamos falar mais sobre esse tema.
5. Seus clientes valem ouro, cuide bem deles
Quando o atendimento é excelente, o preço vira Commodity, essa frase, de Luiza Helena Trajano, Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, ilustra muito bem o que o cliente sente durante sua jornada de compra.
Seja comprando um celular seja comprando um apartamento, o sentimento de carinho e importância deve ser o mesmo. Empresas que entendem que seus clientes vem sempre em primeiro lugar, e que devem ser tratados com muito respeito e atenção estão revolucionando o mercado onde atuam.
Aqui ilustro com um outro exemplo, quando um cliente vai a uma loja Apple, ele não compra apenas um celular ou um notebook com alto valor agregado, ele sente uma experiência no momento da compra, e porque não levar a mesma sensação para quem está comprando um imóvel?
Entenda seu cliente, saiba de suas necessidades para comprar um imóvel, se tem filhos, se é casado, muitas pessoas estão investindo em um sonho, não apenas em um bem material.
Um cliente bem cuidado é um cliente que indica, se você como Corretor de imóveis quiser vender mais rápido se atente a essa dica.
6. Venda um sonho, não apenas um imóvel
Como disse na dica anterior, muitos clientes do mercado imobiliário estão comprando um sonho e não apenas uma casa. Alguns economizaram por anos, use isso a seu favor na hora da venda do imóvel!
Mostre os benefícios que o cliente poderá ter ao investir naquele imóvel, dê ideias de decoração, fale da vizinhança e o quão importante é morar naquela localidade.
Venda o sonho e a comodidade, não as características do imóvel!
7. Use a tecnologia a seu favor
Hoje em dia, não basta colocar as informações básicas sobre o imóvel para chamar a atenção dos clientes. Você pode melhorar o seu posicionamento oferecendo a eles, por exemplo, a experiência de visitar o apartamento ou a casa à venda fazendo um tour virtual pelo imóvel. Certamente, ele vai se destacar em meio a outras tantas ofertas semelhantes.
Ainda na área de tecnologia, vale a pena investir em sistemas de gestão que vão ajudar seus corretores a criarem um banco de dados mais completo, relacionando a carteira de clientes e o portfólio de imóveis de forma mais inteligente.
Utilizar a tecnologia a seu favor, pode te ajudar a entender melhor seus clientes, economizar tempo com processos que antes eram demorados e burocráticos e certamente utilizando as ferramentas corretas você consegue saber como vender mais imóveis.
Utilizar suas redes sociais também é uma boa dica para divulgar seus imóveis, claro, sempre inovando na forma de apresentá-los, ter boas fotos, vídeos do local, ter uma descrição do imóvel bem pensada e bem escrita faz toda diferença. Hoje, inclusive, o Facebook permite você incluir fotos em 360º de maneira muito simples, dessa forma você consegue criar anúncios e vender mais imóveis em menos tempo, pois consegue segmentar exatamente o seu cliente ideal.
8. Conhecimento geral é muito importante
Nunca se esqueça, o conhecimento transforma, um profissional que tem uma boa bagagem cultural e intelectual, pois diariamente você está em contato com pessoas com formações, interesses, vontades e assuntos diferentes.
Se atualizar é importante, mas filtre bem suas fontes de referência. Leia bons livros, assista filmes que requer uma reflexão maior, hoje o YouTube está recheado de profissionais falando sobre diversos temas como é o caso do Guilherme Machado.
9. Atualize sua equipe, se tiver, sobre como ser um bom corretor de imóveis
Não deixe sua equipe de corretores ficar para trás a respeito de todas as novidades e atualizações que podem ajudá-los a serem vendedores mais completos. A capacitação e a busca por conhecimentos devem ser contínuas e não dependem apenas de cursos. Ambas podem ser alcançadas por meio da participação em workshops em diversas áreas, leitura de blogs e sites do segmento, cursos online, entre outros.
Os colaboradores devem entender que, atualmente, é preciso ir além da demonstração simples das características de um imóvel, atuando como consultores do cliente na hora de fazer um investimento tão importante. Assim, devem estar no foco deles questões sobre a legislação, o desenvolvimento urbano da região onde atuam e as informações sobre o mercado e a economia macro, o marketing e a comunicação.
10. Conheça profundamente o portfólio de imóveis
Muitas vezes, os corretores acreditam que já têm todo o conhecimento necessário sobre os imóveis disponíveis pela empresa para que consigam convencer o cliente a fechar negócios. Estimule que seus profissionais conheçam profundamente o seu portfólio, indo a campo, para que possam oferecer aos interessados todas as possibilidades que vão atender aos seus desejos.
Essa atitude vai ampliar a capacidade de persuadir o cliente. Isso porque, a cada visita feita, o corretor poderá enxergar algumas situações que podem levar uma pessoa a tomar a sua decisão de comprar. Um exemplo disso é a possibilidade de mudança da planta, as características de incidência de iluminação natural, novas formas de uso dos cômodos, como a ampliação de áreas, integrando a cozinha à sala ou a sala à varanda etc.
Esse tipo de estudo pode fazer toda a diferença na apresentação do imóvel e na atuação como um consultor para o investimento. A regra é: nenhum imóvel é igual ao outro, portanto, é preciso enxergar com clareza todos os potenciais que eles podem apresentar aos futuros moradores.
11. Aposte na transparência para reforçar a credibilidade
Confiança é a palavra-chave para conquistar e fidelizar seus clientes. Por isso, sua empresa deve estimular a equipe de colaboradores a agir com transparência. É importante que haja uma relação de confiança entre os corretores e a pessoa que compra ou aluga um imóvel na sua imobiliária.
Para isso, até mesmo a linguagem corporal e o modo de se vestir dos seus colaboradores podem ter influência na credibilidade junto aos clientes. Outros fatores importantes são a integridade e a competência no uso das informações para levar às pessoas aquilo que elas estão procurando, mostrando a elas que a sua empresa atua para atender aos interesses do cliente, o que nos leva à última dica, a seguir.
12. Amplie seus investimentos em comunicação e marketing
Quanto maior a concorrência — e sabemos que esse mercado só cresce a cada ano —, maior a necessidade de se aproximar do seu consumidor em diversos canais. Essa regra vale tanto para a prospecção de clientes quanto para a captação de imóveis, aumentando as possibilidades de ampliar as suas vendas.
Escolha os portais mais acessados pelas pessoas para a busca de imóveis na internet e insira as suas melhores ofertas neles. Não se esqueça da qualidade, principalmente das informações sobre o bem e das imagens. Tudo isso ajuda a reforçar a sua presença online e a fazer com que a sua imobiliária apareça nos mecanismos de busca da internet.
O uso de redes sociais e do marketing de conteúdo também deve estar entre as suas principais estratégias de comunicação. Melhorar o desempenho da sua empresa nessas áreas fará com que ela se posicione como referência no mercado imobiliário diante do cliente, colocando-a à frente da concorrência.
13. Encante o seu cliente antes mesmo da primeira visita
Como já disse anteriormente, a jornada de compra do consumidor mudou, muitas vezes ele está fazendo as pesquisas sozinho e não precisa de um Corretor para isso.
Sendo uma realidade, onde entra o Corretor de imóveis? Entra justamente nessa parte das pesquisas, com inovação e criatividade, chamar a atenção do seu cliente se torna uma tarefa fácil.
Em a jornada de busca do seu cliente ofereça experiências diferentes da concorrência, que o deixem encantado e curioso para saber mais sobre o imóvel que está vendo.
No momento da pesquisa é que você precisa chamar a atenção e isso pode ser com você investindo em anúncios em redes sociais, trabalhando com WhatsApp, oferecendo simuladores de financiamento online e até mesmo disponibilizar um tour virtual 360º para ele acessar de qualquer lugar e conhecer todos os detalhes do seu imóvel antes mesmo de decidir entrar em contato com você.
14. Transfira o domínio do imóvel
Você já tinha ouvido falar nessa expressão? Transferir o domínio nada mais é do que uma maneira de fazer com que o cliente passe a se enxergar como dono do imóvel, antes mesmo de fechar negócio. Para isso, é preciso que os seus colaboradores saibam como fazer para encantar o seu público. Uma boa estratégia é levá-lo a ter uma experiência agradável com o imóvel.
Um bom exemplo desse tipo de estratégia são os test-drives oferecidos pelas concessionárias de veículos. Após dar uma volta com o carro e sentir-se como se fosse seu proprietário, aproveitando todos os benefícios oferecidos no automóvel (ar-condicionado, computador de bordo, conforto etc.), as chances de o cliente assinar o contrato de compra são muito maiores.
Mas como transferir esse tipo de experiência para o segmento imobiliário? Sabemos, claro, da importância da presença do corretor no momento de mostrar o imóvel para o cliente. No entanto, sair de cena por alguns momentos pode dar a ele uma sensação semelhante à do test-drive.
É nessa hora que ele vai conseguir ficar à vontade para enxergar-se morando no local, planejando a disposição dos móveis ou sonhando com as crianças brincando no quintal. Isso é ainda mais importante se ele estiver em família, pois todos poderão conversar mais livremente sobre essa experiência.
15. Seu imóvel não é caro, mostre os motivos
Se o seu imóvel está bem localizado você já tem muitas cartas na manga. Use e abuse dessas vantagens para mostrar valor na negociação e não o preço. Lembre-se que a compra de um imóvel é um sonho para muitos, então foque nisso.
Reúna todas as vantagens do imóvel como qualidade dos materiais, durabilidade e conservação das paredes, pisos, áreas externas, história do local etc.
Reúna também todas as informações possíveis da vizinhança e dos benefícios e facilidades do bairro como escolas, padarias, academias etc.
Lembra-se: mostre o valor de estar naquele local e não o preço que se paga para estar ali.
16. Tenha um processo de vendas de bem estruturado
Abordagem
Essa é a principal etapa, pois aqui ocorre o primeiro contato com seu cliente então não se esqueça de encantar o cliente o conduzi-lo à uma reunião com você para que possa entender melhor suas necessidades e fidelizá-lo desde esse momento.
Importante manter todos os contatos do cliente organizados onde você terá fácil acesso quando precisar dessas informações.
Entrevista
Após abordar seu cliente chegou a hora da entrevista, caso o cliente queira conversar com você pessoalmente é uma ótima oportunidade, mas isso não impede que você realize essa etapa por telefone mesmo.
Nessa etapa é importante você entender tudo sobre as necessidades do cliente, onde ele gostaria de morar, quais as necessidades de espaço, se tem filhos, se é casado ou casada, o que não abre mão em uma imóvel e demais informações que o ajude a selecionar o melhor imóvel.
Demonstração
Com todas as informações documentadas é hora de apresentar as opções para o seu cliente. Nessa etapa, agilidade faz toda a diferença, o mais comum é você selecionar o tipo de imóvel que mais se adequa com o perfil do seu cliente e agendar visitas presenciais aos imóveis, porém isso pode levar várias semanas e custar muito dinheiro para você pois vai depender da sua agenda e também do seu cliente.
Por isso algumas imobiliárias estão modernizando essa etapa e trabalhando com passeios virtuais em 360º, assim o cliente pode receber no mesmo dia diversos links com os imóveis selecionados e acessar de qualquer lugar, seu cliente ganha agilidade e comodidade, pois não precisará ficar se deslocando ou alocando compromissos para visitar as opções dos imóveis disponíveis.
Com os links o seu cliente pode selecionar apenas os imóveis do qual ele mais gostou apenas para conhecer os detalhes, isso irá economizar muito o seu tempo e também dinheiro, uma vez que o número de visitas presenciais será reduzido e mais assertivo.
Objeções
Um Corretor de imóveis capacitado sabe que as objeções existem e saber como contornar é um trunfo. Por isso se prepare para todas as objeções do seu cliente, faça um check list das objeções mais comuns que você, durante sua carreira, já deve ter ouvido e treine respostas consistente. Isso ajuda na sua reputação e seu cliente ficará mais seguro.
Fechamento da venda
Eis que chega o melhor momento, a venda! Nesse momento é importante o cliente já estar fidelizado e muito seguro em sua escolha. Nunca deixe de ressaltar os benefícios do imóvel e que ele será muito feliz nele, pois está fazendo uma ótima escolha.
Nessa fase é importante que você tenha toda a documentação do imóvel em dia, que todas as informações estejam corretas e tudo esteja preparado para a assinatura do contrato, ninguém gosta de surpresas no último minuto não é mesmo?
17. Valorize seu trabalho
Todo cliente além de ser bem atendido, gosta de conversar com profissionais que sabem o que estão vendendo, bem apresentados, bons de conversa e negociação.
Para você vender mais imóveis uma dica bem legal para finalizar é você valorizar o seu trabalho! Você sabe o seu potencial? Mostre para seu cliente.
Se não puder dar desconto, mostre os motivos pelo qual não consegue, valorize o seu tempo, seu dinheiro, invista em acessórios e em formações complementares que deixarão seu cliente mais seguro e você com uma reputação de qualidade.
Uma das habilidades técnicas que podem te diferenciar e valorizar o seu trabalho como um todo é a sua capacidade de comunicação.
Habilidade técnica e interpessoal juntas com o domínio verbal, tom de voz e linguagem corporal, causam uma excelente impressão sua e também do seu trabalho.
Segundo a Universidade da Califórnia (UCLA) a importância de cada uma dessas habilidades se dividem em:
7% Habilidade verbal
38% Tom de voz
55% Linguagem corporal
Seguir essas dicas, ajudará você a entender melhor como ser um bom corretor de imóveis. Hoje em dia, a atividade vai muito além da demonstração dos produtos. É preciso ser um verdadeiro consultor do mercado para convencer os clientes de que a sua imobiliária tem a oferecer exatamente o que eles procuram. A aposta na tecnologia e no marketing tem sido fundamental para ajudar na melhor atuação dos profissionais dessa área.
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2019.08.02 20:17 MacarioMedna Tengo 2 hijas en LLDM y no sé qué hacer...

Fui "nacido en la iglesia (LLDM)" a pesar de haber sido concebido "en pecado", presentado a los 40 días, muy activo durante mi niñez y juventud al servicio de la iglesia y los encargados. Era el joven ideal para la siguiente generación de obreros, pero las ocasiones en las que apliqué no fui considerado... pero esa es otra historia.
Por diversas razones, tuve que moverme de una de las principales iglesias en CDMX a otras iglesias más pequeñas dentro d ela misma ciudad; en la última de estas conocí a una muchacha. Estuvimos los famosos 3 meses a prueba (en contra de todos, pero así lo hicimos) y al final terminamos casados, "sin honra" pero al final casados.
Todo era miel sobre hojuelas, participabamos en el coro, en oraciones, servicios, etc... hasta que diversas cosas, entre ellas el ver como se manejaban al interior las finanzas de la iglesia, me hicieron cambiar de pensamientos, y entonces comencé con mi "apostasía"... dejé de asistir a la iglesia, mi ex-mujer tampoco lo hacía ya y al final los dos dejamos de ir.
Terminamos divorciados después de más de 5 años de casados, tuvimos 2 hijas, quienes ahora son mi gran preocupación al seguir ahí. Yo corté totalmente mi relación con la iglesia y prosperé muchísimo, ella decidió regresar y juntarse con alguien más de ahí.
La mayor de mis hijas ya entiende más las cosas, pero obviamente vive bajo el engaño y la manipulación de LLDM y sus células (Joaquines, Encargados, Consejo de Obispos, etc.).
Mi mayor probema es que ¡No sé qué hacer!, nunca me he involucrado en el tema de la religión de mis hijas, si tienen que ir a estudio de niños o coro las dejo ir, pero con lo de NGJ es hora de que vayan abriendo sus ojos y tratar de que poco a poco se den cuenta de que en donde están no es la verdad.
¿Cómo me aconsejan manejar esta situación? Agradeceré mucho sus comentarios.
PS: A los que siguen ahí, les puedo garantizar que hay una vida fuera de la iglesia, que está bien creer o no en algo, pero lo mejor es estar bien con uno mismo, para tener una vida plena sin que NADIE te manipule sobre cómo tienes que vivir tu vida.
Un saludo!
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2018.04.20 20:34 CarroR24311 Como eu uso o Tinder pra despertar a “GP” interior em algumas mulheres

PRIMEIRO PASSO - O PERFIL
Bem, meu objetivo no Tinder sempre foi obter encontros com finalidade estritamente sexual, mas ao mesmo tempo precisava manter minha identidade preservada. Não estava buscando uma namorada, amante, crush, ou nada do tipo. "Ah, CarroR24311, mas não seria mais fácil então sair com uma GP?" Sim, seria...mas minhas motivações nem sempre são muito simples de serem definidas ou explicadas; encontro prazer no inusitado, no inesperado, na surpresa. Gosto de jogos, e me pareceu um jogo interessante essa "pescaria"...jogar a isca e ver quem nesse universo tão variado de meninas que aparecem todos os dias na descoberta do Tinder cairia na minha rede. Sabia desde o primeiro momento que seria uma loteria...sair com meninas das quais eu não sabia nada, das quais não tinha nenhuma informação senão meia dúzia de fotos e uma descrição que geralmente se resumia a signo, altura, gosta da série tal, dispensa quem quer apenas sexo (essa parte geralmente era a mais engraçada, por motivos óbvios).
Assim, o primeiro passo foi criar um facebook apenas com a finalidade de usar o Tinder, já que é obrigatório vincular uma conta do face ao Tinder. Feito isso, é hora de criar o perfil...por via de regras, no Tinder as pessoas avaliam as outras com base nas fotos e uma breve descrição. No meu caso a minha foto não mostrava a minha pessoa, mas sim uma sugestão sobre o meu objetivo ali. E minha descrição era bem objetiva, do tipo "Sou casado, busco relacionamento sexual e como retribuição ofereço um valor de até $$$ por cada encontro. Não busco romance ou namoro, ofereço e exijo o máximo de discrição".
SEGUNDO PASSO - A PESCARIA
Nesse momento se define o que se deseja, podendo limitar sua escolha por localização e faixa etária. No meu caso, no começo eu defini que gostaria de visualizar apenas meninas de 18-22 anos e localização de até 160 km do meu local. Nesse primeiro momento eu geralmente dava likes indiscriminadamente, queria mais ter um feeling se meu perfil iria fisgar a atenção de alguém. Logo no primeiro dia consegui 8 matchs, e então passei a ser mais seletivo, reduzindo o "range" de distância e concentrando meus likes apenas nas meninas que de fato me chamavam a atenção.
TERCEIRO PASSO - DEI MATCH, O QUE FAÇO AGORA
Bem, eu uso a seguinte regra: se dei like por último, eu começo a conversa, se a menina deu like por último, espero ela começar. No meu caso, tudo sempre começa com o famoso "Bom dia, tudo bem com você?", e em seguida eu pergunto se ela leu meu perfil por completo, se existe alguma dúvida com relação à minha proposta. Acho isso importante pois reforça a objetividade da oferta e não dá muita margem para a menina ficar de papo furado depois. Na maioria dos casos as meninas afirmam terem lido e estarem de acordo. Mas também na maioria dos casos elas vão querer saber um pouco sobre você, sua motivação, e principalmente, vão querer uma foto sua. Posso afirmar que 99% vão pedir para ver uma foto antes de seguir em frente, e existem mil maneiras que você pode enviar uma foto: colocando no próprio perfil do Tinder e depois tirando (não gosto de fazer isso, pois alguém conhecido pode justamente estar olhando seu perfil naquele exato momento), upando em um tumblr da vida e passando o link, ou então passando a conversa do Tinder para o popular WhatsApp. Eu geralmente uso essa última.
Bem, daí pra frente vai de cada um. Você vai ter que conversar com a menina e combinar o seu encontro. Eu geralmente pergunto à menina se ela prefere encontrar antes para tomar um café, conversar um pouco, quebrar o gelo, afinal de contas são garotas que na maioria das vezes nunca fizeram sexo em troca de dinheiro e ficam preocupadas de você ser um maníaco ao algo do tipo. Para uns 20% isso foi muito importante, e eu não teria sucesso com elas se não tivesse colocado essa possibilidade. As demais foram de boa para abate sem floreios. Também é bom salientar que na maioria dos casos de encontros pelo Tinder não é a menina que vem ao seu encontro. Você vai ter que ir atrás...e isso pode ser um empecilho para alguns.
Outra coisa, eu não pedi nudes para nenhuma menina. Como já disse lá no início, encarei essa experiência como uma loteria, e solicitar fotos sem roupas poderia colocar em risco meu objetivo. Tem muita gente no Tinder que fica só pedindo foto, e as meninas por razões óbvias vão ter muito receio de encaminha-las para um estranho. Em razão disso, tive alguns desapontamentos, mas no fim, como Edith Piaf posso afirmar que "Je ne regrette rien"
Com relação à duração dos encontros, isso também era algo totalmente em aberto. Eu particularmente preferia não definir nada, deixar rolar...assim, para algumas meninas eu paguei para ficar uma noite inteira o mesmo que valor que gastei para passar 20 minutos com outras.
Enfim, o resultado dessa experiência foram encontros com 19 meninas, das mais diversas origens e classes sociais. Vou descrever um resumo de cada um, para que tenham uma ideia do que poderão encontrar...
Menina 1 - Mesquita - 20 anos - Funcionária Pública
Bem, essa foi fisgada ainda na primeira leva de likes. Mulata, não muito bonita de rosto, mas tinha um corpão de passista de escola de samba. Combinamos na praça, e na hora marcada ela estava lá. Eu estava nervoso por ser meu primeiro encontro, e ela nitidamente também estava. Quando ela entra no carro bateu uma bad, pois as fotos haviam pegado apenas seus melhores ângulos, que eu pessoalmente não conseguia enxergar. Enfim, mas eu já estava ali, então ia tentar fazer daquele limão uma limonada. Já no carro ela começa a me elogiar, dizendo que me achou bonito e que não entendia o porque de eu estar pagando para sair com garotas, e no caso, estar saindo com ela. Eu pensei a mesma coisa, mas não disse. Como eu havia combinado antes com ela de sairmos para comer algumas coisa, fomos para o shopping almoçar e conversar um pouco, antes de ir para o hotel. Bem, pelo menos sem roupa ela compensava a cara. Menina bem gostosa, seios médios, bundão. pedia para chamar ela de puta e por fim, me ofereceu atrás que eu claro, não recusei. mas logo em seguida bateu a bad de novo, e disse a ela que tinha um compromisso e ia precisar ir embora. Devemos ter ficado em torno de 1 hora no hotel...na hora de pagar ela ficou muito constrangida, a princípio não quis receber. Mas depois de minha insistência, ela acabou aceitando.
No caminho para deixá-la de volta em casa ela contou que imaginava que iríamos ficar mais tempo, mas que como saiu cedo iria conseguir ir à reunião do grupo de jovens na igreja 54** . Achei essa parte engraçada, mas segurei para não rir. Dois minutos depois de deixá-la no local onde a peguei, descombinei no Tinder e fui seguindo meu caminho pra casa, quando ela me manda uma mensagem pelo WhatsApp perguntando o porque de eu ter descombinado. Enfim, como justamente estava nessa para não ter que dar satisfação a ninguém, não respondi e tratei de bloqueá-la no WhatsApp também. Ela foi a primeira de 36 contatos que estão bloquedos hoje no meu telefone, que vão de garotas que eu já saí e não quis repetir até meninas com quem eu comecei a conversar mas decidi por não encontrar.
Menina 2 - Volta Redonda - 21 anos - Estagiária em Escritório de Advocacia
Sim senhores, nesse afã por ppk eu fui parar em Volta Redonda. Como no começo meu "range" estava de até 160 km, acabei dando match com essa menina de lá, e ela me chamou tanta atenção que decidi que valeria a viagem. Pelas fotos do tinder e instagram ela parecia com a Mulan, personagem de um desenho da Disney. Na conversa pelo WhatsApp se mostrou instruída, tranquila, o que me animou ainda mais em encontra-la. Com ela não teve papo antes...nos encontramos e fomos direto para o hotel. Era a segunda vez que encontrava alguém em troca de grana e estava juntando para por silicone. Dei duas com ela, e poderia ter dado mais se quisesse, mas eu tinha que voltar ao Rio para trabalhar. Enfim, apesar de ter sido legal, não tinha intenção de repetir, então foi para o saco dos blocks também.
Menina 3 - Santa Cruz - 18 anos - Blogueira e Hostess
Fiquei impressionado com as fotos dela. Pelo WhatsApp a menina me pediu um monte de fotos, perguntou um monte de coisas, já estava ficando puto, mas como queria muito conhecê-la fui relevando. Até que ela passou um pouco dos limites, perguntando coisas da minha vida pessoal, daí eu dei-lhe um fora, e já imaginava que ela ia me xingar e cair fora, mas o oposto aconteceu. Ela pediu desculpas e ficou mansinha, me mandou até nudes sem eu pedir. hahahaha
Enfim, fui encontrá-la em Santa Cruz, e a menina queria manter as luzes apagadas no quarto. Muito gostosa, mas tinha um comportamento meio estranho. Parecia sofrer de distúrbio de dupla personalidade. Enfim, essa eu não bloqueei, pois achei que valeria a pena encontra-la novamente, mas três dias depois ela vem com uma história que estava precisando de grana para por implante no cabelo, se eu não podia adiantar, e tal...bem, percebi que essa mulher ia ficar no meu pé, então mais uma foi morar no saco dos blocks.
Menina 4 - Tijuca - 18 anos - Universitária
Quando dei match com ela eu nem acreditei. A menina era muito gata, mas muito mesmo...um corpo perfeito, conforme pude ver pelas suas fotos de biquíni. O relacionamento com ela extrapolou um pouco os limites que eu havia determinado para mim mesmo. Fui dormir na república onde ela morava, falava com ela todos os dias, já não pagava mais, mas a coisa já estava saindo do controle, então preferi me afastar. Dessa eu tenho saudades..
Menina 5 e 6 - Tijuca - 18 e 21 anos - Universitárias
Dei match com a de 21 anos, que durante as conversar informou que uma amiga também estava interessada. Me mandou fotos da amiga, que de fato parecia ser muito gata. Perguntei se ela e a amiga se pegavam, ela disse que não. Eu então questionei o sentido de eu sair com as duas. Elas disse que estava precisando muito de dinheiro, e que poderia fazer "2 pelo preço de 1,5". Bem, como eu estava muito afim de comer a amiga dela, topei. Nesse eu me dei mal...a amiga de fato era gata, mineira, 18 aninhos, branquinha, peitões. Uma delícia. Agora a menina que eu dei match era simplesmente diferente das fotos!!! Uma gordinha baixinha que eu não pegava nem de graça...mas é aquilo, "tá no inferno, abraça o capeta".
No hotel, as duas não podiam ficar no mesmo ambiente pois a mineira (que apesar de linda parecia um bicho do mato), tinha vergonha de dar na frente da amiga. Assim, a comi no banheiro enquanto a gordinha ficava no quarto olhando o que tinha na geladeira. Estava bom com a mineira, até que ela dá um troço e fala "agora vai com ela"...hahaha. Quase me desesperei, argumentei que estava bom ali, que não queria parar naquele momento, mas ela disse que estava ficando com a buceta ardendo por causa da camisinha. Enfim, muito puto fui comer a gordinha, que pelo menos tinha uma buceta quentinha e apertada...botei o travesseiro na cabeça dela e percebi que daquela forma, com ela de 4, até que não estava de todo ruim. Enfim, gozei e quando eu viro por lado a mineira já estava vindo arrumada do banheiro. isso não tinha passado nem 40 minutos de quando havíamos chegado. Pra não me estressar, levei as duas embora com a intenção de nunca mais ver a cara das delas. Até que um dia recebo uma mensagem no whatsapp de um número desconhecido, e para a minha surpresa era a mineira, que estava querendo sair de novo comigo (ou seja, estava precisando de grana). Falei que ela estava doida, que tinha me decepcionado da última vez e não estava afim de me aborrecer novamente. Daí ela falou que ia se esforçar para me agradar desta vez, pediu desculpas, quase implorou. Como ela era gostosa, e estava aparentemente arrependida, lá fui eu encontrá-la. Até que de fato foi melhor, mas ela estava afim de um patrono, e eu não queria ter compromisso de ter de ficar saindo sempre que ela precisasse de grana, então botei ela no saco junto com as outras.
Menina 7 - Baixada - 20 anos
Essa prefiro não relatar, sorry.
Menina 8 - Nova Iguaçu - 18 anos
Essa eu conheci por intermédio da menina 8, então boto na conta do tinder também. Branquinha, linda, uma princesa...essa eu faço questão de encontrar até hoje.
Menina 9 - Duque de Caxias - 18 anos - Lojista
As fotos dela eram sensacionais. Os seios foram os que mais me chamaram a atenção, mas o rosto era lindíssimo. Por isso até fiquei meio cabreiro. Mas ao vê-la pessoalmente fiquei impressionado em como ela era ainda mais bonita. Segundo ela, eu era apenas o segundo cara com quem ela fazia sexo na vida. O primeiro havia sido um namorado com quem ela havia terminado apenas dois meses antes. A menina era muito, mas muito gostosa, e além de tudo ainda deixou eu fazer várias coisas loucas. Detalhe, ela disse ter uma irmã gêmea, o que foi suficiente para aflorar em minha mente os mais perversos pensamentos. Infelizmente não encontrei mais com ela, embora tenhamos nos falado algumas vezes depois. Fico na esperança, pois dessa também tenho muitas saudades
Menina 10 - Magé - 20 anos - Universitária
Loira, 1,75 m de altura, mulherão. Mas com carinha de menina...essa foi engraçada, pois demoramos a nos encontrar. Ela só podia em um dia específico da semana, num espaço de duas horas. Como fui descobrir depois, ela estudava com o namorado, e a única matéria que eles não faziam juntos caia nesse horário. Então eu a pegava na porta da faculdade, saía correndo pro hotel, e antes da aula terminar eu tinha que deixá-la de volta, pois ela ia para casa com o corno. Nos encontramos 3 vezes, e só paguei a primeira...nas outras ela me chamou, pois como o namorado dela não comparecia (eram crentes), ela sentia falta de sexo e acabava pedindo minha "ajuda". Saí fora pois fiquei com receio de dar merda, mas valeu a pena a aventura.
Menina 11 - Duque de Caxias - 22 anos - Comerciante
Me chamou atenção pois parecia ser linda de rosto pelas fotos. E de fato era muito mas muito bonita. Mas tinha um corpo meio estranho. Já era mãe, e a gravidez acabou judiando da menina. Mas tinha os maiores seios que já vi na vida, ainda que um tanto que moles. Gente boa, não tive coragem de dar block de primeira, mas também não queria mais sair com ela. Só que ela ficava me mandando mensagem direto, daí não teve jeito e mandei pro saco também.
Menina 12 - Duque de Caxias - 21 anos - Universitária
Essa foi engraçado. Menina de Goiânia, nos falávamos pelo WhatsApp e seu sotaque dava o maior tesão, aquele "amorrr" fazia o pau subir na hora. Mas a menina era muito carente, e já no chat ficava falando que não ia querer receber pois tinha medo de isso afetar nosso futuro 08** 08** 08** . Bem, no dia do encontro saímos antes para tomar conversar, tomamos um chá, e a menina estava cheia de amor. Já no hotel se mostrou uma devassa na cama, muito gostosa, mas ela estava afim de romance, então tive de sair fora.
Menina 13 - Barra da Tijuca - 18 anos - Só fuma maconha 70**
Essa menina eu já encontrei algumas vezes. Tem um perfil social que difere da maioria das outras pois é de família abastada. Mora em uma mansão em condomínio fechado da Barra, tem tudo o que quer, e sinceramente eu não sei por que está nessa. Acho que ela curte o lance da aventura, sei lá...nunca entendi. Mas enfim, é gostosa demais, muito safada, então eu vou aproveitando.
Menina 14 - Campo Grande - 18 anos - Trabalha mas não sei aonde
Essa menina foi meio estranha, bonita, vivia me mandando nudes perguntando quando eu iria encontrá-la, até que um dia resolvi ir na longínqua Big Field. De fato muito gostosa, mas muito estranha também. Eu a elogiei assim que nos encontramos, tipo "você é muito bonita", e ela "eu sei!" 17** . Já fiquei meio bolado...calada, não falava absolutamente nada até chegarmos ao hotel. Bem gostosa, mas não me senti a vontade em nenhum momento com ela. Até que uma hora ela começa a ter dificuldades para respirar, e eu fiquei super bolado pensando que a menina ia morrer...ela disse que isso era normal, que ela precisava tomar um remédio para melhorar. Daí falei para irmos embora, mas ela não queria ir. Eu ficando desesperado, mas ela aparentou melhorar. Fumava igual um saci....fui puxar assunto, comentando que ela era muito quieta, até estranha. Que eu estava com medo dela...hahaha. Ela começou então a contar a história dela, que tinha vivido em orfanato até os 13 anos, um monte de história triste, daí fiquei na bad e insisti que tinha que ir embora. Finalmente ela aceitou. Nesse dia tive duas alegrias, uma quando a encontrei, e vi que era bonita, e outra quando consegui me ver livre dessa doida. Óbvio que foi para o saco.
Menina 15 - Jacaré - 18 anos - Terminando 2º grau
Menina bonita, mas meio feminista. Não depilava a perna nem as axilas. Estava menstruada quando nos encontramos (só descobri na hora), não chupava (nas palavras dela "não faço aquele job"), enfim, desastre total. E o pior é que ela ficou me ligando depois querendo me encontrar de novo...
Tiveram mais 4, inclusive uma que mora no Leblon, que eu até agora não acreditei que deu match. Conheci-a dois dias atrás e estou praticamente apaixonado. A mulher é tão linda, mas tão linda que só o fato de eu ter saído com ela valeu por todos os infortúnios que passei. Mas agora estou com preguiça de descrever, e esse texto está ficando muito longo. hahahaha
Enfim, fora essas, ainda tem 19 matchs para desenrolar, e isso tudo em pouco mais de 1 mês. As experiências foram das mais diversas, e dá para comer uma menina por dia nesse tinder se você tiver disposição, grana e tempo.
Espero que tenha sido útil para quem ainda tem dúvidas sobre a utilização desse app. Eu já estou perdendo o fôlego, tem umas meninas que ainda quero conhecer pois me chamaram muito a atenção, mas depois disso vou dar uma parada. Administrar a logística para todos esses encontros não foi fácil. Mas valeu a pena!
TL;DR: ofereço grana pra mulheres “normais” no Tinder em troca de sexo e elas aceitam. Seguem também relatos de alguns encontros.
submitted by CarroR24311 to brasil [link] [comments]


2018.02.10 01:58 corgan34 Ya 40...pero años y todavía sigo.

Tengo ya 40 años recién cumplidos y sigo.
Veo que la mayoría de ustedes son todavía muy Jóvenes, como yo algún día lo fuí. Joven y Chaquetero, aunque lo único que cambio fue mi edad porque mi “vicio” ese si que no cambio, solo siguió.
Y pensaba que cuando fuera una persona casada ya con hijos se me quitaría ese mal hábito, y sorpresa, sigue en mi vida de casado y con los daños colaterales que no imaginaba.
Para empezar, problemas con la pareja...ya que por estar viendo los cuerpos perfectos del porno, es difícil ver un cuerpo “más normal” y entonces piensas en tonterías como: Y si hacemos un trio?, y si la viera con otra vieja para que me pueda existar? Porque llego un momento en que mi exitacion y mi ereccion nada mas no me ayudaban.
Y por el lado de mis hijas no es menos difícil. Ves la vida pasar con ellas, ves que van creciendo y sabes que no eres el padre que merecen. Casi no tengo energía para jugar con ellas, simplemente ni humor tengo para estar con ellas.
Ves como la más grande se da cuenta que su padre se encierra en el baño para ver pornografia,ya que nota que cada que me voy al baño me tardo más de lo normal. Y porque estoy seguro que piensa eso? Porque una vez por una estupidez le preste mi celular y no había cerrado una página de porno. La vio, estábamos comiendo con mi esposa y mis papas en un restaurante y de repente se me quedo viendo a los ojos como nunca lo había hecho y me dijo... ay papá. Nadie se dio cuenta esa noche. Hasta que cuando llegue a casa la notaba enojada,le pregunté que tienes hija? Y con los ojos llorosos me dijo... nada tú sabes lo que tengo.
Después de eso agarre mi celular y vi que estaba esa página abierta.
Me quería morir.
En fin... les cuento esto porque vi un video de un joven que está haciendo un video de NoFap. Por día. Y comenzó con un ritual de salir de casa para ir a un parque y tomarse una malteada como rito de iniciación de compromiso hacia el mismo.
Lo mismo en estos momentos lo estoy haciendo yo. Mi reto ahorita de momento serían los 21 días. Y lo quiero porque los pocos días que he logrado no hacerlo simplemente puedo decir que es genial.
Más erecciones Mejor sexo. Veo a mi esposa mucho más guapa (no es broma) Siento que mis hijas me quieren más. No veo a las mujeres con morbo, solo apreció su belleza Siento que estoy más conectado con la gente y conmigo mismo.
Imagínate si eso hace en mi solo con 2 o 3 días? Que no podremos hacer en 21 días o más.
Y te digo esto a ti que eres joven para que no se te pase la vida a si como se me paso a mi. Porque de repente te das cuenta que ya tienes 40 años y te la pasaste diciendo.. comienzo mañana.
Saludos a todos.
submitted by corgan34 to NoFapES [link] [comments]


2018.02.07 19:14 Mazayaz 3 visitam o Céu

Três homens morreram e foram pro Céu. São recebidos pelo Anjo Gabriel que explica pra eles que o Céu é imenso e eles precisarão de carros para andar por lá. O carro que eles irão ganhar é baseado na relação que tiveram com suas mulheres durante o casamento.
O primeiro homem foi casado por 30 anos e traiu sua mulher 25 vezes, ganhou um Fiat Uno antigo.
O segundo foi casado por 40 anos e traiu sua mulher 6 vezes, ganhou um Ford 2005.
O terceiro foi casado por 45 anos e nunca traiu sua mulher, ganhou um Camaro do ano.
Então os 3 saíram pelas estradas do Céu, o terceiro resolveu acelerar seu Camaro e os outros dois o perderam de vista, algumas horas depois encontraram ele na beira da estrada chorando e perguntaram o que havia acontecido, como alguém poderia estar triste com um Camaro?
"Acabei de ver minha esposa passando só com um patinete"
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2017.11.13 21:35 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 2

Não esperava que a Parte 2 ia rolar tão cedo, mas tem atualizações aí. Para quem quiser, dessa vez tem um TL/DR no fim.
A parte 1 é essa aqui: https://www.reddit.com/brasil/comments/7c6tsx/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
PS.: escrevi isso aqui correndo assim que cheguei em casa, então provavelmente pode estar confuso ou com uns errinhos. Nem de perto foi tão trabalhado quanto o conto que eu fiz da primeira parte. Me desculpem de antemão.
Tive uns dos finais de semana mais atípicos dos últimos anos. Acho que nunca viajei tanto em memórias e dúvidas. Será que realmente rolava alguma coisa? Aliás, será que foi ela mesmo que eu vi na rua? Ela aprecia tão mais velha que talvez sequer fosse a mesma pessoa. E cá estava eu viajando porque uma pessoa aleatória me morou na rua e eu a confundi com alguém que não vejo há doze anos.
Ainda assim, embarquei na onda da nostalgia. Escutei os CDs do Linkin Park, System of a Down, Evanescence e Radiohead que a gente ouvia na época, baixei alguns jogos que eu jogava na época (Xenosaga, Burnout e alguns outros) e coloquei no PS2 que eu achei por um preço ridículo numa feira de rua. Assisti Anjos da Noite e Oldboy, dois que eu lembro de ver naqueles tempos. Domingo eu estiquei a ida à feira e fui até o curso de inglês que frequentávamos juntos, refiz o caminho de lá até casa onde os pais dela moravam. Antes que perguntem, não, eles não moram mais lá. Sei disso porque a casa apareceu à venda há muito tempo.
Foi um fim de semana agridoce. A esposa me achou meio para baixo, eu revirei horas no travesseiro antes de conseguir dormir. Segunda de manhã, indo para o trabalho, eu já estava mais sossegado. Cheguei à conclusão que havia uma enorme possibilidade daquilo tudo ser um baita mal entendido, que aquela mulher sequer era ela. E que eu provavelmente jamais a encontraria na minha vida. E me preocupar com algo tão inatingível era sem propósito algum. O fato de eu ter tentado encontrá-la no Facebook por horas sem sucesso só reforçava isso.
Eu conhecia apenas um dos seus sobrenomes, mas ela não aparecia de forma alguma. Tentei com sobrenome aleatórios algumas boas 20 vezes, devo ter aberto mais de 200 perfis. Nada. Nem sinal.
Mas eu queria falar com alguém sobre aquela história, então decidi me abrir com um amigo do trabalho que é bem gente fina e em quem confio. Passei o almoço contando a história e depois ficamos uns 40 minutos discutindo o assunto. A conclusão dele foi a mesma da galera daqui: "Caralho, como você não falou com ela? Dava um oi, chamava pra conversar".
Falei para ele também que estava começando a duvidar de mim mesmo. Ela estava com uma aparência tão mais velha e nós temos a mesma idade, eu dizia. "Cara, classe média baixa, dois filhos com 20 e poucos anos, voce nem sabe se ela é casada ainda ou não. Às vezes virou mãe solteira e está numa luta fodida".
Quando voltamos para o trabalho, fiz mais uma rodada de pesquisa no Facebook. Talvez fosse uma memória embasada do passado, talvez fosse só uma coincidência, mas eu cismei com o sobrenome Ferreira. Não era o sobrenome que eu sabia com certeza, só um chute que ficava martelando a minha cabeça. Parte de mim dizia que era confusão. Eu tinha uma amiga com o mesmo nome dela é Ferreira no sobrenome, provavelmente estava só confundido as coisas.
Nesse processo, aprendi que o Facebook te dá resultado diferentes para a mesma pesquisa quando você a faz de tempos em tempos. E logo depois desse desabafo, como se falar em voz alta fizesse ela se materializar, ela apareceu. O mesmo rosto de 12 anos atrás, o mesmo sorriso, os mesmos olhos. Minha mão tremeu no computador, levantei para pegar um café é uma água. Respirei fundo, e voltei para ver o resultado.
No começo, senti um misto de alívio e decepção. Ela parecia exatamente como 12 anos atrás, então não era possível que aquela mulher que encontrei na semana passada fosse ela. Abri o perfil e comecei a ver as fotos, os filhos, a pouca vida dela que aquela janela mostrava. Quando abri uma foto mais recente da linha do tempo, a verdade voltou com um soco no estômago: eu realmente a encontrara. A foto de perfil era antiga, mas as mais recentes não deixavam espaço para dúvidas. Eu tinha esbarrado com ela.
Chamei meu colega de trabalho para tomar um café e mostrei as fotos no celular. "Se você não me dissesse que ela tem a mesma idade que a gente, eu nunca ia acreditar em você. Ela parece uns dez anos mais velha, mas era a menina bonita antigamente". E fez a pergunta que eu já estava fazendo mentalmente. "Porra, uma porrada de foto com a família e os filhos, mas e o pai?".
A resposta eu encontrei na lista de amigos dela. Percebi que tinha amigos em comum com outra pessoa da família que tinha o mesmo sobrenome, um amigo farmacêutico que começara a trabalhar em uma farmácia perto do ligar onde trabalho. Era perfeito. Liguei para ele dizendo que queria trocar uma ideia, mas ele tinha acabado de ser transferido para outra unidade da rede para cobrir uma unidade. Com um fogo no cu absurdo, larguei o foda-se no trabalho, peguei um Uber e fui para lá.
No caminho, eu já não sabia bem o que estava fazendo. Eu ficava vendo e revendo aquelas fotos no celular no caminho, lembrando mais e mais dela. É engraçado lembrar de uma pessoa com quem você teve um relacionamento tão profundo e tão curto há tanto tempo. Às vezes eu não sabia bem se eu estava lembrando de alguma coisa ou se eu estava fantasiando, se estava extrapolando algumas memórias.
Fuçando o Facebook dela - curtidas, comentários, gostos, fotos - eu via que ela era exatamente o que eu imaginava. Uma pessoa extremamente simples, de família de classe média baixa, com um estilo de vida simples, bem família e discreta. Os filhos pareciam ser o primeiro lugar em tudo.
Encontrei meu amigo por volta das 16h e subi para a sobreloja da farmácia. Ele vivia falando que o trabalho dele era um marasmo absurdo e tudo que ele fazia quase o dia inteiro era ficar no segundo andar jogando 3DS e como ele estava prestes a comprar um Switch só por conta disso. "Queria ter esses problemas no meu trabalho", brinquei.
Esse meu amigo não é super próximo, mas nos conhecemos há uns 15 anos e crescemos na mesma vizinhança. Apesar de não ser o tipo de pessoa para quem eu desabafo, é alguém em quem eu confio demais. Contei para ele a história toda. "Porra, mas achei que você e XXXX fossem felizes. Vocês têm uma vida tão tranquila". A gente é, eu expliquei. Na verdade eu sou feliz para caralho com a minha vida conjugal, "mas essa ogiva nuclear me fodeu completamente. Pelo menos nesse fim de semana".
É aqui que a história dá uma guinada um pouco para pior. Meu amigo farmacêutico é o tipo de cara que está a cada semana com uma mulher diferente. Os namoros nunca duravam muito. Ele é pintoso e gente fina, então é o tipo de cara para quem chove mulher. E uma dessas mulheres era prima dela, uma mulher com quem ele saiu até por bastante tempo (quase seis meses) dentro dos parâmetros dele.
Ele não lembrava os detalhes, mas ela ficou "falada" na família por conta da crise no casamento. Casou nova, passou para um concurso público que pagava bem mal, mas pelo menos era um emprego garantido, e teve um filho logo no primeiro ano do casamento. No começo, parecia conto de fadas: os dois colegas de escola casam, passam em concursos públicos diferentes (naquele boom de concursos que rolou entre 2005~2010) e têm dois filhos bem rápido. Aos 22 anos, eles já tinham a vida "feita" para alguns padrões.
Mas isso não durou muito. Meu amigo farmacêutico não sabia dos detalhes, obviamente, mas o cara se arrependeu de ter casado tão cedo. Ela largou a faculdade para se dedicar aos filhos. Ainda assim, faltava tempo para cuidar dos dois. Ela largou o emprego público também para se dedicar às crianças e virou dona de casa em tempo integral.
"Ela passou em um concurso público de primeira, eles achavam que ia ser fácil entrar em órgão público mais tarde, quando as crianças estivessem maiores". Burrice do caralho, pensei. A procura por concurso público cresceu vertiginosamente e as vagas minguaram. Agora até os concursos mais bundas tinham altíssima concorrência.
Aparentemente, boa parte da família foi contra. A gente está falando de uma família de classe média baixa de um subúrbio bem quebrado. Para eles, aquela vaga no emprego público era a garantia de que ela teria estabilidade para a vida toda. Ela insistia que o marido tinha um emprego melhor e que eles economizariam tendo ela como dona de casa.
Passaram algum tempo juntos dessa forma, mas o cara ficou de saco cheio. Meu amigo não sabe se chegou a acontecer traição ou não, mas ele enjoou daquela vida. Achava que tinha casado muito cedo, que não tinha aproveitado a vida. Que os dois se precipitaram, que ele não tinha vivido. Que ele não queria ficar preso naquela vida desde tão cedo.
E meteu o pé.
Na família, segundo meu amigo, rolava um misto de pena e revolta com a menina pelas decisões dela. No final das contas, ela voltou para a casa dos pais, entrou em depressão e passou a viver em função dos filhos. Ela não conseguiu terminar a faculdade e jamais a reatou por causa deles também.
Caralho.
No caminho para casa, eu fiquei pensando o quanto aquilo era triste e curioso. Triste por razões óbvias. Curioso porque ela viveu o meu sonho. Sei que pode parecer besteira, mas meu sonho sempre foi casar e ter filhos cedo. Eu nunca fui um cara muito da pegação - até porque, como já disse aí, sempre tive a auto-estima muito baixa - e sempre quis ter uma família, meu sonho sempre foi ter filhos. E eu queria curtir os meus filhos o máximo que pudesse. Imagina você com 32 e um filho de 10 anos? Quanta coisa gostosa você não ia poder compartilhar, viver junto? Acho que o passar do tempo torna o abismo entre as gerações cada vez maior, o que dificulta essa aproximação entre pais e filhos. Em tempo, é só uma opinião pessoal. Não tenho filho, então não tenho muita voz nisso e posso estar redondamente enganado.
Ela viveu o meu sonho, mas tudo deu radicalmente errado. Hoje eu entendo como deve ser problemático casar cedo. Eu casei com 26, o que muita gente já chamaria de cedo hoje em dia. Mas caralho, casar aos 20? Eu precisaria ter certeza absoluta de que estava com uma ótima pessoa ao meu lado, mas é difícil a gente chegar a essa conclusão tão cedo. A maioria das garotas com quem saí entre meus 18~22 anos jamais estariam na minha lista de possíveis esposas hoje em dia. Algumas são minhas amigas até hoje, mas a grande maioria ganhou pensamentos e posições que vão contra quase tudo que eu acredito.
Tentei imaginar a vida dela agora. 32 anos, dois filhos, divorciada, sem faculdade e depois de largar um emprego público, morando na casa dos pais. Os posts e fotos dela no Facebook tem um quê de agridoce. Parece haver um amor incondicional pelos filhos e pelo desenvolvimento deles. Mas ao mesmo tempo parece haver uma triste por não ter aproveitado a vida. Encontrei até um post antigo em que ela nunca tinha andado de avião e sonhava em conhecer a Europa, postava fotos dos lugares que gostaria de viajar, lia livros sobre eles.
Eu sei que isso pode soar paternalista, mas tudo isso me pesava muito o coração. Me dava vontade de ir lá, de mudar a vida dela, de levá-la para Paris, Roma, Praga, Porto, as poucas cidades que visitei nas vezes em que fui para lá. Me dá vontade de correr para encontrá-la, abraçar, ficar com ela, conversar, qualquer merda.
Mas aí eu caio na realidade. Cá estou eu, casado, relativamente estabelecido, vivendo super de boa até sexta-feira. E se eu puxar uma conversa no Facebook para encontrá-la, chamar para um café pelos velhos tempos e falar que fiquei sem jeito de puxar papo com ela quando a vi na praça sexta-feira? O que eu vou dizer?
Depois de explicar porque saí do curso daquele jeito, 12 anos atrás, vou falar que era completamente apaixonado por era e que estava me sentindo feito um adolescente agora? Será que não vou adicionar mais um arrependimento para a lista dela, partindo do princípio que ela talvez também sentisse algo por mim à época? E se não sentia, de que isso serviria?
E não sei as consequências que vê-la pessoalmente podem ter. Sim, ela parece bem mais velha e o tempo não foi bom com ela. Mas eu ainda a acho linda e sinto um aperto no coração idiota toda vez que olho para as fotos dela no Facebook. Eu tenho medo de aparecer, me mostrar como algum exemplo da felicidade e bom senso (sim, já escutei de amigos meus que tenho a vida "perfeita demais" por conta do meu bom senso em geral, apesar de eu achar que tenho uma vida ok, só pautada pelo "pensar antes de fazer") que apenas acentue as más escolhas dela. Eu tenho medo de não aguentar e fazer merda, de estragar um casamento que vai bem para caralho.
Ela está aqui, a um clique de distância, e não sei o que fazer. Nem se devo fazer alguma coisa.
TL/DR: achei a menina no Facebook depois de chutar dezenas de sobrenomes diferentes. Ela está divorciada, largou um emprego público e parece estar numa fossa fodida. Eu não sei se devo fazer alguma coisa ou deixar esse feeling morrer e continuar vivendo deixando esse fuck up de ter sumido da vida da menina para trás.
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2017.09.25 21:45 botafora01 Sinto que a minha vida já está traçada

Desde já peço desculpas pela muralha e pelo throw away
OK, desde o Ensino Médio eu sofria com algo que eu imagino 90% do Reddit sofreu: não conseguia pegar sequer resfriado. Era extremamente zoado pela sala toda por isso (meus amigos até hoje dizem que eu sou o único da turma que nenhuma mulher chegou), cheguei até a apanhar por isso. Só fui perder meu BV no meu ano de calouro na faculdade e a minha virgindade quando fui num bordel. Eu ficava triste com isso, mas também estava esperançoso: afinal, era um adolescente, estava entrando na faculdade, e todos sempre me louvavam por, segundo eles, eu ser muito inteligente. A menina que eu gostava na época, e que até hoje é uma amiga (e que eu passei a maior vergonha da minha vida, ao me declarar pelo fucking MSN), vivia brincando dizendo "O nerd de hoje é o cara rico de amanhã". Boas memórias.
Chegou 2013, e eu entrei na faculdade. Não fui maravilhosamente bem no ENEM, mas consegui uma bolsa integral em Administração em uma bela universidade. Escolhi Adm por pensar que o mercado estava bom e por ser noturna, o que me permitiria trabalhar. Nesse período, perdi meu BV e fiquei com outra menina uma vez, num espaço de 9 meses. Pra mim, isso era o ápice, eu era o deus da conquista, mesmo que meus novos amigos me zoassem de "pega ninguém" do mesmo jeito. Nessa época, eu baixei o Tinder e conheci o meu primeiro namorico, vamos chamar de Ana. Ana morava a 3h30 de viagem, então era praticamente um namoro à distância. Ficamos algumas vezes, 3 meses depois começamos a namorar e, depois disso, ela passou o mês seguinte dando desculpas para eu não ir lá. Chegou fevereiro, veio o carnaval, e ela disse que estava passando mal. Foi para o hospital e detectaram leucemia. Óbvio que eu pirei, queria ir pro hospital dela de todo jeito, mas ela nunca deixava, dizia que os pais me viriam, iria arrumar encrenca, ela iria ver um momento que estivesse sozinha. Se passaram 5 meses nesse tormento, hora ela dizia que estava boa, hora dizia que estava mal, quimio e afins, até que meus amigos de sala fizeram uma intervenção comigo, mostrando que não havia nada em rede social nenhuma dela a respeito de câncer, mostrando que ela estava postando normalmente sobre coisas cotidianas e que era a maior retardadice do mundo eu não ter ido nenhuma vez ver ela. Eu fiquei meio balançado, até porque meus pais concordavam com este ponto de vista, mas fiquei meio irregular com ela. Pouco mais de um mês depois disso, ela disse que tinha tido alta, tinha encontrado um ex, tinha ficado com ele e queria terminar. Não lamentei muito, até porque isso ocorreu em um espaço de uma semana, no máximo. Terminei e, desde então, ouvi dela duas vezes na vida. Passou.
Vale mencionar que, nesse meio tempo, a minha vida em casa havia melhorado demais: durante meu período de Ensino Médio, minha adolescência se resumia a passar finais de semana com minha mãe em bares, vendo ela entrar quase em coma alcoolico com as amigas e outros finais de semana na casa do meu pai, vendo ele ficar bêbado e chorar no meu ombro sobre ele ser um fracassado que não conseguiu sequer manter um casamento. Quando eu terminei, minha mãe já estava mais centrada (como está agora), saindo ocasionalmente e socialmente, e meu pai parou de beber após enfartar e voltou a ser o cara extremamente trabalhador que eu sempre admirei. No fim do meu primeiro ano de faculdade, eu passei a estagiar em um instituto federal. Ao mesmo tempo do término que eu disse acima, eu fui chamado para um concurso temporário, em outro órgão público, bem mais perto de casa.
Poucos meses após eu terminar com a Ana, entrou em cena a pessoa que eu, de fato, considero como a única que eu namorei. Vamos chamar ela aqui de Beatriz. Beatriz me chamou no Facebook, para brincar sobre uma postagem que eu havia feito (já havíamos tido pequeno contato ainda no colégio), e daí começamos a conversar. Dois meses depois, ficamos e, 5 meses depois, começamos a namorar. Ela perdeu a virgindade comigo e, na prática, eu também perdi com ela (transei com prostitutas umas 4 vezes antes. Fiz exames, por precaução, e não deram nenhum reagente). Eu aprendi demais a me aceitar com ela, nós tínhamos a mesma personalidade, ela era a primeira pessoa que não só não me julgava por meus interesses, como me incentivava a seguir eles. Não me cobrava nada, eu não cobrava nada dela, mas conversávamos de forma quase ininterrupta das 7 até meia noite. Com ela, no entanto, eu descobri algo que já havia visto antes nos bordeis: não sei o que me causa, mas com certeza eu tenho ejaculação precoce. Fui em um urologista, que me disse que era algo psicológico, que eu só precisava "me desligar". Tentei os exercícios que o próprio Reddit indica, mas nunca funcionava. Usei camisinha anestésica 2 vezes: uma vez foi uma maravilha, na outra estourou e eu traumatizei. Sempre me sentia extremamente culpado e furioso comigo mesmo após cada fim de penetração, mas o que atenuava era a presença dela, que sempre me dizia que não ligava, que eu conseguia deixar ela no céu somente com as preliminares, que não ligaria de passar por isso por não sei quanto tempo. Tudo que eu me julgava errado, ela me mostrava que não ligava. Eu me sentia num porto seguro com ela, e isso me impulsionava na faculdade: eu imaginava que iria me formar em um emprego na iniciativa privada, sem "data de validade" como meu emprego temporário, e que, 1 ou 2 anos após isso, estaria casado com ela. O único motivo de discussão que tínhamos era que ela tinha total ojeriza de tornar público: não podia postar nada com ela no Facebook, não podia atualizar status de relacionamento, não podia ir conhecer os pais dela, que "iriam proibir completamente". Mesmo os amigos eu só vi 2 vezes (uma outra vez eu não pude ir por motivos profissionais). Eu sempre entendi que isso era um receio dela, então, mesmo um pouco frustrado, eu aceitava. No que eu terminei minha monografia, estava preocupado com a questão do mercado, mas nada demais. Até que veio o dezembro, 1 ano e 4 meses após começarmos a ficar.
Eu estava na faculdade, pegando os convites de formatura, quando ela mandou o tradicional "precisamos conversar". Resolvemos por texto mesmo: ela disse que gostava de outra pessoa, e que se sentia culpada namorando comigo com interesse em outro. Aceitei, triste, e demos um tempo. 2 dias depois, um amigo me manda uma foto no perfil de um rapaz, que era o mesmo que ela gostava: ambos deitados, ela de top e ele sem camisa, e uma descrição bem...insinuante. Óbvio que eu pirei, liguei para ela, tivemos uma baita discussão, mas, depois disso, esfriou. Acabamos nos vendo, e ficando de novo. Ela terminou com o rapaz, mas ainda jurava de pés juntos que aquela foto era uma coincidência, que ela não havia me traído, que jamais faria isso, que era íntegra. E ficamos uns bons 3 meses indo e voltando até que, em abril, ela me mandou um testamento contando tudo: numa segunda, ela estava na casa de uma amiga, com este rapaz e o cara que a amiga estava pegando. A amiga e o peguete dela começaram a dar uns amassos no local e, segundo ela, ela não conseguiu "resistir" e montou no cara. Uma traição espetacular, que até hoje eu uso como humor auto depreciativo. Fiquei em choque por um tempo, mas, contra os conselhos de todos, perdoei ela e voltamos a namorar. Mas não era a mesma coisa. Ainda era maravilhoso por um aspecto, mas, por outro, ela estava insegura com o relacionamento (dizia que se sentia culpada por ter "estragado tudo por um impulso") e eu estava inseguro com tudo, precisava de validação dela pra tudo, principalmente no que tangia sexo. Eu já era inseguro sexualmente antes, agora era 3x mais, então eu basicamente a induzi a me contar toda a experiência sexual dela com ele, até eu me sentir menos perdedor. No entanto, eu estava começando a me recuperar em junho, estava me reencontrando, entendendo que estava apertando ela desnecessariamente (uma amiga teve essa conversa esclarecedora comigo). Então, tanto como solidificação como um pedido de desculpas, eu planejei uma viagem para nós, no dia que ficamos pela primeira vez, que cairia num sábado. Disse para ela os planos, ela ficou elétrica, empolgada, começou a me mandar links do local, brincar com meus planejamentos e afins...e, na semana seguinte, pediu para terminar. Disse que nunca esteve certa sobre nós termos voltado, que ela ainda me amava, que ainda sentia tesão comigo, mas que não se sentia pronta para um relacionamento sério, e "não queria me magoar". Aceitei, até mantive o contato, pq, nesse meio tempo, ela virou a minha melhor amiga. Mas o mesmo amigo da vez anterior me mandou um print de uma conversa dela com a irmã dele, dizendo que tinha terminado por estar afim de outro cara, e eu reconheci o sujeito: era um cara que ela falava horrores bem dele, "ah, fulano fez isso, fulano fez aquilo, me ajudou com x, um cara foda, faz não sei o que". Não sei se ela me traiu, mas tal conversa era de 1 dia e meio após termos terminado, e ela já havia ficado com tal cara. Não sei se ela me traiu de novo, mas a confrontei (não falei do meu amigo, obviamente, disse que a vi na rua) e ela manteve que não me traiu, mas que, dessa vez, poderia ficar com quem quisesse pq "fez a coisa certa". Eu disse que não conseguiria conversar com ela enquanto ainda tivesse sentimentos, ela disse que entendia, mas que queria saber de mim, que eu ainda era "o melhor amigo" dela.
Isso faz um mês e meio. Eu não consigo deixar de me sentir mal. Eu podia ter feito tanta coisa melhor, mas não fiz. Ela me traiu, possivelmente duas vezes, e tudo que eu consigo fazer é me culpar. Eu só não a chamei ainda pq imagino ela ficando com esse cara, que é melhor que eu em tudo: mais bonito, com uma barba farta de lenhador, com uma carreira já estabelecida, carro na garagem, mora sozinho e afins. O que me leva ao lado profissional: a sala da faculdade se reuniu para um churrasco há 3 semanas, estávamos conversando sobre empregos e eu concluí algo: apesar de que eu (e eu sei quão arrogante isso soa) ter feito que metade da sala ganhasse um diploma, eu sou o único dali sem um emprego minimamente fixo e tenho um salário que é o menor de todos, com vantagem. Todos falam que eu vou ganhar 3k, 4k logo, mas eu já cansei de tomar portadas de empresas. Gasto com passagem, gastei com um terno novo, gravata, e tudo que eu consegui foram muito obrigados, mas uma parcela da minha sala que literalmente não consegue entender que 50% e 0,5 são a mesma coisa (eu tive que ensinar manualmente regra de 3 simples e cálculo com números decimais quando estudamos Matemática Financeira) estão em empregos bons na iniciativa privada, comprando casas e carros. E, de todos ali, só uma me arrumou entrevista na empresa dela (que eu não consegui, principalmente por dita empresa estar num processo de fusão). Quatro conversam ocasionalmente, e o resto só entra em contato pedindo para que eu faça para eles provas de inglês de processos seletivos ou provas da faculdade (para os que ainda não se formaram).
Eu estou fazendo Contabilidade agora, vendo se consigo recomeçar, mas estou extremamente desiludido. Não sei o meu problema, mas o que eu imaginava quando entrei na faculdade não aconteceu. Eu sou um total fracassado no mercado de trabalho, e dificilmente vou conquistar algo além de pular de trabalho em trabalho de escritório, para tirar 2 salários e soltar rojão de alegria por não estar desempregado. Na verdade, eu já imaginava algo nessa linha desde o último semestre, mas, além da esperança mínima, eu carregava que iria ter uma família. Alguém me aceitava, alguém me amava. Hoje, eu vejo que nem isso. Nesse mês e meio pós-término, eu percebi como meu stock está horrorosamente baixo. Ouvi diretamente de uma estranha (no Tinder, vale dizer) como eu sou "feio, com cabelo estranho e roupas deprimentes". A maior parte dos meus amigos disse que eu vou achar alguém, mas só uma amiga me apresentou para alguém (Spoiler: eu quis levar pra amizade pq esta pessoa demonstrou 0 interesse romântico em mim, mas temos muitas afinidades de gostos. Não quero que alguém legal se perca só por não querer abrir as pernas pra mim em qualquer futuro).
Então, qual a conclusão? Para relacionamentos, eu sou a tempestade perfeita: meus gostos não são nada pop, meu estilo de roupa desagrada geral, minha voz é deprimente, eu sou lerdo, distraído, amo entrar em rants gigantes quando me empolgo (vide este texto) e, mesmo que alguma garota um dia resolva passar por isso tudo, o prêmio dela será ter de viver com sexo oral recheado por 30s de penetração, num dia bom. Nenhuma mulher no mundo quer se relacionar com um homem que precise fazê-la ter um orgasmo com masturbação pq não aguenta chegar a 1min de penetração. Ou seja, eu até posso tropeçar em alguma peguete (sim, essa é a palavra, tropeçar. Um incidente do acaso, como foi com a minha ex), mas nenhuma jamais chegará a ser de longo prazo. Dificilmente eu terei uma família. E, sem uma família, não há nada para contrabalancear o fato de que eu sou um fiasco profissional. O "menino gênio" do colégio, o "cara que vai ganhar 7000 daqui 3 anos" da faculdade nada mais era que uma pessoa com um par de neurônios no meio de um grupo de pessoas com bases educacionais mais fracas que a minha e, principalmente, sem interesse algum em estudar. Numa sala focada, eu teria de me esforçar para estar no meio do pelotão. Eu sou mediano intelectualmente e, profissionalmente, sou um lixo que não conseguiu fazer networking na faculdade e, hoje, irá ter de viver de escritório em escritório, sem nenhum breakthrough.
Minha vida parece estar desenhada para ser a definição de um fiasco, de um total e completo desperdício de oxigênio. Mas eu tenho uma missão: cuidar dos meus pais. Ambos dependem demais de mim psicologicamente, ambos me amam mais do que qualquer outra coisa. Sem a minha presença aqui, a vida dos dois colapsaria. Sinto que eu só vim ao mundo para ser o pilar da vida de ambos. Então, eu tenho que ir empurrando a minha vida enquanto ambos estão vivos, tentando ao máximo não embaraçar eles mais. Decidi que vou viver a vida no limite nesse meio tempo: finalmente comecei a fazer academia (minha postura sempre foi torta e, nos últimos 2 meses, eu ganhei peso. Quero eliminar essa pança antes que ela vire um problema), fui ao Maracanã mês passado ver a ida da Copa do Brasil (sou de MG), devo receber uma indenização boa quando sair daqui e estou planejando um mês de curso de inglês na Europa (meu inglês é bom, mas não é perfeito e isso sempre me incomodou horrores, sem falar que conhecer a Europa é O sonho que eu tenho de vida). Será o meu maior highlight, e a única loucura que eu me permiti fazer. Quando voltar, vou fazer o que gosto e, mais importante, vou cuidar dos meus pais, de tudo que eles precisarem de mim.
Não sei o que o futuro reserva pra mim, mas, pensando com lógica, eu devo chegar nos meus 35/40 anos quando ambos meus pais falecerem. Quando isso acontecer, serei um solteiro entrando na meia idade, possivelmente com pouca experiência sexual que não envolva garotas de programa, num emprego pouco satisfatório e sem nenhum amor que tenha sido recíproco e que não acabe na mulher se cansando de um cara patético e percebendo que praticamente qualquer coisa é melhor que eu. Será covardia, alguns sentirão tristeza, mas será temporário, todos irão superar, e haverá um pouco mais de oxigênio no mundo.
A minha mente ainda tenta, em alguns momentos, achar alguns cenários de ilusão, de que algum milagre irá acontecer, mas não irá. Eu sei que não. Profissionalmente eu fracassei. Academicamente eu fracassei. E, amorosamente, eu também fracassei. Vi que não basta achar alguém que aguente a minha personalidade, ela não irá suportar alguém que trata preliminares como Evento Principal, e eu irei morrer com esta condição.
Por mais paradoxal que seja, pensando assim eu estou aprendendo a abraçar o que eu gosto. Eu gosto de ler. Eu gosto de sair para comer e voltar para casa. Eu gosto de esportes. Eu gosto de escrever. Eu gosto de viajar. Não vou mudar o que eu gosto pelos outros, até porque será inútil, resolver um sintoma não cura a doença, e não há remédios o bastante para curar todos os sintomas dessa doença chamada eu. Fico feliz pelos meus pais existirem, pq, se não fosse por eles, eu teria sido um fiasco absoluto em vida. Fico feliz pelo meu último namoro, pq eu nunca me senti mais feliz do que numa tarde de sábado, quando ela disse "te amo" pouco antes de cochilar no meu peito. Eu fui feliz com o amor, e, por causa dela, eu aprendi que todo relacionamento que eu entrar, obrigatoriamente, terá um fim unilateral. Eu vou ser feliz com meus outros desejos, concluir meus hobbies, fazer o que eu gosto, e cuidar de quem me ama incondicionalmente, até o fim deles. Dali, serei eu que terei meu livramento.
Eu precisava contar isso pra alguém, mas não quero que tratem isso como um pedido de ajuda, pq não é. Meu real objetivo de vida sempre foi ter uma família minha, ter um filho em uma casa estruturada e passar meu conhecimento adiante. Eu já sei que, por questões psicológicas e físicas, isso jamais acontecerá. Quando meus pais se forem, eu literalmente não terei mais o que fazer aqui e, se tudo der certo, eu terei realizado ao menos uma parcela boa dos meus outros sonhos. Eu estou tranquilo quanto a isso. Talvez ainda sinta, de novo, a dor de ver alguém me trocando por outra pessoa melhor, mas agora eu sei que isso acontecerá. Doerá menos, eu espero. E, se nem isso eu conseguir, bem...dois salários por mês dá para pagar por sexo.
De novo, desculpem pelo texto gigante.
tl;dr: Todos confiavam em mim, todos achavam que meu futuro seria brilhante. Meu futuro será medíocre, patético e, ao menos, tem uma data para acabar
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2017.09.16 17:55 albedrio Una sociedad menguante. Lastrada en lo económico y en lo afectivo. Los ancianos son caros y pesados de cuidar. Veremos cosas moralmente indeseables. La presión hacia la eutanasia no deseada va a ser creciente porque los recursos son escasos.

Fundador y director de la fundación Renacimiento Demográfico, Alejandro Macarrón es ingeniero de telecomunicaciones, consultor empresarial y autor del libro Suicidio demográfico en Occidente y medio mundo, que pronto se publicará en inglés. Cita en su libro al economista Juan Velarde que advierte que «de seguir así España desaparece», pero desaparece de verdad... El problema de la natalidad no es tan urgente como una crisis económica o el tema catalán. Sin embargo, a la larga es inexorable que si seguimos con tan baja natalidad, España desaparecería.Lo pongo en condicional porque falta tiempo, pero es pura matemática. No es opinable. Vamos al precipicio, el de la extinción, otra cosa es que reaccionemos.La extinción tardaría siglos, pero antes viviríamos en una sociedad sin niños, descompensada. Cuando empecé a estudiar el asunto, me impresionó que sus efectos eran más inmediatos de lo que se suele pensar y el poco caso que se hace a un problema tan profundo. ¿Tan desolador es el paisaje demográfico español? Nos enfrentamos a una ola de envejecimiento.La edad más numerosa de la población española de hoy son 40 años, dentro de una década serán 50...Vamos hacia una sociedad absolutamente llena de mayores, lo cual estaría muy bien si no fuera porque no hay gente joven para compensarlo. En España, nacen menos niños que en el siglo XVIII.Es verdad que se ha reducido la mortalidad infantil, pero si no aumenta la tasa de natalidad, cada año nacerán un 2% menos de niños. El pueblo español ya está menguando. Los españoles autóctonos cada vez somos menos. Tenemos las tres provincias (entre las que tienen al menos 100.000 habitantes) con récord mundial en balance entre muertes y nacimientos.En Zamora, en 2016 por cada nacimiento hubo tres muertes. En Lugo y Orense ya hay dos muertes por cada nacimiento. No es que tengamos la menor tasa de fecundidad en Europa, es que España ha tenido en los últimos 20 años la menor tasa de natalidad del mundo en promedio. La despoblación de esas regiones, ¿no es también un problema de falta de falta de oportunidades? Es mezcla de los dos. Si el país estuviese compensado demográficamente y viviéramos todos en ciudades, sería deseable tener una España más articulada, pero no sería trágico. El problema es que tampoco hay suficientes niños en las ciudades. La despoblación tiene un componente económico.Pero si vives en un lugar en el que casi solo hay viejos, quieres irte. Tengamos la edad que tengamos, nos gusta la juventud.Si te rodeas sólo de ancianos, ves la muerte, la decrepitud. Es desalentador... En los sitios que se van despoblando la calidad de vida disminuye. Los servicios sociales son muy caros. Un ejemplo es la Sanidad. La sociedad española tiene un dilema moral y económico sobre qué hacer en las zonas donde quedan sólo ancianos y gente de edad avanzada. ¿Les atendemos y en ese caso, nos arruinamos o no les atendemos? Tanto los niños como los ancianos cuestan dinero.Pero los niños son una inversión que produce en el futuro y a los ancianos les damos una calidad de vida. Pero la riqueza que se llevan, se consume y no produce en el futuro. También cita en su libro a Miguel Hernández: «La salvación de España / de su juventud depende» Tampoco hay que hacer demasiado la pelota a la juventud porque vivimos en una sociedad en la que se hace la pelota a la mujer por ser mujer, al joven por ser joven... Pero es verdad que la juventud es esencial. Para el reto demográfico y para emprender e innovar. Una sociedad que languidece tiene menos innovación.Esto no quiere decir que no haya gente mayor innovadora pero es más fácil emprender e innovar si eres joven porque tienes que atreverte, tienes que cuestionar los tabúes, no tener rigideces. Si eres joven y te equivocas no pasa nada porque te puedes recuperar. Esa juventud existe, pero repartida por el planeta. Es un argumento facilón. En Asturias, cuando yo nací, nacían el triple de niños que ahora. Asturias es la primera región de Europa en la que, si nada cambia, desaparecerá la población. Me da mucha pena. No me consuela que en Nigeria crezca mucho la población. Históricamente, el número de personas era decisivo para el desarrollo de los pueblos. Pero con el desarrollo de la democracia, la ciencia, la tecnología, Europa -y su extensión, EEUU- da un salto enorme en productividad, es decir, que compensa que seamos menos. Si produces 20 veces lo que una persona primitiva, aunque tengas la mitad de gente, produces más. Por eso Occidente domina el mundo. Pero ahora que el tercer mundo está emergiendo, la productividad media de su población se está igualando a la nuestra, con lo cual el número de personas vuelve a ser decisivo. Cuando China iguale en productividad a EEUU tendrá entre cuatro y cinco veces su PIB.Los europeos tendemos a la irrelevancia.Si los nuevos líderes mundiales son democráticos, no pasa nada. Pero en China ha habido una eliminación masiva de niñas solo por ser niñas.Y pensemos en el mundo musulmán con una mayoría pacífica, pero una minoría agresiva. Si hacen la transición a la no agresividad, como lo hizo el mundo cristiano, bien, pero si no.... En Occidente tenemos que pensar que debemos a la comunidad, a la humanidad, tener hijos. No pasa nada si alguno no los tiene, pero la mayoría debe tenerlos. Nos hemos conformado con que la inmigración sostenga la demografía en tiempos de bonanza... En la historia ha habido inmigraciones virtuosas que han ayudado a construir países como EEUU. Pero ha habido otras como los bárbaros, cuya expansión no fue sólo cosa de batallas, fue una inmigración masiva. En Europa tenemos el problema del yihadismo. Una inmigración que viene y que una parte de ella, muy minoritaria pero que hace mucho daño, odia al país o a la cultura donde se integra. Es tremendo. Lo hemos visto en Cataluña... El caso del nacionalismo catalán, como el vasco, es elocuente. Los nacionalismos son tribalistas pero no les he oído nunca preocuparse por la descendencia. El País Vasco ha sido un desastre en natalidad. Ahora está repuntando un poquito, pero ha sido la región de España que más ha envejecido desde que murió Franco. Y en Cataluña, los catalanes de pura cepa, la natalidad nativa, es la menor históricamente. Es una de las razones de que haya necesitado tanta inmigración. Cataluña mejora sus cifras globales gracias a los magrebíes. Casi la mitad de los niños que nacen o viven en Cataluña no son de padres españoles, no ya catalanes. La Cataluña del futuro no será española. Pero tampoco será catalana.Si consiguen integrar a los inmigrantes, muy bien. Pero si no, será una sociedad fracturada y dual. En Gerona, el 20% de los niños que nacen son hijos de musulmanes.En Tarragona y Lérida, el 15% y en Barcelona, el 12%. De la inmigración vive el populismo... En Europa, y también algo en EEUU, el Estado de bienestar concede derechos a cambio de nada. El inmigrante tradicional tenía un plan A: trabajar. Ahora el plan A es trabajar, pero hay un Plan B porque tenemos una red social muy generosa. En España, en los años previos a la crisis, vinieron unos cuatro millones de inmigrantes en edad laboral. Estalló la crisis y gran parte se quedó en paro, pero se fue una proporción minoritaria porque con nuestros subsidios estaban mejor que en su país. Otro problema es que si no se regula en número, la inmigración crea un exceso de oferta de mano de obra que compite con la local y eso baja los salarios, en especial de la clase media baja. Esa es la gente que en todo Occidente está enfadadísima porque los sueldos no suben. Otra cosa que ha sucedido en Europa y EEUU es que los inmigrantes han ido entrando ilegalmente y cuando ya eran muchos y no se podían expulsar se les ha regularizado. En Europa ha habido unas 300 regularizaciones en los últimos 20 años. Es absurdo no aceptar la inmigración que viene a ocupar una vacante laboral. Pero ese no es el modelo que tenemos. De ahí el populismo, Trump... Donald Trump tiene cinco hijos. Pero de tres mujeres distintas. Ese es otro tema. En Europa hay 10 países de primera cuyo primer ministro o equivalente no tiene niños.En Alemania, los dos últimos cancilleres, Schröder y Merkel, entre los dos se han casado seis veces y han tenido cero hijos biológicos. Pero también en Francia, Italia, Reino Unido, los tres primeros ministros del Benelux,Suiza,Suecia, Irlanda. Hace 80 años sólo había dos número uno que no tenían hijos: Hitler y Manuel Azaña. Si los líderes no tienen hijos y la familia no está en el discurso público es difícil fomentar la natalidad. Ante esa pasividad, ¿Es usted el ejemplo de que la sociedad civil debe implicarse en lo que delegamos en los políticos? A los políticos este tema les incomodaba e incluso muchos estaban de acuerdo con que hubiese poca natalidad. Hace 30 o 40 años había un crecimiento de población explosivo y el consenso de que era negativo. Incluso había economistas que decían que si la población seguía creciendo, el incremento de la economía no redundaría en más renta per cápita, no sería posible salir de la pobreza. En mi libro cuento cómo el informe Kissinger decía que si la población crece a ritmos muy fuertes, aunque la economía crezca la pobreza no se reduce. Es el pensamiento único... A las personas nos gusta vivir sobre una base de certezas morales (mi casa, mi familia, mi trabajo...) Cuando alguien cuestiona el statu quo al decir que la sociedad tiene un problema porque no nacen niños, incomoda. Occidente tiene una gran satisfacción por lo conseguido en los últimos 200 años. Se han superado situaciones de precariedad, de morirnos por todo tipo de enfermedades, las mujeres han conseguido la igualdad, vivimos en sociedades mucho menos autoritarias en las que hay una libertad teórica de pensamiento.Sin embargo, cuando se cuestionan determinadas verdades la gente se lanza a degüello, ya no es elEstado el que censura, pero es otro tipo de censura. Que en las redes sociales llega a límites increíbles... La crítica es un regalo.Decía Wiston Churchill que es como el dolor en el cuerpo humano, es lo que te avisa de problemas.Ahora, cuando es bilis por cuestionar el estabishment, es otra cosa. El tiempo pone cada cosa en su sitio y ya está habiendo una concienciación del envejecimiento de la población. ¿Qué propone para que nazcan más niños? Es un problema complejo que está ligado al modelo social.La modernización ha traído menos natalidad. Lo primero es tomar conciencia. Hay que revalorizar el prestigio de las madres, mostrar lo bonito que son los bebés, que en realidad nos encantan, es algo instintivo. No es lo mismo exponerlo en público que no. También dar el mensaje duro de que el país necesita niños, como se ha hecho en Francia.También hay medidas económicas con una base muy clara. Hay que incentivar (para el conservador), ayudar (para el socialdemócrata), compensar (para el liberal), cada uno en su ideología lo que quiera. Pero hay que compensar a las familias una parte significativa de lo que cuesta tener niños. No todo.Porque entonces habrá gente que tendrá hijos sólo por dinero. Eso ha pasado y moralmente es un desastre. Esa compensación tiene que centrarse en la mujer pero no sólo. También el hombre juega un papel importante. Y hay que tener cuidado con favorecer sólo a la mujer que trabaja fuera del hogar, como ahora. Si queremos incentivar la natalidad tiene que ser a todo tipo de mujeres, no sólo a unas en función de la ideología. La sociedad actual asocia el tener muchos hijos a pertenecer a algunos grupos religiosos o a no trabajar... Los valores dominantes son hostiles a la natalidad y sobre todo a la familia numerosa. Y es feo porque hay personas que libérrimamente han decidido tener muchos hijos y en un país que necesita niños tendríamos que aplaudirles. El desarrollo de la inteligencia artificial puede tentarnos a dejar en segundo plano el debate de la natalidad y confiar nuestro futuro a robots... Eso está pasando. Antes de nada hay que pensar que tener hijos completa la vida, el cariño no te lo va a poder dar una máquina. Luego, en el mundo tecnológico casi todo lo que se predice o llega más tarde de lo que se espera o llega antes. Si fiamos la natalidad a la robótica y sale bien no hay problema pero si sale mal es una catástrofe. Los científicos dicen que las máquinas nos jubilarán dentro de 100 años no de 20. Es como la inmortalidad. Hay quien anuncia la muerte de la muerte, pero la realidad es que la esperanza de vida crece pero no a un ritmo disruptivo, sino evolutivo. Menudo panorama, una sociedad envejecida y si confiamos en los robots, sin afecto... Una sociedad menguante. Lastrada en lo económico y en lo afectivo. Los ancianos son caros y pesados de cuidar. Veremos cosas moralmente indeseables. La presión hacia la eutanasia no deseada va a ser creciente porque los recursos son escasos.
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